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 Quando as crianças sabem as marcas! 

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18.5.2011 - 12:34

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Para escrever esse artigo, eu poderia seguir dois caminhos. Na verdade observei que poderiam ser dois; o de uma crítica severa contra a indústria capitalista e propagandista e o do sucesso das marcas na execução do marketing e principalmente do branding atualmente. Para ser completamente diferente, seguirei uma linha tênue, entre ambos os caminhos. O que gerou primeiramente esse pensamento, é justamente esse vídeo que o amigo leitor vai ver abaixo. Fiquei e não fiquei espantado com o simpático menino que na ocasião tinha apenas 1 ano e 11 meses, lembrar de todas as marcas, não por seu nome escrito, mas por sua simbologia visual que é expressamente assimilada ao audio principalmente em jingles no rádio e na TV.

Confira o Vídeo!

O menino é filho de publicitários, isso ajuda um bocado. Não sei até que ponto houve a intervenção dos pais para que ele “aprendesse” todas as marcas, mas acredito que fora mais uma questão de percepção de que ele era capaz do que de estímulo para que ele o fizesse. De qualquer forma isso levanta uma questão bastante relevante: Até que ponto as marcas estão conseguindo atingir a mente das crianças? Vejam só que várias dessas marcas não tem como público-alvo o infântil, e mesmo assim foram facilmente assimiladas e lembradas.

Em estudos, revela-se que até dois anos os pais decidem as compras dos filhos e que a partir disso, a pirralhada tem domínio total até sua adolescência. Adolescência essa que não posso deixar de citar, também vem sendo prolongada e muito pelo poder persuasivo das marcas. Ora, o poder de compras de um filho(a) adolescente é muito maior do que muitas outras classes. Principalmente porque é nessa época que os produtos caros, de marca, tornam-se objetos de desejo quase que mitológicos, indispensáveis. No Brasil ainda há muito o que se debater sobre a propaganda voltada para o público infântil. Em alguns países essa já está proibida há tempos. O difícil é separar, o que é ou não infântil? O branding afeta ou não afeta as crianças?

Particularmente acho que fica bem claro que, sim, afeta… e muito! Todos estão sujeitos aos posicionamentos das marcas, seja em qual ambiente for. No vídeo fica bem claro a interação entre o ambiente online, e offline, uma espécie de branding crossmedia. Na verdade a maioria de nós recebe esse tipo informação sem muito espanto, uma vez que tudo, principalmente nossa atual cultura nos transmite como normal essa disseminação de marcas como simbologias corriqueiras, como se fossem placas de sinalização das quais somos “obrigados” a fazer a leitura. É o mundo das marcas, é o mundo do branding.

E aí leitor? O que você pensa sobre o branding atual? De que maneira você pensa que o mesmo afeta nosso cotidiano? Opine!

Via@ | youtube.com

Felipe Agnello

Um cara interessado em saber, não importa a forma ou o sentido. Criativo, antenado, apaixonado.

Felipe Agnello já escreveu: 808 artigos.

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