
Hoje em nossa coluna vamos falar sobre Diafragma, Obturador e Fotômetro. Espero conseguir mostrar o quão importante eles podem ser para a produção de vários efeitos na fotografia.
Afinal, qual a função desses mecanismos?
O diafragma funciona como uma íris. Seu mecanismo é formado por uma combinação de laminas metálicas dentro da lente, essa combinação de laminas influência em dois aspectos muito importantes ao fazer uma fotografia: a quantidade de luz que entra pela objetiva e a profundidade de campo.
Chamamos f o movimento de abertura do diafragma. Essa abertura pode variar: f/2, f/2.8, f/4, f/5.6, f/8, f/11, f/16, f/22 etc. Quanto menor o número f for maior será a abertura do diafragma, indicando que entrará uma grande quantidade de luz e sua profundidade de campo será pequena. Já, se o diafragma estiver regulado com um número f maior, terá pouca luz entrando pelo seu orifício, deixando assim, a imagem com maior profundidade de campo.
Aberturas do Diafragma
Exemplos: se o dia esta ensolarado pode-se utilizar a abertura do diafragma f/16, ou seja, aberturas que deixem entrar pouca luz, assim à imagem fotografada não correrá o risco de ficar muito clara. Mas, se o local a ser fotografado for de pouca iluminação, será necessário utilizar uma abertura maior do diafragma, como por exemplo, f/4 ou números menores. Assim, entrará uma quantidade maior de luz e a imagem ao ser revelada não ficará escura.
Se o diafragma controla a quantidade de luz, qual a função do obturador?
O obturador ajusta o tempo que essa quantidade de luz fica exposta no sensor ou no filme. Esse tempo é medido por frações de segundos.
Exemplos de algumas escalas presente nas câmeras: 15s, 8s, 4s, 2s, 1/1, 1/2, 1/4, 1/8, 1/15, 1/30, 1/60, 1/125, 1/250, 1/500, 1/1000, 1/2000, 1/4000, 1/8000.
Quanto menor a velocidade, maior é a quantidade de luz que entrará e quanto maior a velocidade menor a quantidade de luz que entrará.
Quando utilizada a velocidade do obturador lenta consegue-se mostrar alguns movimentos, porém, isso implicará na ocorrência de alguns borrões na imagem. É o que acontece na fotografia a seguir:
Emanuele Amaral (velocidade do obturador = lento)
Ao optamos por uma velocidade mais rápida a tendência será congelar a imagem, fazendo com que tudo o que estava em movimento fique paralisado. Com a velocidade do obturado rápida, não ocorrerão borrões, veja a imagem a seguir:
Vanessa Novello (velocidade do obturador = rápido)
Para obter bons resultados fotográficos, faz-se necessário, a combinação adequada desses dois mecanismos. Para facilitar a regulagem desses mecanismos, algumas câmeras possuem um medidor, o fotômetro. A câmera é capaz de ler a quantidade de luz que esta incidindo sobre o sensor ou filme e o fotômetro tem a função de mostrar se a exposição da luz esta correta ou se é clara ou escura de mais.
O ideal do fotômetro é sempre sua indicação estar no meio, assim, a luminosidade que incidirá no sensor ou no filme estará adequada.
Fotômetro
A junção desses três mecanismos faz com que tenhamos imagens adequadas para cada tipo de iluminação (artificial, dias ensolarado, dias nublado etc.) e também para cada estilo de fotografia (publicitária, jornalística ou de moda).
“A fotografia, antes de tudo é um testemunho. Quando se aponta a câmara para algum objeto ou sujeito, constrói-se um significado, faz-se uma escolha, seleciona-se um tema e conta-se uma história cabe a nós, espectadores, o imenso desafio de lê-las.” (Ivan Lima)
Pesquisa:
www.olhar.com.br
http://amoofotografia.blogspot.com
Vanessa Novello
vanessanovello@publistorm.com













































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