
A natura, maior empresa de cosméticos do paÃs, foi eleita a empresa do ano na 36ª edição da Revista Exame, MELHORES E MAIORES. No ranking, aparecem as mais importantes companhias do paÃs.
Pela segunda vez consecutiva a Natura vence o prêmio. Esse ano a conquista se deu pelo fato da Natura ter sido a empresa que melhor encarou a crise, superando a si mesma e aos concorrentes com números incrÃveis. Segundo a Revista Exame (Edição 947, ano 43), a superação da Natura ajuda a compor o cenário de um Brasil que resiste a crise mundial já que 94% da receita da empresa vêm do mercado interno, logo os números refletem de uma maneira direta a expansão do consumo no Brasil.
Vinte e três milhões de brasileiros saÃram da classe inferior e passaram a fazer parte da classe C, e essa, passou a consumir mais e de maneira variada. O volume de vendas no varejo cresceu 9% em 2008 e deve aumentar ainda mais esse ano, mesmo com a estimativa de que o PIB caia 0,6% devido à crise. Outro fator que impulsionou as vendas da Natura foi a incerteza em relação ao futuro, sentimentos tÃpicos em tempos de crise, onde os consumidores adiam sonhos mais caros como o de comprar a casa própria ou um carro novo, mas passam a consumir produtos mais baratos, que de alguma forma ajudam a elevar a autoestima.
O mercado de cosméticos no Brasil é o que mais cresce no mundo, movimentou 28,7 bilhões de dólares em 2008, 27% a mais em relação a 2007. A Euromonitor consultoria, prevê que o Brasil se torne o segundo maior consumidor de cosméticos e higiene pessoal em 2011 perdendo apenas para os EUA.
Após um grande plano de re-estruturação, a Natura realizou uma tarefa inevitável; a de reduzir despesas. Em 2008 a companhia economizou 94 milhões de reais com iniciativas simples, como a troca do papel e a redução no número de páginas do catálogo de vendas de 140 para 122. Como resultado dessas iniciativas, sobrou mais dinheiro para investir em publicidade.
Entre 2008 e 2010 a Natura deve investir 400 milhões de reais adicionais em Marketing. Esse investimento será fundamental para a empresa já que sua principal concorrente, a americana Avon aumentou em 40% seus investimentos em publicidade no Brasil entre 2005 e 2008. Além disso, a Natura está partindo para o mercado externo, o que deve aumentar ainda mais o seu crescimento no futuro. O primeiro alvo é a América latina. A Natura, por exemplo, já esta no mercado chileno há 26 anos, mas a sua participação no mercado por lá não passa de 2,6%.
Segundo analistas, a baixa participação no mercado latino é devido ao fato da Natura não ter produtos locais, exportando os mesmos produtos que vendem no Brasil, muitas vezes sem a tradução para o idioma local, que é o caso da linha Mamãe e Bebê cujas embalagens mantêm o idioma português.
Contudo, se a Natura fizer uso das mesmas ideias que foram utilizadas no Brasil, com uma boa administração, uma boa estratégia e trabalhando de acordo com a cultura dos paÃses em que começarem a atuar, acredito e torço para que em breve o Brasil tenha mais um gigante global, dessa vez no setor de cosméticos.
Marcelo Quiles
marceloquiles@publistorm.com














































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