
Na publicidade vivemos escutando que burlamos o real e o tornamos fictÃcio no caso das imagens, só para provocar a vontade a compra e influênciar na escolha de um produto ou serviço. Isso ocorre muito em fotos de modelos, que muitas vezes viram bonecas e produtos quando vistos em um cartaz parece perfeito, mas quando comprado não tem nada haver.
A publicidade não é santa e não age só perante a verdade, eu mesmo sou vÃtima das imagens, principalmente na compra de um docê ou salgado. Achei interessante o que o editor e designer gráfico Matheus Jeremias Fortunato escreveu sobre o uso do Photoshop. Leiam a seguir:

Usar ou não usar o Photoshop em fotografias? Criar imagens que não existem, por meio de retoques extremos, é bom ou ruim? É certo ou errado? É ético ou não?
Na minha opinião, tudo o que é exagerado é ruim, seja retoques no photoshop, uma maquiagem de casamento (no rosto, não no computador), uma palestra muito demorada… É essencial saber a hora de parar ou de voltar um passo atrás.
Na fotografia de moda o uso de retoques acontece em 90% das capas de revistas, seja por vaidade da pessoa fotografada ou por incompetência do fotógrafo ou do retocador ou até mesmo da pessoa fotografada.
Não me entendam mal, o Photoshop é uma ferramenta maravilhosa e deve ser usada sempre. Para corrigir uma luz, tirar uma pessoa indesejada da foto, fazer um recorte, mudar a temperatura da cor, um estouro de flash na testa, até mesmo para adaptar a foto para uma boa impressão. O problema é que com o software nos sentimos poderosos demais, como se tivéssemos asas. E só existe uma coisa que pode corromper o ser humano mais fácil que o dinheiro: a sensação de poder.
E como dizia o velho tio Ben ao jovem Peter Parker, “com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”. O segredo na computação gráfica, assim como no photoshop, é passar desapercebido e não aparecer. Quando atingimos esse nÃvel podemos finalizar o trabalho, porque ele está excelente.
A dica que dou é que não fique direto no mesmo trabalho. Depois de algumas horas, pare, faça outra atividade ou até mesmo outro trabalho e volte nele só no dia seguinte, você será muito mais crÃtico ao observá-lo. Nossa visão não foi feita para encarar uma tela de computador durante muitas horas seguidas. As imagens do monitor são formadas por “pixels” ou minúsculos pontinhos nos quais os nossos olhos não conseguem manter o foco, necessitando focar e refocar continuamente. Isto provoca um stress dos músculos oculares, resultando na perda crÃtica de seu trabalho.
Por Matheus Jeremias Fortunato
Via@ | tudibão.com.br















































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