Dica do leitor: Everton Vieira de Melo.

Recentemente Paris Hilton foi a escolhida para ser a garota propaganda da nova campanha publicitária da cerveja Devassa, do Grupo Schincariol. Com o slogan “Bem Loura. Bem Devassa”, o comercial começou a ser veiculado em fevereiro e mostrava a socialite em uma performance sensual com a latinha da bebida nas mãos.
Após inúmeras ações, entre elas da Secretaria Especial de PolÃticas para as Mulheres, o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) decidiu retirar o video publicitário do ar. De acordo com a entidade, a campanha era “discriminatória e sexista”, colocando a mulher em posição de objeto sexual.
Paris Hilton esteve no Brasil durante o carnaval para divulgar a bebida. O comercial já supera os 400 mil acessos no YouTube, mas por enquanto a Schincariol estuda sua defesa no caso. Em setembro de 2009 a sinceridade da vovó moderna chocou os mais conservadores e o comercial da Havaianas foi vetado pelo Conar.

Estrelado por Cauã Reymond, o vÃdeo trazia o namorado de Grazi Massafera como alvo de uma jovem e sua avó, que incitava a menina a apenas fazer sexo com o rapaz. As gravações foram feitas no dia 20 de agosto de 2009, no Restaurante Dui, nos Jardins, em São Paulo.
Na mesma época, o comercial protagonizado por Pamela Anderson também foi banido.

A campanha publicitária da ONG PETA mostrava a atriz em trajes mÃnimos, como uma controladora de raio-X, que despia os passageiros que usavam roupas feitas com pele de animal. O comercial seria exibido nos aeroportos de Nova York, mas foi considerado muito erótico e inapropriado para crianças.
A veiculação do comercial de Eva Mendes nua e se acariciando em lençóis foi outro que não agradou o público.
Criado em 2008, o vÃdeo foi criado pela grife Calvin Klein para divulgar sua nova fragrância, o Secret Obsession, mas foi proibido antes mesmo da sua estréia nos Estados Unidos e Europa.
A C&A também precisou retirar do ar seus comerciais publicitários em 2008.
Em campanha feita para o dia dos namorados, a loja de departamento criou três vÃdeos incentivando o consumidor a abandonar o “papai e mamãe” e ousar nas relações.
“Urano na casa de Virgem vibrando vai trazer um Dia dos Namorados bem ‘papai-mamãe’. Agora, se ao invés de espalhar velas pela casa, usar uma lingerie bem sexy, não vai ter ‘papai-mamãe’ não. Safadinha”, dizia Daniela Sarahyba, garota propaganda da marca.

Os comercias foram todos bem feitos, sem dúvida. Gente bonita, falas sensuais que mechem com nosso instinto consumidor e produtos que podemos considerar, de qualidade. Mas a consequência que estes comercias podem gerar, são imensas, principalmente as crianças que são impactadas por estas mensagens e os próprios adultos identificando as marcas como objetos eróticos ou produtores de sonhos. O conar é o orgão que regulamenta toda estas regras, para que não saia de controle. Imaginou o que poderiam fazer com um comercial de verduras ou iogurte sem que ouvessem regras para produzi-los?
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