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Fernanda Rossi – Psicologa

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O tempo da mente

Certas vivências são difíceis de esquecer, de virar a página e prosseguir. São vivências que marcaram de tal forma, que pequenas situações do hoje bastam para trazer à lembrança tal emoção. Emoções estas, que ficaram presas aquela situação. Tais como medo, insegurança, aflição, pavor, desconfiança e outras. Podem ser fruto de uma perda, de uma tragédia, de uma confusão, porem, do que provém importa menos do que as marcas que foram deixadas. Sendo que para cada pessoa envolvida, tal situação repercutirá de forma diferente e única.

Há um provérbio antigo que diz que “O ontem é história. O amanhã e mistério. E o hoje é uma dádiva, por isso se chama presente.”

É uma linda filosofia de vida, quem consegue viver isso é afortunado. Pois não é simples assim.

Angústias pelo ontem e ansiedades pelo amanhã rondam nossas vidas o tempo todo. Dizer que é errado viver assim, não basta, e, decidir mudar, não significa conseguir. Tudo que fazemos é por algum motivo. E entender que motivo é este, é que pode realmente nos liberar para um novo comportamento.

Nosso funcionamento mental é resultado de nossa história de vida. Ou seja, das vivências, contextos e conceitos com os quais crescemos e estamos inseridos atualmente. Contudo, algumas questões foram por vezes tão intensas, que mesmo sendo um outro momento não confiamos, não relaxamos e podemos até, sem perceber, nos sabotar.

É o entendimento do por que disto, do que estamos buscando ou tentando evitar com tais pensamentos e comportamentos,  de que função tais idéias tem dentro de nos, que pode trazer mudanças. Quando nos entendemos podemos nos acalmar, acolher e não atuar. Somente assim conseguimos deixar o que ficou para traz e viver a bênção do hoje. Enquanto estamos ansiosos ou tristes a mente não relaxa e sem relaxamento não há proveito.

  • por: Fernanda Rossi
  • Postado em: 23 de maio de 2012 às 11:55
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Trabalho ou inspiração?

Quando eu achar algo que gosto, daí sim vou me dedicar.

Isso não é trabalho, é diversão!

Se meu trabalho fosse assim, acordaria sorrindo.

Colocações como essas são ditas aos montes. Muitas pessoas acreditam piamente nisso, que o trabalho bem feito é fruto de uma inspiração ou grande prazer. Mas será que é assim?

Descobrir qual seu dom, suas habilidades, o que combina ou não com seu jeito de ser, pode ser um grande diferencial na hora da escolha de um trabalho. Quem tem a chance de poder fazer tal escolha, quem tem tal oportunidade, não deve perde-la. Algumas pessoas não tem essa chance, precisam trabalhar e ponto. Seja no que for ou onde for. Mesmo assim, podem analisar se aquilo precisará ou não continuar em sua vida a longo prazo. Essa ponderação todos temos a oportunidade de fazer. Independente da condição financeira. Pois, não poder mudar de emprego agora é diferente de não poder mudar nunca.

Mas mesmo num emprego que se gosta, que se tem prazer, há os percalços. Tudo não irá agradar, em emprego algum. Poderá ser o chefe, a equipe de trabalho ou um colega, o local, o horário, algumas das obrigações, o salário, enfim, pedras no sapato farão parte, afinal, esta é a vida real.

O que não significa desprazer. Aprender a tolerar o ruim em nome do que é bom, pode ser de grande ajuda. E é assim no trabalho, nos relacionamentos e em tudo que temos. A busca pela perfeição nos sufoca, nos faz focar somente nos defeitos, os quais quanto mais são olhados mais nos inflam. Um exemplo: pense em algo que não gosta e alimente este pensamento por uma hora, lembre-se de tudo aquilo que esta situação lhe traz de ruim, as consequências e irritações que provém dela. No final desta hora você se sentirá mais irritado e cansado do que qualquer outra coisa. O mesmo exercício pode ser feito só que ao contrário. Não é negar as coisas ruins, e sim valorizar as boas.

Colocar numa balança imaginária o bom e o ruim é necessário. Principalmente quando há uma angústia que não entendemos de onde vem. Pode ser que realmente o trabalho (ou outra coisa) o esteja fazendo infeliz. E aí caberá um planejamento para mudar.

Entretanto, dificuldades haverão de qualquer forma. Dias de cansaço, irritabilidade e até vontade de desistir são emoções naturais à qualquer circunstância. Mas que irá passar. Entender que tal situação é momentânea, e que se continuarmos na jornada coisas boas virão.

Pablo Neruda disse certa vez que a inspiração não depende dele querer ou não, contudo o que ele poderá garantir é que quando ela vier o encontrará trabalhando.

Talvez essa seja a fórmula: enquanto nos dedicamos, batalhamos e não desistimos, a mente fica ativa e disposta a enxergar além.

  • por: Fernanda Rossi
  • Postado em: 22 de maio de 2012 às 13:09
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O poder da ação

Agir pode ser um grande perigo. Quando agimos ficamos expostos a consequências, a arrependimentos, a críticas e julgamentos. Porém no não agir não ficamos de nenhuma forma imunes a estas mesmas situações. Ir ou não, fazer ou não, falar ou calar, enfim, independente do que fizermos estaremos expostos aos olhares dos outros e aos nossos. Algumas pessoas temem tanto uma mudança que permanecem num mesmo estado, mesmo que de infelicidade, por medo de enfrentar o que virá. Entretanto, se esquecem de que ficando na mesma as consequências também virão. Afinal tristeza, desmotivação e desprazeres não são ruins?Â
Talvez valha pensar que: A ação pode nem sempre trazer felicidade; mas não existe felicidade sem  ação. (Benjamin Disraeli)

  • por: Fernanda Rossi
  • Postado em: 21 de maio de 2012 às 13:20
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Os contos de cada um

Atendo pessoas de tão diferentes tipos, com histórias e vivências tão diversas e fico encantada com o desejo de vida que há em todos eles. Uma das coisas que mais me encanta no meu trabalho é conhecer cada um, suas razões, compreensões, pontos de vista, angustias, medos e desejos. Poder viver junto os momentos de sofrimento e compartilhar com eles suas vitórias. Há dias que são mais duros, casos em que o sofrimento esta mais intenso, épocas em que tudo parece perdido. Mas independente do dia, situação e  paciente, é delicioso acompanhar cada desenrolar de histórias. Perceber o quanto as pessoas podem nos e se surpreender, e o melhor, para o bem.

Bion, um grande psicanalista, dizia que é muito mais fácil não ir a terapia do que o contrário, pois ir é enfrentar nossos dilemas mais profundos, perceber onde erramos e no que somos responsáveis pelas situações que estão à nossa vida. Para mim, este é um trabalho que por vezes chega a ser doloroso. Mas que conforme se desenrola pode transformar tanto, tanto a nossa vida, que chega a ser incrível. E digo isso por experiência própria, afinal também faço análise…

Algumas pessoas me perguntam se não é cansativo ouvir tantos problemas. Não acho que seja, pois não encaro assim. Entendo que é como ler um conto ou um livro. A cada sessão é uma parte ou um capítulo novo, com um pouco mais de razões, de motivos, de sentimentos que vem à tona. Claro, que há sessões em que a dor está maior, mas sofremos juntos. Assim, é doloroso, não cansativo. Mas é muito bacana ver como as coisas se desenrolam, que quando o paciente não desiste dele mesmo, quando ele faz uma aliança com a vida, com as coisas boas que existem, ele mesmo se surpreende com conquistas grandiosas. Por isso comparo a leitura de um conto, por tempos o drama esta em ação, mas conforme se desenrola as coisas mudam e tomam outro rumo. Nem sempre tudo acaba bem, contudo, pode sim ficar melhor. Talvez não exatamente como gostaríamos, mas ainda assim bem.

  • por: Fernanda Rossi
  • Postado em: 18 de maio de 2012 às 17:32
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O que tem dentro?

 

Qualquer mãe ficaria enlouquecida diante desta farra, e não, não seria de orgulho, mas ódio mesmo! Brincadeiras a parte, vamos pensar no que tem dentro de nós? No quanto não estimulamos nossa criatividade, nossa capacidade de sonhar, de ir alem, de fazer diferente. E por que agimos assim? Talvez pelas restrições que tem no mundo ou que nós mesmos nos damos.

Claro que há regras, elas são necessárias. Mas o limiar entre regras para viver bem e para nos prender é muito estreito. Entre o não poder fazer daquele jeito e ter o jeito certo de fazer. Não podemos desenhar na parede, mas somos estimulados a desenhar onde, quando, como, com que olhares e disposição?

A vida pode ser como uma parede:

Alguns a enxergam como obstáculo, proibições. Então não fazem nada, não deixam marcas na vida pelo receio da reprovação (que provavelmente recebeu muito no passado). Ficam, assim, impedidos de ousar. Caminham conforme as regras impostas, não há nada além. Ousam pouco ou nada.

Outros a veem como algo que precisa ser destruída e, por isso, a estraga, detona. Vive a vida de forma a machucar a si e quem esta em volta. Há tanta dor dentro destes indivíduos ou tanta falta de limite, que não sabem como se portar, o que podem ou não fazer. Sempre agem e sempre se arrependem. Constroem pouco e destroem muito.

E há os que enxergam a parede como algo a ser inovado e nela fazem pinturas, grafites, coisas lindas e criativas. Enxergam o certo, veem os limites, mas sabem ousar, ir alem. Fazem da restrição um bem, de um limão uma limonada. Não aceitam a coisa como esta, creem que podem mais, mas sem machucar ninguém. Não permitem que as leis impeçam seu criar, buscam outro jeito, outra oportunidade, não desistem. Muda o jeito, a possibilidade, mas não a criação, a capacidade.

O que diferencia um do outro é o que tem dentro de nós. Na charge acima a criança faz uma bela colocação para a mãe: é incrível o que pode ter dentro um lápis.

O lápis é nossa mente e o que há dentro dela é que determinará o que faremos com a vida.

  • por: Fernanda Rossi
  • Postado em: 17 de maio de 2012 às 8:30
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Força interior

Elba Ramalho fez uma linda música que é um tributo, em minha opinião, a nossa força interior. Capacidade, esta, que precisamos estimular, lutar por ela, pois há dias em que a fraqueza parece muito maior. Mas não é!

Por um momento eu me perdi e não me encontrava

já quando a dor não mais cabia em minha alma

Sem rancor nem ódio

Foi com amor próprio

Que eu ganhei impulso

Vem do mais profundo

Essa é a Força interior

Que me curou quando ferida

Que me empurra pra cima da vida

Força interior

(Que) em mim se espalha como fogo

(Que) se caio já se le – van – tou

Hoje renasço como um dia novo

Ouvindo a minha voz

Acima de tudo e de todos

Viver é uma questão de direito

Acordo de manhã e sinto a vida no peito

Trago uma mistura

De alegrias e tristezas

E essa é a força que me corre pelas veias

  • por: Fernanda Rossi
  • Postado em: 16 de maio de 2012 às 13:53
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Dia de nervos a flor da pele

Tem dia que parece que acordamos com o pé esquerdo. Sonho ruim? Noite mal dormida? Hormônios em ebulição? Preocupações? Angustia sem explicação? Medo de algo? Ansiedade por uma resposta? Irritação com alguém específico? Enfim, para cada pessoa pode ser um motivo diferente. Só que independente da razão, conter essa ira, não estourar com quem não tem nada haver com aquilo, sorrir e permanecer no trabalho parecem tarefas simplesmente impossíveis.

Suportar uma emoção desconfortável é muito difícil. Ainda mais quando este sentimento não tem uma razão clara, ou seja, entendemos o que nos tirou do sério, mas não o por que de ter sido naquela intensidade. A situação passa, as vezes até se resolve, mas a raiva, a angustia não.  E diante disso a chance de fazermos besteira fica IMENSA! Comer demais, gastar além, comprar o que não precisa, dirigir de modo maluco, gritar com todo mundo…. E depois? Arrependimento!

Como não deixar a coisa chegar a isto? Olha, não creio em fórmula mágica e nem que existe uma única saída. Talvez para cada um haja um escape diferente. O que ajuda é se conhecer o suficiente para saber o que te alivia de verdade. Ouvir música, conversar com alguém que lhe é especial, ler algo que gosta, ficar quieto uns minutos, orar, escrever, caminhar, correr, enfim, o que te ajuda a se acalmar? O que te alivia?  Encontre isto e faça. Se não dá pra fazer na hora se organize para tal, mas não deixe de fazer. Minha mãe conta que uma vez na adolescência uma vizinha dela estava tão nervosa que saiu de casa, foi num tereno baldio e gritou, gritou, gritou muito, se recompôs e voltou pra casa. Bem, foi a saída que ela achou e cá entre nós é melhor gritar pro nada do que alguém, não é mesmo?

  • por: Fernanda Rossi
  • Postado em: 10 de maio de 2012 às 12:23
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Saber será que basta?

Num mundo onde as informações são alcançadas rápidas e facilmente o saber intelectual parece cada vez maior e mais ascessível. Só não aprende quem não quer, afinal google, wikipedia e informações jornalísticas estão disponíveis a custo relativamente baixo. No Brasil já quase não há analfabetos e dificil alguem que não tenha acesso a internet. Programas de TV e rádio disseminam as informações e possibilitam maior conhecimento. Mesmo que conhecimentos superficiais, mas um pouco de tudo todos parecem saber.

Contudo, na contramão deste saber, nunca antes na história deste pais (como dizia nosso antigo presidente) vimos tantas atrocidades. Alias, não apensa no Brasil, mas no mundo. Violências, bárbaries, assassinatos em série, homofobia, e outros absurdos. Parece uma contradição. Nos perguntamos como isto pode acontecer em pleno século XXI?

Saber as coisas, ter um intelecto avançado pode ser comparado ao dinheiro, tê-lo não basta! É bacana, possibilita resultados interessantes, conquistas e oportunidades mas não necessariamente traz habilidades emocionais.

O preocupante é que tem se investido muito nas crianças e adolescentes atuais neste saber. Excelentes colégios, milhões de curso desde pequenos, estudar, saber, conhecer, parece uma das maiores preocupações dos pais, visando um bom futuro profissional dos filhos. Algo cada vez mais difícil de alcançar.

A ideia é boa. Mas, será suficiente?

Habilidades emocionais não se aprende em livros, nem em cursos, nem com professores. Se aprende no compartilhar de afetos, em amar e ser amado, priorizado, cuidado, exigido e valorizado. No acolhimento das dores, bravezas e ódios. E para tanto é necessário presença, disposição, paciência, tolerância e envolvimento. Difícil? Sim, muito!

Entretanto, algo interessante neste sentido é que com boas habilidados emocionais o aprendizado intelectual tende a acontecer com muito mais facilidade. Já o contrário nem sempre é real.

  • por: Fernanda Rossi
  • Postado em: 9 de maio de 2012 às 13:24
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Palavras ou exemplos?

Nos dias atuais os pais se sentem perdidos em como educar os filhos, em como formar neles um bom caráter, um bom sentido de moral. Carlos Bernardo Gonzáles Pecotche, fundador da Logosofia, disse certa vez que “a moral se edifica com o bom exemplo, não com as palavras”. O vídeo abaixo é uma reflexão sobre isto. Dar exemplo é muito mais dificil, mas talvez seja o único caminho para deixar uma marca nos filhos.

Imagem de Amostra do You Tube

  • por: Fernanda Rossi
  • Postado em: 8 de maio de 2012 às 13:49
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Amar ou depender?

Há pessoas que tem medo de amar, que entendem o amor como um sentimento que traz sofrimento e que pode ser até perigoso. Tal ideia pode ser resultado de experiências negativas, nas quais predominaram a dor. Tais pessoas sonham com o amor, mas não abaixam a guarda frente a ninguém. Contudo, este comportamento gera tanto ou mais sofrimento.
Amar pode ser depender ou se afeiçoar.
Há os que amam de maneira tão intensa, que se entregam tanto a ponto de se perderem no outro. Não conseguem se diferenciar, perceber o que é seu e o que é do outro. Que quando se envolvem, se não esta junto, não esta bem. Este tipo de amor é o da dependência. Não faz bem, não é saudável. Demonstra uma fragilidade emocional, precisam do outro para definir a si mesmo, como se não pudesse estar bem estando consigo mesmo. Relações assim, em geral, são sofridas para os dois lados. No filme Noiva em fuga, Julia Roberts protagoniza este tipo de amor, uma mulher que a cada nova relação amorosa ficava tão absorta do outro que esquecia até mesmo do que ela gostava.
Se afeiçoar é diferente. É amar, querer estar junto, apreciar tal companhia, é estar envolvido a ponto de sentir emoções juntos, de compartilhar sonhos, necessidades, medos. Mas sem deixar de ser você mesmo. Este tipo de amor é saudável, também é intenso e profundo, mas é realista. Só que para isto é necessário “conhecer a própria unidade, o valor de ser único, criação que não tem igual, a solidão intrínseca do ser, para que possa apreciar uma relação. E aqui o casamento (ou namoro) haverá de engranceder as partes, ao invés de sufocá-las. Torna-se um casamento (namoro) de individualização e valorização das identidades, e não uma tábua de salvação.” (Fraiman, 1998).

  • por: Fernanda Rossi
  • Postado em: 7 de maio de 2012 às 10:36
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Sempre mais…

Nunca foi fã de rock ou pop rock. Gosto mesmo é de Bossa Nova, MPB, jazz, instrumental e, pra dançar, um sertanejo universitário ou eletrônica. Mas outro dia pensei que está na hora de mudar os meus conceitos, rsss. Fui na inauguração da Kalahary de Londrina e o Nasi, antigo integrante do Ira, fez um show. E que show!!!! As músicas não eram novas, muitas eu já tinha escutado, mas nunca prestei atenção. Naquela noite sim, e fiquei encantada com  a letra da música Eu quero sempre mais. Uma música que fala de mudanças, de como mudar é necessário, de como caimos com facilidade na rotina tornando os desejos do outro, do mundo os nossos desejos. Como facilmente nos perdemos de nós mesmos.

Isso é tão comum, não é?!

Romper com alguns conceitos, com antigos paradigmas, mudar o caminho ou retomar ao que é preciso. É uma busca que devemos ter diariamente. Mas que pode ser tão bom!

Só que aqui vem uma ressalva, nem todos os sonhos se realizarão, nem todas as necessidades serão alcançadas. E isto irá nos entristecer, as vezes muito. Contudo, que possamos não desistir e querer sempre mais, não do outro, mas de si mesmo. Sempre mais.

Bom fim de semana….

Imagem de Amostra do You Tube

 

  • por: Fernanda Rossi
  • Postado em: 4 de maio de 2012 às 12:53
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Como te veem ou como você se vê?!

 

No antigo seriado Friends, ótimo por sinal, houve um episódio em que o personagem Ross (inseguro e com uma auto-estima baixíssima) decide fazer seu próprio velório só para descobrir quantas pessoas iriam sofrer por sua morte. Para tanto ele se esconde e os amigos com os quais mais convive recebem tais pessoas. E tal é sua decepção quando aqueles que esperava não aparecem, e o mais engraçado é a sua surpresa quando surge alguém inesperado. O episódio, assim como a série toda, é cômica e muito divertida.

Esse humor mórbido me levou a pensar no que estamos dispostos a fazer para sermos queridos, aceitos, amados. O quanto nos preocupamos tanto ou mais com os outros do que conosco mesmo. Dizem que com a idade esta necessidade diminui, os idosos não se preocupam com isto. Bem, pode até ser, mas creio que até lá é um sofrimento e tanto não é mesmo?! Será que não tem outro jeito?

Buscar aprovação é uma necessidade humana, tanto que um bebê busca chamar atenção para os seus atos, crianças pequenas não suportam não ser o centro da atenção. Conforme crescemos passamos a entender o que é necessário para receber um olhar aprovativo. Beleza, inteligência, simpatia, são algumas das características mais almejadas por todos nós. Na adolescência isto encontra seu ápice, não ser aceito por um grupo é sinal de grande e intenso sofrimento, pode ter repercussões por toda a vida. E num mundo voltado para o resultado, onde o ter é mais importante do que o ser, a sensação de que somente se destacando é se que alcança amor, fica fortalecida.

Contudo, nesta busca de agradar aos outros esquecemos de alcançar o que nos agrada e até mesmo quem amamos. Quero/ preciso mesmo agradar X pessoa? É comum, quando se para e pensa, perceber que nem se gosta de tal pessoa, que aquilo é uma ilusão.

Da mesma forma, descobrir seus gostos e desgostos, prazeres e desprazeres, o que é seu desejo e o que é desejo do outro, o que combina com seu jeito, com seu corpo, com seus princípios enfim, com quem você é. São tais percepções que possibilitam, em primeiro lugar, se gostar e depois, até mesmo os envolvimentos mudam, deixando de buscar aqueles que nunca vão te amar – não porque você é imerecedor – e sim, por aquela pessoa não tem nada haver com você.

Ross, no episódio em questão, deixou de olhar para os amigos que tinha para ser amado por aqueles que nem conhecia. Parece uma busca insana, mas que todos cometemos em algum momento na vida….

(não encontrei o episódio em português… mas deixo mesmo assim, o que achei…).

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  • por: Fernanda Rossi
  • Postado em: 3 de maio de 2012 às 12:13
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Banco X Praia

O que é bom merece ser compartilhado, o Pr Marcelo Gomes escreveu um otimo artigo sobre Bancos e Praias. Qual somos? Deixo abaixo para sua apreciação….

Ontem fui ao Banco. Fiz um depósito, paguei algumas contas, conversei com o gerente. Não sou dos grandes correntistas da minha agência, é claro, mas sempre me impressiono com o modo como sou atendido. Os gestos e a linguagem, ao que parece, são cuidadosamente escolhidos para me fazerem sentir importante e, acima de tudo, seguro com a instituição que escolhi para guardar meus valores. O que seria de minha vida financeira sem a ajuda do meu Banco. Veja bem: meu Banco!

Bancos são castelos de segurança, caixas-fortes, fechados e pretensamente intransponíveis, destinados à proteção de nossas riquezas. Foram construídos para guardar, ocultar. Escondem segredos, documentos sigilosos e intimidades materiais. Mas também cobram nossas dívidas, protestam nossas pendências e lucram com nossas economias, mesmo as mais modestas. Isso quando não lucram com nossos deslizes, descontroles e imprevistos. É quando descubro que não é, de fato, meu.

Algumas pessoas são como Bancos: sempre fechadas, cheias de segredos; protegidas contra tudo e todos. Seus gestos e linguagem são amenos, simpáticos e convidativos, mas seus corações permanecem fora da vista e inacessíveis. Temem que a intimidade traga-lhes prejuízo emocional, feridas, frustrações e decepções. Mantêm longe mesmo os mais chegados, a uma distância segura. Bancos fazem todos passar por seus detectores de metais. Ladrões em potencial. E ai de quem sai da linha, fraqueja ou fracassa: terá nome sujo e crédito negado. Pessoas-Banco não sabem o que é perdão.

Diferente do Banco é a Praia. Espaço público. Domínio público. Não tem paredes ou portas. Desconhece grades, cofres ou segredos. Recebe a todos com boas-vindas quando reserva tempo bom e de ninguém esconde suas nuvens escuras quando fecha o tempo. Não foi feita para a segurança, mas para a liberdade. Não foi feita para guardar nossas riquezas, mas para afagar pés-descalços. Nada lhe acrescentamos ou tiramos; existe para a relação e na relação se deixa possuir: minha praia, minha areia, meu sol, meu mar. Estarão sempre ali, basta chegar.

Pessoas-Praia são espaços abertos. Não temem as outras pessoas, pois nada podem lhes tirar. Se feridas, recompõem-se na força que vem de Deus; Ele é o criador e o mantenedor das Praias (o que, tudo indica, não pode ser dito sobre os Bancos). Elas não escondem segredos sobre sua identidade: falam sobre si mesmas na transparência de suas águas limpas e impactam-nos profundamente pelo fragor de suas ondas exuberantes. Nossos pés pisam a areia de suas experiências infinitas e ainda podemos mergulhar em suas verdades. Contudo, permanecem mistério e encantamento que jamais se esgotam. E mesmo que encontremos alguma sujeira, não se envergonham: sabem ser este o preço da disposição para a chegada do outro; e que todo lixo pode ser removido.

Como eu disse, ontem fui ao Banco, mas queria mesmo estar na Praia. Banco é necessidade; Praia, saudade. Deixe-me poupar algum dinheiro…

  • por: Fernanda Rossi
  • Postado em: 2 de maio de 2012 às 12:47
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O que esta acima?

Como é bom conhecer pessoas que colocam a ética e o profissionalismo acima dos interesses financeiros. Que antes de pensar em quanto ou no que ira ganhar, enxerga que a sua frente há uma pessoa com necessidades, dificuldades e sentimentos.
Pessoas assim presam pela verdade, e em nome disto abrem mão de interesses pessoais. Em minha opinião este é um ato inspirador e fidelizador. Pois estas pessoas me inspiram confiança e fé de que este é o melhor caminho. Além do que, me leva a indicar seu nome e elogiar seu trabalho. O interessante é que assim sua clientela cresce. Tem caminho melhor?
Parabéns aos que agem assim!

  • por: Fernanda Rossi
  • Postado em: 27 de abril de 2012 às 15:48
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Quem deve mudar?

 

 

Quantas vezes agimos assim não é mesmo?

O chefe, o namorado, os amigos, o mundo é que não é bom, não me entende, não me aceita. Eles é que são incompreensíveis, exigentes demais, maldosos demais. Eu? eu não tive culpa!

Assumir o erro, perceber nossa parcela de contribuição para tal circunstância é muito duro. É entrar em contato com partes da mente que tanto negamos: que falhamos, que aqueles defeitos que tanto atribuímos a outros também existem em nós. Tal percepção incomoda. Entretanto, somente ao olhar para isto, ao parar de focar no outro e enxergar a si mesmo é que a vida pode tomar um outro rumo. Por outro lado isto pode ser reconfortante, afinal se o erro esta em mim e eu mudar quem mais se beneficiará será eu mesma. Enquanto se esperar isto do outro pode nunca acontecer, ai sim a vida continuará na mesma.

  • por: Fernanda Rossi
  • Postado em: 26 de abril de 2012 às 11:27
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    fernandarossi Num mundo onde a ação é a palavra de ordem. Parece faltar tempo para pensar. Contudo, somente com esta capacidade estabelecida é que se torna possível melhores escolhas e novas percepções da vida. Este blog se constrói a partir desta ideia, com artigos de diferentes temas, mas todos com o propósito de estimular um novo olhar. Afinal, essa é a busca da psicanálise. Me ajude nesta construção, deixe sua sugestão, comentário, um tema para que eu descreva. Sou psicóloga clínica de orientação Psicanalítica. Mestre em Psicologia da Saúde pela UMESP e apaixonada por leituras e conversas." Acesse meu Currículo

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