• Por empresas mais humanas

  • Wilame Prado
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Produtividade, lucro e bem-estar dos colaboradores não são as únicas preocupações das corpo-rações e líderes modernos. A preocupação com a responsabili-dade social é uma tendência que vem se consolidando, ainda que a passos curtos.

Mas, não se pode negar que os empresários e as empresas estão cada vez mais conscientes de que são uma força sócio-econômica-financeira não só com potencial de geração de empregos e atividades, mas de desenvolvimento da coletividade

 

Fundacim organiza, regularmente, campanhas que
estimulam doações

Isso significa que 'só a filantropia já não basta'. Quem afirma é a presidente do Instituto de Responsabilidade Social de Maringá (Fundacim), Cleide Noronha. No mês passado, a entidade realizou um chá beneficente com as esposas de empresários da cidade para incentivar a participação delas em projetos sociais.

 

"Propomos a elas que escolham alguma instituição para começar a ajudar. É preciso saber se a doação feita está ajudando em alguma coisa e, para isso, os empresários ou suas mulheres precisam acompanhar o começo, o meio e o fim do projeto", explicou Cleide.


Empreste sua influência

Um dos palestrantes do chá filantrópico foi o renomado empresário maringaense Wilson Tomio Yabiku, eleito o Empresário do Ano em 2010. No evento, o engenheiro relatou como se dá o seu trabalho no Lar Escola, entidade que ele, há sete anos, envolve-se de maneira ativa, sendo hoje o vice-presidente.

Na opinião de Yabiku, os empresários poderiam auxiliar melhor as entidades carentes, não apenas fazendo doações em dinheiro e sim se envolvendo ativamente.

"O empresário pode ajudar muito, e sem perder dinheiro. Ele não pode desperdiçar seu poder de influência na sociedade. Eu me envolvi no Lar Escola porque acreditei no projeto. Então, simplesmente, com minha rede de amigos e funcionários, emprestei minha influência para a entidade, planejando e realizando eventos para levantar fundos".

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O empresário revelou que, com seu trabalho no Lar Escola, jamais se sentiu prejudicado, pelo contrário. "Não tenho prejuízo algum. Tenho até lucro, pois, com a minha contribuição, acabo aumentando meu ciclo de amizades e fico muito feliz, o que me permite até desenvolver melhor meu trabalho como empresário", afirmou.

"Acredito que Maringá dá oportunidades para os empresários crescerem. Agora, eles devem manter as entidades da cidade e a única maneira disso acontecer é ajudando de verdade, viabilizando-as e não apenas pratican-
do a filantropia", disse Yabiku.


Ver a semente crescer

Para a presidente do Fundacim, não importa o tamanho da empresa para que se tenha condições de ajudar as entidades. Importante mesmo é o tamanho da disposição que cada um tem na hora de ajudar os mais necessitados.

"As pequenas e médias empresas pensam que não podem ajudar por causa do dinheiro. Mas não é só dinheiro, é ser ouvinte, é estar junto das pessoas, é buscar algo a mais para elas. Quando a gente lança uma semente, a emoção de se envolver no crescimento dessa semente é muito gratificante, e é esse espírito de humanidade que queremos despertar nas pessoas", disse Cleide Noronha, tão esperançosa quanto otimista com os projetos que começam a ser desenvolvidos em Maringá.


Sócio mantenedor

Interessado em ser um sócio mantenedor do Fundacim, entre no site: www.fundacim.org.br/sejasociomantenedor.

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