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 Como a impressão 3D pode mudar o mercado 

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25.1.2012 - 13:52

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Ontem o Pirate Bay, famoso site de compartilhamento de arquivos, anunciou uma nova categoria de downloads; os objetos físicos, ou “Physibles”. Esses arquivos permitem que qualquer objeto que seja moldado em 3D possa ser impresso. É claro, a tecnologia de impressão em 3D ainda está dando seus primeiros passos. Uma peça de xadrez, por exemplo, leva 25 minutos para ser literalmente impressa. Fazendo uma analogia, é mais ou menos como as primeiras impressoras que foram vendidas: custo alto e baixo rendimento (poucas páginas por minuto). No entanto, hoje felizmente essa é uma área que está bastante avançada.

Segundo os próprios fundadores do Pirate Bay, essa tecnologia pode, no futuro, permitir que os usuários criem qualquer objeto, podendo por exemplo, repor peças de carros, ou até mesmo num futuro próximo, imprimir sua própria vestimenta, seu tênis, etc. Com essa nova logística, não será mais necessário enviar grandes carregamentos de produtos ao redor do mundo e estes produtos não quebrarão no caminho. Poderemos inclusive, imprimir comida.

Imprimir alimentos, alias, foi a ideia de um brasileiro. O designer Marcelo Coelho e o israelense Amit Zoran, criaram o projeto Cornucopia, que consiste e uma impressora 3D de comida, um braço robótico e um mixer. A impressora 3D é chamada Digital Fabricator e utiliza cápsulas cheias de ingredientes para montar a refeição. O usuário escolhe por meio de uma touchscreen o alimento desejado e a Digital Fabricator começa a puxar os ingredientes das cápsulas e moldar o alimento; a modelagem é precisa e a máquina regula temperatura e umidade do alimento, além de ficar conectada à internet.

O braço robótico é chamado de Robotic Chef. Sua tecnologia permite o corte preciso de alimentos com laser, a injeção de temperos com seringas e o cozimento do prato na placa; como se fosse uma chapa. O mixer, chamado Virtuoso Mixer, possui três anéis giratórios repletos de ingredientes e controle de temperatura por termoeletricidade; que pode ser uma alternativa ao se preparar, por exemplo, uma sobremesa. Apesar das opções, ainda não é certeza o tipo de comida que cada equipamento do projeto Cornucopia pode fazer. A Digital Fabricator encontra-se em processo de obtenção de patente, então alguns de seus segredos estão guardados pelos desenvolvedores. O brasileiro Marcelo Coelho atualmente vive em Cambridge, no estado de Massachussetts (EUA), e no momento atende ao programa de PhD pelo Media Lab do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT, na sigla em inglês), onde fez o seu mestrado.

No Brasil as impressoras 3D começaram a chegar no mercado brasileiro pela empresa Robotec, que lançou recentemente duas impressoas a “preços acessíveis”. Um dos modelos, o RapMan 3, custa R$5,7 mil e permite imprimir pequenas peças em 20 minutos. A máquina pesa cerca de 17Kg e precisa ser montada pelo cliente em casa. A segunda máquina é a “BFB – 3000”, que custa R$ 12,4 mil e pesa 37 kg. Nesse caso, a impressora já vem montada, por isso é mais cara. Ambas são fabricadas pela companhia inglesa Bits From Bytes (BFB).

Para você ver como a coisa toda funciona, dá uma olhada nos vídeos abaixo!

Confira!


“Physibles” são arquivos com informações de objetos que, ao usar uma impressora 3D, podem se tornar objetos reais.

Caso queira, você pode acessar o site da empresa aqui: bitsfrombytes.com

Felipe Agnello

Um cara interessado em saber, não importa a forma ou o sentido. Criativo, antenado, apaixonado.

Felipe Agnello já escreveu: 808 artigos.

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