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16/12/2010 às 02:00 - Atualizado em 16/12/2010 às 02:00
Divulgação Laurentino Gomes:
O jornalista e escritor maringaense Laurentino Gomes retorna hoje à cidade para o lançamento local e noite de autógrafos de seu segundo livro "1822". na Livrarias Curitiba do Catuaí Shopping Maringá.
A obra, que trata do processo da independência do Brasil, é uma espécie de continuação de "1808", fenômeno editorial também escrito por Gomes e que narra a epopeia da vinda da Família Real para a Brasil e todas as mudanças, políticas e sociais, que isso acarretou.
As semelhanças entre "1808" e "1822" não se limitam apenas ao tema e ao fato de abordarem situações e personagens da história brasileira.
O sucesso também é um elemento de união de ambas . Enquanto "1822" está em primeiro lugar na lista dos mais vendidos da Revista Veja há 14 semanas, seu antecessor, "1808", que atualmente é o terceiro livro mais vendido, está entre os cinco mais da lista há exatamente 134 semanas.
Na lista dos mais vendidos da Veja, reunindo as três categorias – ficção, não-ficção e auto-ajuda e esoterismo -, apenas o best seller "Comer, Rezar, Amar", de Elizabeth Gilbert está há mais tempo na lista. O livro da americana ocupa atualmente o segundo lugar e está na lista há 138 semanas, entretanto vem com toda uma campanha de marketing internacional e tem sua venda auxiliada pelo lançamento, no dia 1º de novembro no Brasil, da adaptação do livro para o cinema, numa versão que traz no elenco os astros Julia Roberts e Javier Bardem.
Nenhum dos dois livros de Gomes chegou às telas dos cinemas. Ainda. Se chegar, será certamente um novo impulso às vendas nos livros do maringaense, como sempre normalmente quando best sellers são adaptados para a sétima arte.
Sucesso
Para Laurentino Gomes, o sucesso de seus livros é uma combinação de fatores. O livro traz uma linguagem acessível, didática e jornalística abordando um assunto pelo qual as pessoas tem interesse e que, normalmente, quando procuravam se informar a respeito, encontravam textos difíceis ou herméticos.
"As pessoas também buscam explicações para a situação do Brasil de hoje. Elas buscam compreender o mundo em que vivem a partir do que aconteceu no passado. Eu sinto isso pelas perguntas que me fazem em palestras e mesas redondas, sempre abordando questões atuais, como de onde vem a corrupção e por que as coisas não funcionam", diz Gomes.
O jornalista explicou que, no início, todo o sucesso resultante das vendas e da repercussão de "1808" e agora de "1822" causou uma transformação tão grande que chegou a ser assustadora. "Como jornalista a gente está acostumado a ter essa intermediação com o leitor, mas sempre através de uma marca, como O Estado de São Paulo, Veja ou O Diário, no meio. Com o livro esse contato é mais direto e, com o sucesso, o leitor eleva o autor do livro a uma autoridade em diversos assuntos. Mas isso faz parte",diz.
Apesar de todo o sucesso, Gomes deixa claro que ainda é o mesmo maringaense que deixou o interior do Paraná nos anos 70 para fazer jornalismo na UFPR, trabalhou no Estado de São Paulo, na Veja e escreveu dois fenômenos do mercado editorial nacional na categoria não-ficção. "Não dá para se iludir. Tem que se manter o eixo interno sempre intacto", diz.
PARA LEMBRAR
Lançamento em Maringá de “1822”, bate-papo e sessão de autógrafos com o jornalista e escritor Laurentino Gomes Hoje, às 19h, no Catuaí Shopping Maringá
16/12/2010 às 02:00 - Atualizado em 16/12/2010 às 02:00
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