• Para-brisa trincado pode gerar multa e perda de pontos na CNH

  • Adriana Santos

 


Divulgação

Alguns trincos podem ser recuperados, desde que não estejam na área A


É muito comum, na estrada, o motorista ter o para-brisa do carro atingido por pedras ou outros objetos arremessadas dos pneus de caminhões. Quase sempre, além do susto, o prejuízo é inevitável, pois arriscar andar com o para-brisa trincado é multa na certa! Para evitar que o estrago seja ainda pior no bolso, é bom tomar alguns cuidados, como por exemplo, não andar colado na traseira de ônibus e caminhões.


Trincas


Para a maioria dos motoristas, uma pequena trinca no vidro parece algo inofensivo. Mas eles estão completamente enganados. Segundo Claudio Minoru Obayashi, dono da Auto Vidros Saveiro, "são esses pequenos danos, às vezes até imperceptíveis, que evoluem para trincas enormes, em choque térmico (calor excessivo, seguido de uma chuva fria)".

Ele adverte que as trincas também podem surgir em função da má instalação - forma, tipo de cola, tamanho do vidro, espaçamento, entre outros motivos.

Para evitar isso, Minoru recomenda sempre serviço especializado. Para identificar a dimensão do problema, basta ficar atento à algumas dicas. Minoru fala da importância do motorista saber diferenciar entre um para-brisa original (laminado) de um para-brisa temperado.

"Embora a legislação exija vidros laminados, alguns motoristas trocam o componente original por temperado, que é bem mais barato e ainda é vendido no mercado paralelo. Uma "esperteza" que pode custar caro, pois, diferentemente do laminado, o para-brisa temperado se despedaça em caso de choque".


Como identificar?

Quando o vidro é laminado, ele tem dois riscos pequenos e paralelos junto à logomarca. Outra dica: se for degradê (com aquela faixa verde no alto), com certeza o vidro é laminado.

De acordo com a Resolução do Contran nº 216 de 2006, as trincas e fraturas circulares nos parabrisas são permitidas na área especificada na imagem como B (veja ilustração), desde que não ultrapasse o comprimento de dez centímetros ou configuração circular de diâmetro superior a quatro centímetros.

Os trincos de qualquer dimensão não são permitidas na área crítica de visão do motorista e em uma distância de 2,5 centímetros das bordas externas do mesmo(A).

Regra que só vale pra carros comuns, excluindo-se ônibus, micro-ônibus e caminhões, no qual as normas são mais rigorosas.

Segundo Minoru, alguns trincos podem ser recuperados sem a necessidade de troca do parabrisa, como por exemplo, trincos de até 5 centímetros, e que não estejam na visão do motorista (área A ), pois não é recomendado fazer este tipo de trabalho nesta área para não comprometer a segurança da visão do motorista.

"Toda e qualquer recuperação, seja ela do tamanho que for, ficará uma cicatriz, pois o vidro foi quebrado e não há como deixar o vidro como saiu de fábrica. É feito uma injeção de resina que tira o brilho do trinco e evita que este trinco se estenda, interrompendo assim seu crescimento", esclarece.

"Um técnico especializado em reparo remove o ar e a umidade do local danificado e os substitui por resina, devolvendo a resistência original ao vidro danificado, que tem sua integridade estrutural resgatada", completa.

Adesivar com o selo-reparo fornecido pelas seguradoras ou em alguns pedágios (pode se improvisar com uma fita adesiva transparente também) funciona como um curativo para a trinca, evitando o acúmulo de poeira, oleosidade ou pequenos grãos de sujeira no trinco.

"Por isso deve ser colado na parte externa do vidro. Porém, ele não o impede de se alastrar, somente permite um melhor acabamento quando o procedimento de recuperação for executado", garante.

Mas, com o passar do tempo o trinco só aumenta e certamente no futuro o vidro terá de ser substituído, por isso, o quanto antes for realizado o reparo, maiores as chances do vidro ser recuperado.

Outro problema comum aos motoristas são os riscos que se acumulam com o tempo no para-brisa prejudicando a visibilidade, principalmente quando se anda contra o sol ou em dias de chuva.

Nestes casos, é recomendado o polimento do para-brisa que melhora em 90% os riscos, tornando a visibilidade mais clara e aumentado a segurança do condutor e passageiros.

"Os riscos são causados principalmente pelo uso de palhetas do limpador de para-brisas vencidos ou danificados", alerta Minoru.

A troca é recomendada a cada 12 meses. "Visualmente é muito difícil identificar a hora da troca das palhetas, por isso, o jeito é trocarmos uma vez por ano mesmo. Procure sempre usar produtos originais, que tem maior durabilidade", completa.

Outra causa comum é o uso de materiais ásperos para a limpeza do vidro para-brisa, como palhas  de aço ou mesmo esfregões comum em postos de combustíveis.


Danos para-brisa
O motorista pode perder cinco pontos na carteira, receber multa de R$ 127,69 e ter o veículo retido para a regularização.

 

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