Logomarca odiario.com

 Comunicação, Internet, #WikiLeaks e Censura! 

»

7.12.2010 - 10:00

Compartilhe:

Realidade

WikiLeaks

O negócio tá só começando em minha opinião. O que tá começando? Bem vamos pontuar algumas coisas aqui. Em 2007 surgia a organização e o site da WeakLeaks.org (hoje, fora do ar). O site trás a tona diversos documentos, vídeos e imagens que são considerados secretos por diversos governos. Por exemplo, o primeiro vídeo postado esse ano, titulado de Collateral Murder retrata o “acidente” ou a imprudência das tropas norte-americanas no Iraque ao assassinarem várias pessoas, incluindo dois repórteres da Reauters, com tiros de longa distância e grosso calibre à partir de helicópteros de ataque. Não preciso nem dizer a repercussão desse vídeo e nem o quanto secreto o mesmo era para o governo americano.

O fato é que a organização, segundo eles; “combinou tecnologias high-end de segurança com os princípios do jornalismo e ética”. Em outras palavras, o site aceita e protege as fontes de inúmeros conteúdos considerados secretos que são analisados e posteriormente publicados para conhecimento do público em geral. Chama-se isso de Liberdade de Expressão, principalmente para a imprensa.

Collateral Murder

Foram vários os documentos considerados secretos liberados pela organização desde 2007. Mas, o que tem chamado a atenção do público mundo afora, foram as últimas postagens de documentos diplomáticos secretos do governo norte-americano, que vêm provocando situações embaraçosas para a Casa Branca relatando as opiniões e constatações dos embaixadores americanos a respeito de diversos países e liderenças no mundo, incluíndo o Brasil. É o tipo de “inteligência governamental” que acabou caindo em “mãos erradas”. Os documentos revelam, por exemplo, como o governo dos EUA deu instruções a seus diplomatas para que atuassem como espiões e recolhessem informações sobre líderes políticos e nas Nações Unidas. Como sempre, as informações foram repassadas a cinco grandes jornais do mundo, dentre os quais,The New York Times, Le Monde e The Guardian.

Até ai, tudo parece aceitável. O problema é que esses documentos liberados na internet tem causado reações diversas e até então inesperadas para a maioria dos usuários que conhecem o poder da rede e principalmente a liberdade de conteúdo e expressão, tão presada na comunicação em geral. Na verdade situa-se praticamente como um direito humano. Depois que o WikiLeaks publicou os últimos documentos secretos, a CIA resolveu atacar blogues e sites que lutam contra a corrupção política e militar nos EUA.

Um dos primeiros a serem combatidos foi Alex Jones, um dos maiores lutadores nos EUA contra a NOM (Nova Ordem Mundial) e contra a corrupção da CIA. O YouTube bloqueou postagem (upload) dos seus vídeos e o Google deixou de apresentar os seus sites infowars.com e prisonplanet.com como os mais relevantes nas buscas relacionadas com os temas expostos nos seus sites. Em temas polêmicos os seus sites ficam sempre em primeiro lugar quer nos vídeos do Youtube ou no Google. No entanto, agora deixaram de aparecer ao se fazer buscas sobre tais temas. Ambos bloquearam e excluíram Alex Jones, provavelmente a pedido da CIA segundo alguns blogs.

Não bastasse, a censura agora parte do Twitter. Diversos pesquisadores e estudiosos da internet e de mídias sociais tem relatado tal censura. Apenas com uma pesquisa rápida, é fácil perceber que algo de errado está acontecendo. Apesar do grande volume de hashtags e discussões a respeito do WikiLeaks, um desses pesquisadores, Bob Murphy, descobriu que o tema não estava sendo incluso na lista de Trand Topics do Twitter que apresenta os assuntos mais comentados e relavantes regionalmente ou mundialmente. Vale aqui dizer que diversos outros temas que tiveram bem menos repercusão do que o WikiLeaks conseguiram “entrar” nos Trand Topics.

Na verdade, o termo #Wikileaks tem uma média três vezes maior de exposição de conteúdo do que os cinco principais termos atuais, e mesmo assim ainda não conseguiu entrar na lista de Trand Topics. Isso tem dado origem a acusações por vários pesquisadores, que o Twitter está ativamente censurando o WikiLeaks para impedir que o termo seja discutido e difundido.

No entanto, o Twitter nega tal alegação. Um funcionário da Mídia Social, Josh Elman, postou uma resposta para um dos pesquisadores, dizendo:

“O Twitter não modificou os Trand Topics de nenhuma forma, nem para ajudar ou impedir o Wikileaks. O termo #Cablegate (também ligado a WikiLeaks) entrou como um Trand Topic na semana passada e vários termos em torno deste tema têm entrando na lista dos trands em diferentes regiões ao longo da semana passada. O Trand Topics não é apenas sobre o volume de conteúdo, mas também a diversidade das pessoas e tweets sobre um termo e sua procura”.

Não é a primeira vez, no entanto, que o Twitter tem sido acusado de censura. Em maio, quando Israel atacou um navio que levava mantimentos para a faixa de gaza, um número de hashtags relativas ao incidente ficou offline. Na época, o pessoal do Twitter, assegurou que era apenas uma questão técnica. Mas vamos falar sério, agora com o caso da Wikileaks, vítima de um problema semelhante, tal posição é no mínimo questionável.

WikiLeaks.org

Cabe citar aqui, que no começo do mês, a Amazon.com deletou dos seus servidores os arquivos do WikiLeaks que até então era hospedado pela empresa. Nesse dia quando os servidores da Amazon pararam de responder aos pedidos de acesso, o WikiLeaks ficou indisponível durante várias horas. Nessa confusão toda, o senador americano Joe Lieberman informou que a decisão da Amazon atendia a pedidos de membros do Congresso americano. Junto a Amazon, o Paypal também cessou seus serviços para o site, impossibilitando que os internautas pudessem doar capital para ajudar na sustentação da causa.

Para não “morrer” na internet, o site está pedindo a ajuda de colaboradores para que criem Mirrors, uma espécie de cópia de todo o conteúdo em diversos outros servidores, o que torna quase impossível que tenha-se controle de censura em tão ampla escala. Com toda certeza, irão aparecer mais fatos no decorrer dos próximos dias. Em virtude da enorme quantia de documentos que requerem leitura, aos poucos, esses vão sendo liberados, inclusive com informações a respeito do Brasil.

O caso do WikiLeaks, serve-nos como um alerta de que a internet realmente possa começar a passar sobre o filtro da censura por parte dos governos, principalmente o norte-americano. Para nós, que somos comunicadores, jornalistas ou publicitários, ou até mesmo os internautas que gostam e criam o conteúdo que move a rede, esse fato só demonstra o quanto as coisas podem mudar, e isso, de alguma maneira, é preocupante. Será que vão tirar meu post do ar? Espero que não.

Para quem quiser saber um pouco mais sobre o WikiLeaks, aqui estão alguns links que recomendo e inclusive usei como fontes de informação.

- WikiLeaks.org (Mirror)
- techeye.net
- cherryouth.wordpress.com
- queverdadeeessa.com

Via@ | WikiLeaks.org

Siga o @Publistorm no Twitter!

Felipe Agnello

Um cara interessado em saber, não importa a forma ou o sentido. Criativo, antenado, apaixonado.

Felipe Agnello já escreveu: 808 artigos.

Comentários

3 Comentários

Deixe um Comentário

Note: XHTML is allowed. Your email address will never be published.

Subscribe to this comment feed via RSS

MAIS EM Marketing Digital (53 de 59 artigos)
Se liga!


Achei simplesmente fantástica essa "discussão" bem humorada que explica as reais ...

Publistorm.com | Odiario.com | 2012 | Todos os direitos reservados.