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 Proibição de propaganda com caixas de som em Farmácias de Curitiba 

Por David

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3.11.2009 - 12:00

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A publicidade como meio utilizado por diferentes segmentos para divulgar seus produtos e serviços utilizam em grande parte de caixas de som em estabelecimentos como farmácias, supermercados, bancas e lojas, de forma a propagar ofertas e anúncios imediatos e gerar o interesse coletivo pelas pessoas que passam por perto. O Ministério Público do Paraná trata essa midia como um incômodo barulho ao público.

O Ministério Público do Paraná começou nesta semana uma série de reuniões com representantes do comércio varejista com o objetivo de combater a poluição sonora promovido por farmácias e drogarias em Curitiba para vender seus produtos e divulgar ofertas. Na última terça-feira (26), a Promotoria de Proteção ao Meio Ambiente reuniu-se com o Sindicato do Comércio Varejista dos Produtos Farmacêuticos do Estado do Paraná e pediu a colaboração da entidade para que as farmácias não utilizem mais caixas de som para fazer propaganda. O Sindicato comprometeu-se a divulgar a lei entre os empresários que revendem produtos farmacêuticos.

Segundo o MP, muitas farmácias e drogarias da capital vêm utilizando de caixas de som para fazer propaganda de seus produtos e remédios. A lei municipal 10.625/02, no entanto, proíbe “a utilização de equipamentos sonoros, fixos ou móveis, como meio de propaganda ou publicidade, nos logradouros públicos”. A legislação estabelece ainda uma chamada “zona de silêncio”, vedando publicidade ou propaganda sonora num raio de 200 metros de escolas, hospitais, postos de saúde, bibliotecas e hotéis.

Farmácia

Agora, a promotoria fará reuniões com representantes de outros segmentos varejistas, com o objetivo de coibir a poluição sonora em todos os setores do comércio. Caso o desrespeito persista mesmo após a conscientização e esclarecimento com os representantes do comércio, o MP afirma que adotará medidas judiciais para garantir o cumprimento da lei.

Será uma grande insatisfação aos farmacêuticos de Curitiba perderem o direito de propagar suas ofertas por utilização de caixas de som. Poderiam acatar uma lei para não ecederem o volume nos estabecimentos, ou haver um alvara que fosse retirado pelos farmacêuticos na prefeitura para determinar os dias de uso, não prejudicando aos outros estabelecimentos e não gerar uma aglomeração de caixas de som no comércio, pois o uso abusivo realmente incomoda. O jeito é permanecer nos folhetos e flys até proibirem seu uso por poluição ambiental e voltarmos ao velho boca-boca.

Via@ | globo.com

David

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