• Arquitetura acessível

  • Fernanda Bertola

Diariamente, deficientes físicos enfrentam dificuldades para realizar atividades como ir ao trabalho e ao shopping, levando mais tempo do que uma pessoa sem deficiência para concluir as tarefas. Mas, em Maringá, essa é uma realidade cada vez mais distante.
De acordo com dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade apresenta o melhor índice em relação à acessibilidade entre os seis principais municípios do Paraná.

Segundo o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Ricardo Alexandre Vieira, a fiscalização da prefeitura tem sido satisfatória.

João Cláudio Fragoso

Adequação de prédios de uso coletivo e residências melhora o acesso para os deficientes físicos

"Instituições de educação ou de saúde, por exemplo, não funcionam se não estiverem de acordo com as normas arquitetônicas e urbanísticas de acessibilidade previstas na lei", destaca. Ele ressalta que outros locais também seguem um caminho positivo, mas que ainda há trabalho pela frente.

As construções antigas são as que menos oferecem os padrões estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Segundo Cíntia Niua Murayama, arquiteta, urbanista e professora de Desenho Arquitetônico do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Maringá (UEM), é possível que prédios antigos passem por modificações.

Ela explica que, de acordo com cada obra, as portas podem ser ampliadas para oitenta centímetros de largura, e dois metros e dez centímetros de altura. Cíntia comenta também que a sinalização em braille é importante e que, pelo menos, os banheiros devem ter barras de apoio e, conforme o caso, pode haver a readequação do tamanho, se a estrutura permitir.

Na opinião da arquiteta, nos prédios sem elevadores, a alternativa é a instalação de plataforma elevatória, medindo até três metros de altura. Os corredores podem ser ampliados para um metro e vinte de largura ou um metro e meio, para permitir o giro de cadeiras de rodas.

"No Novo Cento, até as calçadas são adaptadas com pavimento podotátil, diferenciado com textura e cor em destaque, para auxiliar deficientes visuais", diz.

LEGISLAÇÃO


De acordo com o Decreto
número 5.296, de 2004,
todas as pessoas com
deficiência ou mobilidade
reduzida, devem ter
condições de utilizar, com
segurança e autonomia,
edifícios públicos ou
privados de uso coletivo.
Conforme o Decreto, a
concepção e a implantação
dos projetos arquitetônicos
e urbanísticos devem
atender a princípios do
desenho universal e ter
como referências básicas
as normas técnicas de
acessibilidade da
Associação Brasileira de
Normas Técnicas, a
legislação específica e as
regras contidas no Decreto

Cintia sugere que nas residências, onde as reformas podem ser realizadas com mais facilidade, os corredores também sejam ampliados. Ela declara que, se houver escadas, onde o degrau tenha mais que dois centímetros de altura, deve haver a substituição por rampas e os desníveis devem ser corrigidos.

Sobre as novas construções de uso coletivo, Cíntia ressalta que todos as obras são projetadas de acordo com as Normas da ABNT. "É importante que o imóvel esteja regular. Os elevadores, corredores, acessos e todos os detalhes devem estar de acordo com os padrões. Caso contrário, não terá a liberação do alvará para funcionamento", alerta.

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