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 O Cinema e a Publicidade 

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25.9.2010 - 8:30

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Comportamento do Consumidor

Salve Salve leitores do Publistorm. Fazia algum tempo que eu não publicava minha coluna, no entanto sempre é uma boa hora para analisarmos algum assunto. Hoje vou falar um pouco de Cinema e Publicidade.

Considerada como a sétima arte, o cinema move um mercado bilionário. Criado pelos Irmãos Lumière no fim do século XIX, foi só em 28 de dezembro de 1895, no subterrâneo do Grand Café, em Paris, que foi realizada a primeira exibição pública e paga de cinema: uma série de dez filmes, com duração de 40 a 50 segundos cada, já que os rolos de película tinham quinze metros de comprimento. No Brasil a primeira exibição de cinema aconteceu em 8 de julho de 1896 no Rio de Janeiro. Um ano depois já existia no Rio uma sala fixa de cinema, o “Salão de Novidades Paris”.

De lá pra cá, não é nem preciso citar Holywood e a enorme fama dos filmes norte-americanos. O que mudou também foi que a telona passou a ser usada para a exibição de publicidade, seja incorporada ao filme, seja antecedendo-os junto aos trailers. Hoje a industria cinematográfica fatura bilhões de dólares todos os anos. Bilhões esses, que retratam o sucesso das marcas e da publicidade na divulgação de material cinematográfico e na experienciação do consumidor ávido por salas de cinema modernas.

Para se ter uma ideia desse mercado, filmes como Titanic, O Senhor dos Anéis e o recente Avatar, faturaram mais de 1 bilhão de dólares cada, durante as exibições nas telas do mundo todo. Com o cinema também surgem as inovações tecnológicas que carregam surpresas para os espectadores e também aumentam o preço do bilhete. Os filmes 3D, por exemplo, que só de 2009 para cá realmente emplacaram como uma alternativa viável e rentável para as produtoras, trouxeram uma enorme expectativa quanto às mudanças da experiência cinematográfica. Avatar, que foi especialmente criado para a tecnologia 3D atraiu um público de quase 70 milhões de pessoas no mundo todo. Sua produção custou 500 milhões de dólares. Desses, 300 milhões foram para a produção do filme e os outros 200 milhões para sua campanha de divulgação (publicidade).

Filmes como Last Call da produtora/canal alemã 13th Street também vem revolucionando na interatividade com os espectadores. No filme, o espectador é convidado a registrar o número de seu celular em um banco de dados usado na sala de exibição. No decorrer da sessão, um dos números é aleatoriamente escolhido e o personagem do filme faz uma ligação para um dos números registrados. Logo o espectador participa do filme com comandos de Voz pelo celular. É um projeto experimental e ousado, mas já é possível prever marcas como Nokia, Samsung, Sony, entre outras usando o poder dos celulares para interação com filmes e seriados.

Inseridas nos filmes, a publicidade através de uma espécie de “Merchandising Editorial”, também ganha cada vez mais espaço dentro das telonas. Em filmes como Eu Robô, Transformers, Minority Report, Náufrago e O Diabo Veste Prada, não é nem preciso pensar muito para se recordar das cenas onde uma marca foi a verdadeira protagonista em alguns, minutos ou horas.

Em “Eu Robô“, por exemplo, filme estrelado por Will Smith em 2004, o uso do product placement é notável. Marcas como Converse, JVC e Audi aparecem em vários momentos do filme. A Audi, inclusive, idealizou um protótipo somente para as gravações. A exibição da marca nas telas de todo o mundo fez vale o investimento. No caso de Náufrago, a presença de publicidade é ainda maior. Quem já assistiu ao filme estrelado por Tom Hanks, com certeza lembra da bola “Wilson” que dá as caras em boa parte do filme, assim como a marca americana Fedex. Já em Minority Report, estrelado por Tom Cruise, a publicidade com reconhecimento facial, sugere exatamente o que o consumidor costuma comprar, ou seja, é baseada nos seus hábitos de consumo. Totalmente segmentado, inovador e possível.

Náufrago

A bola Wilson no filme Náufrago.

Eu Robô!

Carro da Audi criado para o filme Eu Robô.

No Brasil, apenas 8% dos municípios tem sala de cinema, segundo dados do Ministério da Cultura. Das 2.078 existentes no país, 1.244 estão na Região Sudeste e apenas 60 na Região Norte. Entre os estados, o Rio de Janeiro lidera o ranking com o maior percentual de municípios com salas de cinema, com 41,3%, seguido de São Paulo, com 22,3%.

O cinema aparece como uma ótima opção de entretenimento para todas as idades. Cada vez mais nos deparamos com uma enxurrada de salas modernizadas e novas tecnologias que nos fazem experienciar sensações e diferentes perspectivas do que é assistir um filme em um cinema. As novas técnicas publicitárias em conjunto com as novas tecnologias, permitem que cada vez mais as marcas estejam presentes na experiência do cinema e que nós, espectadores, sejamos impactados e influenciados por essas, desde uma simples lembrança de marca, ou o desejo por algum produto.

E você leitor? O que pensa sobre a Publicidade no cinema? Você aprova a introdução de marcas nos filmes? Um forte abraço e até a próxima!

Felipe Agnello Ceranto
Comportamento do Consumidor

Felipe Agnello

Um cara interessado em saber, não importa a forma ou o sentido. Criativo, antenado, apaixonado.

Felipe Agnello já escreveu: 808 artigos.

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