Ontem fui assistir ao filme “Além da Vida”, o mais recente Clint Eastwood, numa sala de cinema do Shopping Catuaí de Maringá. Logo depois de comprar meu ingresso, estranhei o preço cobrado.
– Ué, senhora, mas não estava em promoção?
– Ah, mas é que a sala Vip não entra na promoção.
– Então eu vou assistir ao filme em uma sala Vip. Fantástico, não sabia. Aquela coisa de poltrona grande e tal?
– Você vai adorar. Depois vem me contar como foi.
Acabou a sessão e não fui dar meu veredicto à boa senhora. Arrependo-me, deveria tê-lo feito. Nem tanto pelas instalações da sala Vip, realmente confortabilíssimas, fiquei quase deitado para ver a projeção; nem pelas qualidades do filme, um bom Eastwood, embora não esteja entre os melhores.
O problema é que, enquanto estavam sendo exibidos os créditos finais, acenderam as luzes do cinema e cortaram o filme. Assim. E eu acho isso um absurdo.
Eu sei, não foi essa exibidora que inventou isso, é um procedimento (infelizmente) padronizado. E também sei que deve ter uma meia dúzia de pessoas além de mim, no Brasil inteiro, que quer assistir aos créditos finais dos filmes. Mas eu não acho que a quantidade de interessados seja um aspecto relevante.
Quando você paga para assistir a um filme, paga para vê-lo inteiro. E os créditos finais fazem parte do filme, oras. Fazer esse corte arbitrário é um desrespeito ao espectador e às dezenas (centenas?) de pessoas que trabalharam na produção.
Quantas vezes engoli sapo, não reclamei com ninguém quando privado das informações presentes nos créditos – gosto de saber principalmente o nome e a autoria das canções dos filmes. Inclusive ontem, quando aquela senhora até me incentivou a fazer comentários, perdi a oportunidade de me pronunciar.
Mas deu. Comprometo-me comigo mesmo, a partir de hoje, a sempre demonstrar minha insatisfação quando mutilarem um filme no cinema. Mesmo que não seja contenda das mais urgentes, mesmo que perguntem se não tenho coisa melhor para fazer.
Todo apoio! Mesmo qdo não cortam o filme, os funcionários do cinema ficam olhando para quem quer ver os créditos num misto de impaciência e estranheza.
Há alguns filmes em que uma informação importante vem durante ou após os créditos. E não estou falando de ficha técnica, refiro-me à história em si. Há vários exemplos: Cinema Paradiso é um deles. E é verdade o que disse a Fátima. Gente que gosta de ver créditos tem fama de lunático entre os funcionários dos cinemas.
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Apoiado. Eu também sou um que permanece sentado na cadeira (às vezes sozinho no cinema com o pessoal da limpeza me olhando) esperando subir todos os créditos e quem sabe ainda ver uma cena extra ao final. Eu já fui expulso de um cinema do mesmo jeito. As luzes acenderem vá lá, o pessoal entra pra limpar a sala pra próxima sessão, não me incomodo, mas cortar o filme é um desrespeito.
CONCORDO COM TODOS VOCÊS. QUEM NÃO NOS RESPEITA NAS PEQUENAS COISAS, TRUCIDA-NOS NAS GRANDES. VAMOS USAR DAS ARMAS DE QUE DISPOMOS E PELO MENOS TENTAR FAZER VALER NOSSOS DIREITOS.
Apoiado! Quantas vezes já fiquei sozinho ou com a namorada (que obriguei a ficar) no cinema durante os créditos, enquanto todo mundo se mandava…
to indignada com os cinemas e publico maringaense…
fui louca para assistir o ganhador do oscar de 2011, um filme elogiadíssimo….. com um contexto histórico e uma historia de amizade incriveis e me deparo com uma unica sessão em toda maringa as 15 horas da tarde!!!!!!
não é para rir?????
fiquei mais pasma ainda em ver a quantidade de sessões de um filmeco de merda como o da surfistinha….
indignada com a CURTURA Maringaense….
[...] Protesto contra cinemas que cortam os filmes /via @_maga – Os créditos fazem parte do filme. Muitas vezes estão ali para o público mais sensível se recompor ou retornar do sonho que um bom filme é Postado em Notas. Compartilhe Tweet [...]