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07/09/2010 às 13:08 - Atualizado em 07/09/2010 às 17:38
As autoridades do Irã reagiram com veemência às críticas e acusações da Agência Internacional de Energia Atômica (Aeia), ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), de que há no país capacidade de produção de bombas atômicas. Para os iranianos, a agência é alvo de pressão da comunidade internacional para se posicionar de forma crítica ao Irã. As autoridades negaram restrições às inspeções das Nações Unidas, assim como a imposição de dificuldades na atuação dos especialistas estrangeiros.
"A agência deve manter sua dignidade técnica definidas no âmbito do TNP [Tratado de Não Proliferação Nuclear]. [Críticas e acusações] é algo fora do seu dever legal, pois se trata de questões políticas e atendem à pressão externa sobre o organismo", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irã, Ramin Mehmanparast.
As informações são da rede estatal de televisão, a PressTV. Segundo ele, as acusações de que o Irã não permite inspeções nas usinas nucleares do país são "não técnicas". Mehmanparast disse que a Aiea "deve responder às preocupações" sobre o arsenal nuclear de Israel.
O porta-voz afirmou que o Irã se dispõe a buscar o diálogo com a comunidade internacional na tentativa de encerrar o impasse que há em torno do programa nuclear desenvolvido no país. Para ele, a base de negociação deve ser o acordo negociado com a ajuda do Brasil e da Turquia para a troca de urânio levemente enriquecido pelo produto enriquecido a 20%.
Mehmanparast afirmou que o governo do Irã se dispõe a "cooperar plenamente" com a Aiea, inclusive no envio de informações minuciosas sobre o funcionamento das usinas nucleares existentes no país.
O presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa , Alaeddin Boroujerdi, disse hoje que o relatório da Aiea sobre o Irã é frágil em vários aspectos especialmente os temas de ordem jurídica. Segundo ele, são falsas as afirmações da agência sobre as restrições a inspeções nas usinas iranianas.
07/09/2010 às 13:08 - Atualizado em 07/09/2010 às 17:38
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