Os bandidos já entenderam que roubar, sequestrar e traficar drogas em cidades pequenas é muito mais fácil do que em cidades maiores, como em Maringá. Em Sarandi, pelo menos, o Rambo parece dar conta do recado, sem deixar muitos recados, é claro.
Reportagem de Fábio Linjardi e Roberto Silva na edição desta quarta-feira (9) de O Diário revela que, em 14 dos 25 municípios da Região Metropolitana de Maringá, há apenas um policial por turno para defender a população de inúmeras situações – desde o lavrador que rasga o estômago da amásia, a mal falada moça que bota fogo na casa inteira até o criminoso que sequestra o gerente do banco para abrir o cofre da agência na manhã do outro dia.
Foi-se o tempo em que deixávamos os carros abertos, com a chave na ignição, ou o portão de casa escancarado madrugada a dentro nas pequenas, pacatas e empoeiradas cidades interioranas aqui do nosso Paraná. Situações como essas fazem parte da minha memória de infância, período no qual passava minhas férias na casa de tios e avós em Santa Fé (a 50 quilômetros de Maringá).
De uns tempos para cá, pegando como exemplo a cidade dos meus parentes, outras situações esquentam as rodas de fofocas que se instalam diariamente em frente a algum açougue, no horário de saída do colégio ou então nas rodeadas mesas de bares da cidade.
Consigo até me imaginar no balcão do Bar do Vargas, tomando um suco e ouvindo o papo da moçada. É sempre a mesma coisa, nos dias de hoje. A droga está comendo solta no Mutirão, uns dizem. Outros se recordam do episódio nos Correios, quando chegaram a sequestrar funcionários da casa.
Certamente o Zé Abelha, enquanto entorta um pingão, faria questão de contar uma nova versão para o cinematográfico assalto ao Banco do Brasil, quando os caras, calculadamente, invadiram a casa do gerente um dia antes, aprisionaram toda uma família, fizeram um churrasquinho com direito a uísque enquanto a hora do roubo não chegava, esperaram amanhecer, foram até a agência com o cara e, finalmente, conseguiram limpar a grana que estava no banco, não sem antes destruir o sistema interno e podre de câmeras.
Para tudo isso e um pouco mais, Santa Fé conta com dois PMs por turno, o que significa dizer que há um policial para cada 5.400 mil habitantes da cidade. O trabalho de proteção à população certamente fica complicado.
Pior do que isso é quando descobrimos homens fardados trabalhando em favor ao crime organizado, principalmente quando o assunto é tráfico de drogas. Em uma cidade localizada na região Norte do Estado onde um amigo meu trabalha como jornalista, essa parceria entre polícia e bandido acontece escancaradamente. No Rio de Janeiro, conforme assistimos em Tropa de Elite, isso também é normal. E aqui na nossa região? Será que, mesmo com tão poucos e sobrecarregados policiais, sobra tempo para as falcatruas?
%BLOGTITLE% I liked your article.Btwwonderful subject.
[...] Sem deixar muitos recados; [...]
A pergunta final é: será que sobra tempo para as falcatruas? A responsta é: sobra e como sobra tempo, pois as pessoas sem caráter estão em todas as áreas, querendo sempre levar vantagens, movidos pelo egoísmo e interesses pessoais, mas o que dói é ver alguns safados travestidos de policiais e ocupando o lugar de pessoas que deveriam estar para proteger a sociedade.
Mas sabemos que também temos bons policiais, bons médicos, bons advogados, bons assistentes sociais e bom jornalistas não é? que não se deixam corromper pelo PODER, por mínimo ou maior que ele seja.
Abraços.