• Escola pública cria cursos profissionalizantes

  • Vinícius Carvalho

A transição entre o ensino médio e a universidade é restrita a uma pequena parcela dos estudantes devido ao número limitado de vagas. A situação leva um contingente cada vez maior de alunos a escolher o ensino profissionalizante como primeiro passo na direção do mercado de trabalho.

A estudante do Colégio Estadual Gastão Vidigal, em Maringá, Jhady Linhares, 15 anos, começa a traçar seus próximos passos na vida profissional. ¿Entrar direto numa faculdade é difícil. Penso em fazer um curso técnico e juntar algum dinheiro para depois poder financiar o curso superior¿, comenta Jhady, que sonha em estudar Publicidade e Propaganda.

O diretor auxiliar do Gastão Vidigal, Newton Tadeu Parra, afirma que a rede de ensino superior é muito restrita diante da demanda por trabalhadores qualificados. ¿Hoje, apenas 14% dos brasileiros têm curso superior. Não adianta ter 1,2 mil vagas abertas em Maringá se não temos preparo para os trabalhadores¿, analisa Parra.

O colégio iniciou em julho o curso técnico em química, com duração de quatro semestres. Ele dispõe de 40 vagas e foi disputado por 290 candidatos. Com o curso concluído, o técnico está apto a assinar rótulos de produtos, como químico responsável, além de trabalhar em processos de ajustamento ambiental, tratamento de esgoto e efluentes. A vaga é gratuita, inclusive para quem está fora da escola há muito tempo. A direção do colégio seleciona os alunos mais necessitados e com melhor histórico escolar.

O mesmo critério foi usado para selecionar os alunos do curso técnico de cuidados com pessoas idosas. O Gastão Vidigal iniciou sua primeira turma também em julho, com 35 pessoas. O curso atraiu a atenção de Lima Gideoni Pereira, 58 anos, que atua como pintor de residências e garçom.

Para ele, muito mais do que uma colocação no mercado de trabalho, o curso permite modificar a sociedade. ¿O idoso hoje é invisível para a sociedade. Quero trabalhar para que a velhice transmita uma ideia de sabedoria e paz, e não de estorvo¿, comenta Lima.

Ele estuda de segunda a sexta-feira, à noite, para compreender aspectos de anatomia, psicologia, cuidados médicos e educação física.

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