Lanço hoje, na Biblioteca Municipal de Londrina, o livro “O poeta da rebeldia”, inspirado na vida e obra de Mário José Romagnolli.
O lançamento, a partir das 20 horas,será acompanhado da abertura de uma exposição de poesias, fotos e documentos de Romagnolli e faz parte das comemorações dos 60 anos da biblioteca.
Romagnolli esperou quatro décadas para produzir a primeira poesia, surgida durante um sonho precedido de uma tragédia. Somente parou de compor quatro décadas depois, para morrer.
A missão do poeta, dizia, é embelezar o mundo, e por isso ele deve ser comparado à estrela cadente, que tem duração efêmera, mas quem a vê fica impregnado de sua beleza.
As árvores, as flores, os rios, as montanhas, as crianças e os velhos, os animais, a política, a religião, o cotidiano mais prosaico; tudo o motivava a criar poemas melódicos, comoventes, críticos ou irônicos.
A rebeldia pautou sua vida desde a infância, em Minas Gerais. Quando, na velhice, recolheu-se a uma ermida em Londrina, onde passou a maior parte de sua vida, fez da poesia uma poderosa tribuna.
Para o escritor Domingos Pellegrini, que prefacia o livro, “sempre haverá esperança e haverá caminhos, porque existiram homens como Mário a nos oferecer luz”.
Mario Romagnolli nasceu em Boa Esperança em 18 de outubro de 1906, estabeleceu-se em Londrina em 1938 e faleceu em 1991.
Deixou mais de 5 mil poemas, foi vereador em duas legislaturas (1947-51 e 1951-55), disputou a Prefeitura em 1955, abriu a primeira marmoraria local e construiu casas e prédios, entre eles o edifício pioneiro da Associação Comercial. Foi casado com Iolanda Maiomone Romagnolli. O casal teve 18 filhos.
(Na foto, Romagnolli, à direita, recepciona Getúlio Vargas em Londrina, em 1952.)
Este cidadão sim foi um vereador de respeito, travando embates verbais na tribuna em defesa de ideais honestos.
Parabenizo-o pelo Lançamento do Livro O Poeta da Rebeldia, de Mário Romagnolli, pessoa de grande importância na vida como poeta e político também. Parabéns Sr. Pedriali!