• Morto há 30 anos, Bonham ainda é referência no rock

  • André Simões
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Bonham: além de grande instrumentista, foi também compositor: "Whole Lotta Love" tem sua co-autoria

 

Gobbi Jr., do Led Cover: "ao
vivo é outra história"

Contardi, da Família Pallin:
"um showman"

Foram necessárias 40 doses de vodca para derrubar John Bonham. O baterista do Led Zeppelin, morto por overdose alcoólica há 30 anos, em 25 de setembro de 1980, levava uma vida hiperbólica, com todos os excessos associados ao rock and roll.

Mas como diferencial em relação a tantos junkies travestidos de músicos, também tocava hiperbolicamente: solos impressionantes, compassos alternados, levadas de diferentes estilos musicais (blues, funk, soul) e acima de tudo uma pegada forte - muito forte.

Tanta grandeza faz com que o instrumentista inglês seja reconhecido por muitos como o maior baterista de rock de todos os tempos. Mais do que isso: num universo onde as maiores loas costumeiramente vão para vocalistas e bateristas, Bonham conseguiu alcançar status de estrela, nome conhecido por qualquer um que tenha o mínimo interesse pelo gênero.

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Um dos mais sintomáticos indícios da popularidade de Bonham foi a pesquisa do site ThisDayInMusic.com, realizada em 2008, perguntando aos internautas qual seria o rockstar favorito para trazer de volta à vida ¿ caso houvesse essa fantasmagórica possibilidade. Deu John Bonham na cabeça, com 26% dos votos, derrotando nomes como Freddie Mercury, Elvis Presley, Jimi Hendrix e John Lennon.

O baterista do Led Zeppelin ainda tem na figura de seu filho, Jason Bonham, mais um perpetrador de sua influência. Também baterista, substituiu o pai em 2007 num concerto de reunião dos membros remanescentes da banda.


Performance lendária

Enquanto na maioria das bandas o baterista é apenas uma figura de acompanhamento, Bonham sempre foi um protagonista no Led Zeppelin, banda na qual desenvolveu praticamente todo o trabalho que o notabilizou.

Sua peça de resistência era o tema "Moby Dick", que apareceu pela primeira vez no álbum "Led Zeppelin II" (1969), mas se tornou lendária em performances ao vivo: o solo de Bonham, que incluía ataques com as mãos às peças de seu kit, era presença garantida em cada concerto da banda, com duração variável de acordo com o humor do baterista, mas que frequentemente alcançava os 30 minutos ¿ e tão folclóricas quanto seu solo são as histórias sobre o que os outros membros do grupo aprontavam enquanto o baterista arrebentava sozinho no palco.

Histórias relacionadas a sexo e droga, claro ¿ os rapazes do Led nunca fizeram questão de ser originais em questões de comportamento.

Bonham também ocupou papel importante como compositor para o Led Zeppelin. Além de "Moby Dick", o baterista é creditado como co-autor em temas famosos como "Whole Lotta Love", "D'Yer Maker", "Kashmir" e "Rock and Roll" ¿ esta com sua célebre introdução de bateria, que a torna reconhecível com dois segundos de execução,e ainda um arrebatador solo final.

É de fazer perder a graça qualquer piadinha sobre baterista não ser músico.



Confira a performance de John Bonham em "Moby Dick"

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