
Olá pessoal, gostaria de propor a vocês uma reflexão, por isso a indagação do título. Não pretendo dar respostas, apenas vou colocar aqui um pouco da minha experiência como um profissional recém-formado.
Começo contando como comecei a querer a ser um publicitário, ou pelo menos a cursar a faculdade de publicidade e propaganda. Pelo que lembro comecei a ter essa vontade mais ou menos em 2005, depois de algumas aulas de física, ainda no ensino médio, em que a proposta era criar um jogo educativo. Na época apresentei a minha turma um jogo da memória de bolso, em que as peças continham as fórmulas mágicas de física, algo, a meu ver, muito útil para quem pensa em fazer vestibular. O mais legal foi a minha defesa do jogo, mais ou menos ao estilo “seus problemas acabaram”, em que contei as utilidades do jogo em diferentes situações, e a facilidade de transporte do produto. Talvez nada de genial ou criativo, mas que na época parecia.
Ainda na mesma época e escola, mas dessa vez minha memória não consegue lembrar em qual matéria, a proposta era criar um produto revolucionário, ao estilo “tabajara” mesmo. Dessa vez o produto era uma goma de mascar que limpava os dentes substituindo a escovação, batizei de “White Tooth Express“. Fiz até uma marca, que se perdeu no tempo e no espaço, mas que tenho na lembrança, em que no lugar dos dois “oo” do “tooth“, tinham dois dentes. Nada de revolucionário, mas que na época achava o máximo.
O tempo foi passando e foi chegando a hora de decidir que curso fazer. Contagiado por essas e outras experiências acreditei que fazer publicidade combinava comigo, mesmo eu sendo uma pessoa um tanto que tímida. Além do mais, me sentia “criativo”. Então, em 2007, decidi e comecei a cursar o curso de publicidade e propaganda em Maringá, interior do Paraná, e aqui estou hoje recém-formado, sem saber muito bem para onde ir, mas tentando chegar em algum lugar.
Depois de comentar um pouco algumas experiências que tive em meu caminho chego ao que realmente quero compartilhar com vocês hoje, que é sobre “ser criativo”. Antes de começar a faculdade e mesmo depois de algum tempo já cursando, talvez foi hoje escrevendo esse texto que eu defini isso na minha cabeça, eu achava que ser criativo era algo nato da pessoa, isso por alguma razão alimentava o meu EGO, como se eu fosse diferente dos outros e que as soluções geniais da minha pobre mente só poderiam originar-se em pessoas criativas. Depois de concluir a faculdade, após alguns anos de contato com várias pessoas criativas no meu dia-dia vejo como mudei de ideia quanto ao conceito da palavra em relação ao que pensava. Hoje, vejo que criatividade tem mais a ver com a minha capacidade de resolver problemas, do que ter ideias mirabolantes em si. Hoje consigo entender o que meus professores lá do ensino médio e os da faculdade me propuseram. Ou seja, me treinaram, fizeram com que exercitasse a minha capacidade de responder aos desafios.
Assim, acredito que criatividade não tem nada a ver com uma capacidade de poucos, e que a capacidade de criar e desenvolver coisas reflete a educação que se tem desde pequeno. Ou seja, todos podem e devem ser criativos, basta alimentar a capacidade de responder ao que é proposto. Isso requer estudo, conhecimento dos meios e recursos disponíveis, e um olhar voltado estudar o ambiente e nossa relação com ele.
Acho que é isso pessoal, não sei se cheguei onde queria, mas coloquei aqui o que tinha em mente. Se eu disse alguma besteira me desculpem. Gostaria que vocês colocassem suas opiniões sobre o que é “ser criativo” e como isso é importante em vossas vidas. Um abraço!







































