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27/01/2012 às 02:00 - Atualizado em 27/01/2012 às 12:47
O centro do Rio amanheceu ontem envolto por uma nuvem de poeira, após bombeiros terem virado a noite em busca de possíveis sobreviventes do desabamento de três prédios comerciais, na noite de quarta-feira. Até o fim da tarde de ontem, quatro corpos haviam sido retirados da montanha de escombros que tomou a Avenida Treze de Maio - e 22 pessoas continuavam desaparecidas. O desmoronamento mudou a rotina de muita gente. Ruas próximas da Cinelândia e do centro financeiro do Rio foram interditadas. Pessoas circulavam de máscara para se proteger da poeira que resultou da tragédia.
Luiz Gomes/Futura Press/AE
Bombeiros trabalhando nos escombros dos prédios cariocas; barulho de máquinas assustou jornalistas e pedestres, provocando correria
Quando a reportagem chegou ao local do desabamento, poucos minutos após a tragédia, ainda não havia isolamento e mais de cem pessoas transitavam pelas imediações sem entender o que havia ocorrido. Uma espessa nuvem dificultava a visão da montanha que restou, e os bombeiros iniciavam o trabalho de busca. Havia cheiro de gás no ar e muitos carros encobertos pelo pó. Quando guardas começaram a isolar o local, muita gente ainda tentava se aproximar para ver o tamanho do desastre.
Bombeiros avisaram que o ar estava impregnado de gás que vazara e alertaram que era preciso se afastar dos prédios vizinhos, cuja solidez estava em dúvida. Ao ouvir um estrondo causado pelo trabalho dos bombeiros, dezenas de pessoas imaginaram que haveria novo desabamento e começaram a correr.
Testemunhas
Pessoas que trabalhavam nas imediações ou passavam por ali na hora do desabamento contavam o que tinham visto. "Estava levando um casal ao Rio Scenarium e o desabamento ocorreu bem na hora em que passávamos na Avenida Almirante Barroso. O carro não foi atingido, mas ficou coberto de pó", contou o taxista Robson Pedro.
O INCIDENTE

À tarde, quatro prédios na Avenida Almirante Barroso também foram esvaziados para facilitar o trânsito das equipes de resgate de corpos e remoção de escombros. Em meio ao caos e à fumaça, a população mostrava solidariedade. O dono do Galeto Liceu, André Tavares, abriu as portas mais cedo para servir água às equipes de resgate e cedeu o banheiro do estabelecimento para os socorristas. "Resolvi abri mais cedo depois que vi uma agente da Guarda Municipal passando muito mal com a fumaça. É minha forma de ajudar", contou.
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27/01/2012 às 02:00 - Atualizado em 27/01/2012 às 12:47
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