
Não pude deixar de reparar no anúncio em pop-up ao acessar o globo.com agora pela manhã. Reparei um pouco mais, vi que toda a parte superior do portal, a mais visada para notÃcias, estava estampando as inúmeras tragédias que estão ocorrendo no mundo desde a madrugada envolvendo terremotos e tsunamis em vários locais do planeta com incontáveis alertas e provavelmente um grande número de pessoas mortas.
A questão que levanto não é essa. Não sou jornalista, mas sou publicitário. Colocar um anúncio, banner, ou seja lá o que for em meio a tanta notÃcia negativa claramente cria um paralelo de assimilação de conteúdo. Ainda mais quando o slogan do principal anúncio é TIM: VOCÊ SEM FRONTEIRAS. Talvez as pessoas nem percebam, mas subliminarmente à essa coesão, há essa junção entre a marca e os acontecimentos. De uma maneira simples, é a mesma coisa que anunciar passagens aéreas durante uma guerra. Esse tipo de cuidado ainda é pouco percebido e tomado pelas marcas, mas por mim não passou não. Pra quem tem a percepção um pouco mais analÃtica e leva em conta a semiótica dá pra perceber e relacionar muita coisa. Dá uma olhada.
Pode até ser percepção demais por minha parte, mas eu em hipótese alguma aceitaria ter meu anúncio veiculado em meio a tantas tragédias assim. Não só por motivos comerciais, mas por respeito. Lembro-me como hoje daquele vôo da TAM que acabou colidindo logo após pousar no minúsculo aeroporto de congonhas. A imagem da fuzilagem com a logomarca da TAM ardendo em chamas e as notÃcias de que haviam centenas de mortos, renderam praticamente uma troca gradativa da logomarca da empresa. Por um tempo assimilou-se muito o nome da marca TAM, a acidente e fogo.

Não que este seja o mesmo caso, mas acredito que ajude a ilustrar meu ponto de vista com relação a anúncios em determinadas ocasiões. É preciso preservar a imagem da marca e principalmente respeitar as pessoas.
OBS: Concordo e sei que há um plano de mÃdia estipulado para tal data e que tais fatos não podem ser previstos. Mas é justamente esse o ponto da minha indagação. Se fosse em um jornal tradicional, de papel, as modificações seriam impossÃveis. Como se trata da internet qualquer tipo de modificação é possÃvel. O anunciante deveria ter o direito resguardado de poder retirar seu anúncio em casos como esses. Não se pode ficar no “achismo” de que a imagem da empresa não será assimilada com as notÃcias, isso sim é algo para se pensar nos padrões atuais de mÃdia que temos.
Mas e você leitor? O que pensa sobre isso? Acha que tenho razão? Discorda? Deixe SEU ponto de vista, vamos debater esse assunto bastante interessante.
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Um cara interessado em saber, não importa a forma ou o sentido. Criativo, antenado, apaixonado.
Felipe Agnello já escreveu: 808 artigos.









































