• Dólar fecha em alta ante real por cautela com o Fed

  • Agência Estado Fabrício de Castro

Após o recuo ante o real na véspera, em um movimento do fim do dia, o dólar se manteve firme no território positivo nesta sexta-feira, 26, com os investidores à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), na semana que vem. Enquanto no exterior a divisa dos EUA não tinha direção definida, no Brasil subiu 0,49% no mercado de balcão e fechou a R$ 2,2550, na máxima do dia. No ano, o dólar acumula alta de 10,27%.

Para o mercado, está claro que o Fed não começará imediatamente a redução de seu programa de estímulos à economia, mas os investidores seguem em busca de pistas sobre quando isso, de fato, vai acontecer: no fim deste ano ou no início de 2014. O parâmetro é importante para o rumo das cotações na medida em que a redução do programa significará menos dólares no mercado e pode gerar mais pressão de alta para a moeda norte-americana.

Pela manhã, com o dólar operando com ganhos em relação ao real, o índice de sentimento do consumidor divulgado pela Universidade de Michigan fortaleceu a percepção de que a retirada de estímulos pode não demorar. O indicador subiu para 85,1 em julho, acima da leitura preliminar de 83,9 e da previsão de 84 dos economistas. Com isso, a cotação que havia registrado a mínima de R$ 2,2420 (-0,09%) no balcão às 10h15, atingiu a máxima de R$ 2,2550 (+0,49%) às 11h49, sendo que no fim do dia voltou a esse patamar. Da mínima para a máxima, o dólar oscilou +0,58% - um porcentual bem menor que o visto em sessões anteriores, em especial no início da semana.

Em parte, a oscilação menor também se deve a uma liquidez mais contida. Perto das 16h30, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,401 bilhão. O dólar pronto na BM&F teve alta de 0,36%, a R$ 2,2520, com 16 negócios. No mercado futuro, o dólar para agosto era cotado a R$ 2,2585, em alta de 0,56%.

"A divulgação do índice de confiança de Michigan reforçou o movimento de alta do dólar no Brasil. Além disso, há a reunião do Fed na semana que vem, então todo mundo fica na expectativa", comentou Mauricio Nakahodo, consultor de pesquisas econômicas do Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ.

No exterior, a cautela se traduzia em movimentos díspares, com a moeda norte-americana perto da estabilidade ante o euro e em baixa ante o iene e algumas moedas de países ligados a commodities. O dólar subia, no entanto, em relação às divisas de países como Chile, Colômbia e México.

Pela manhã, o Banco Central fez mais um leilão de 20 mil contratos de swap cambial para 2/1/2014, no qual vendeu a totalidade da oferta, numa operação de US$ 993,5 milhões. Com isso, a autoridade monetária completou a rolagem dos contratos de swap que vencerão em 1º de agosto. Com a transação, o BC evita que a moeda relativa aos vencimentos saia do sistema, o que traria pressão adicional de alta para o dólar no mercado futuro.

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