História de Maringá

O início da colonização do norte do Paraná

A colonização do norte do Paraná teve início no fim do século XIX. A região era predominantemente ocupada por florestas de mata atlântica, atraindo a atenção de produtores rurais paulistas e mineiros devido à presença da terra roxa – do italiano, terra rossa (vermelha) -, originada da decomposição do basalto e extremamente fértil.

Maringá

O principal interesse dos fazendeiros que se aventuraram a desbravar a região era a aumentar a área de produção de café, que por um longo período foi o principal produto de exportação da economia brasileira e ganhou, inclusive, o apelido de “ouro verde”, tamanha era sua rentabilidade.

Para solucionar os problemas de logística da região – principalmente na questão do escoamento da produção – um grupo de fazendeiros locais, liderados pelo paulista Antonio Barbosa Ferraz, promoveu a construção de uma estrada de ferro ligando a cidade paranaense Cambará, no “norte velho”, a Ourinhos, no interior de São Paulo.

A Companhia de Terras Norte do Paraná

Em 1923, uma comitiva liderada por Edwin Samuel Montagu, ex-secretário de finanças do tesouro britânico, veio ao Brasil para negociar uma dívida que o país possuía junto a credores ingleses. Entre os membros da comitiva estava Simon Joseph Fraser, o 16º Lorde Lovat da Escócia, que viajou com outro objetivo em mente: procurar terras férteis para cultivar algodão, matéria-prima imprescindível para a indústria têxtil britânica.

Lorde Lovat visitou propriedades do interior paulista e, seguindo a trilha das fazendas de café, chegou ao norte do Paraná. A fertilidade da terra roxa que atraíram paulistas e mineiros à região alguns anos antes também agradou o britânico, que decidiu investir na plantação de algodão na região e fundou a empresa Brazil Plantation Sindicate, empresa responsável pelo gerenciamento de suas propriedades em terras brasileiras.

Problemas Rodoviários

O governo do Paraná tinha muitos problemas e poucos recursos financeiros à disposição para solucioná-los. A saída foi concentrar os investimentos do Estado em setores mais carentes, como a melhoria da educação e da logística, confiando o processo de colonização do Paraná ao capital privado.

O diretor-presidente da Brazil Plantation Sindicate Arthur Thomas - um escocês a quem Lord Lovat confiou a gerência de suas plantações de algodão no Brasil -, junto de João Sampaio, advogado à serviço da empresa, se reúniram pessoalmente com o presidente do Estado do Paraná, Bento Munhoz da Rocha Neto e apresentaram um planejamento de colonização do Estado, já negociando as terras que seriam colonizadas pela companhia.

Em junho de 1925 é fundada a Paraná Plantations Company, empresa de Londres que comandaria a subsidiária Companhia de Terras Norte do Paraná, no Brasil. A empresa viria a ser adquirida por empresários brasileiros ligados a Gastão Vidigal, Gastão de Mesquita Filho, Arthur Bernardes Filho e os irmãos Soares Sampaio no primeiro semestre de 1944, sendo rebatizada como Companhia Melhoramentos Norte do Paraná.

Para garantir a propriedade das terras onde seria posto em prática o projeto de colonização, a Companhia de Terras Norte do Paraná precisou negociar com três frentes diferentes. Além das negociações com o governo do Estado, foi preciso adquirir porções de terras ocupadas por posseiros e grileiros que já estavam instalados na região, além de negociar com a Companhia Marcondes de Colonização, que havia chegado ao Paraná em 1922 também com um projeto para a ocupação do norte do Estado, chegando inclusive a negociar terras com o governo. No entanto, a Companhia Marcondes não conseguiu cumprir o que havia proposto no projeto de colonização e, sem condições de continuar a empreitada, acabou vendendo as terras das quais tinha a posse para a Companhia de Terras Norte do Paraná.

O início da colonização

O planejamento de colonização criado pela Companhia de Terras Norte do Paraná previa a formação de quatro núcleos urbanos, que teriam aproximadamente 100 km de distância uns dos outros: Londrina, Maringá, Cianorte e Umuarama. Essas cidades seriam os grandes centros prestadores de serviços da região, sendo interligadas por uma única ferrovia. Entre essas cidades, a cada 15 km aproximadamente, deveriam surgir cidades menores, que teriam a função de ser um ponto de apoio para as propriedades rurais da região, abastecendo-as com produtos de necessidade básica que não eram produzidos no campo, como sal, produtos de higiene pessoal, querosene, roupas, entre outros.

A divisão dos lotes promovida pela Companhia de Terras Norte do Paraná também foi minuciosamente planejada. Os lotes eram pequenos – a área máxima era de 15 alqueires paulistas (o equivalente a 36 hectares) -, e todos eles foram planejados para aproveitar o máximo possível os recursos naturais e logísticos da região. Todas as propriedades deveriam fazer divisa com uma corrente d’água ao fundo, aproveitando os fartos recursos hídricos da região; e com uma estrada de rodagem à frente, para facilitar a logística e, consequentemente, o escoamento da produção.

O tamanho reduzido dos lotes dava oportunidade ao maior número possível de pessoas interessadas em adquirir uma propriedade. No entanto, a Companhia não vendia os terrenos para qualquer pessoa interessada em adquiri-los. Visando o desenvolvimento econômico da região, a empresa colonizadora solicitava referências dos compradores, que passavam por uma triagem e normalmente adquiriam os lotes apenas quando indicados por corretores e agentes ligados à Companhia de Terras Norte do Paraná. No contrato de compra do terreno, existia também uma cláusula que obrigava o proprietário a construir alguma edificação no lote, sob pena de perdê-lo.

Com a venda dos primeiros lotes e a chegada dos primeiros desbravadores, surgiram também as primeiras cidades do “norte novo”. Londrina foi fundada a 21 de agosto de 1929, pelas mãos do engenheiro Alexandre Rasgulaeff, que a batizou em homenagem a Londres, capital inglesa. Cinco anos mais tarde, em 1934, ano em que Londrina se torna oficialmente um município, outros núcleos urbanos começam a surgir na região.

O desbravamento da região de Maringá

Em meados da década de 1930 o escritório da Companhia de Terras Norte do Paraná, onde eram negociados os lotes da região, ficava situado em Londrina. Os compradores se dirigiam ao escritório para adquirir as propriedades, e logo partiam para começar a derrubada das árvores nativas, visando preparar o terreno para a prática da agricultura, em especial para a plantação de café.

O primeiro lote de Maringá, de numeração 1/A, foi adquirido pelo padre alemão Emílio Clemente Scherer, que chegou ao Brasil em 1938, fugindo do nazismo. O padre Scherer é considerado o primeiro pioneiro desbravador de Maringá. A propriedade que ele adquiriu - localizada em uma região próxima ao local que hoje é o bairro Cidade Alta, em Maringá -, foi batizada de Fazenda São Bonifácio. Foi nesta propriedade que, a 12 de fevereiro de 1940, surgiu a primeira igreja de Maringá, a Igreja São Bonifácio, construída com madeira retirada de árvores cortadas na própria fazenda. A igreja existe até hoje, próximo ao bairro da Cidade Alta, no prolongamento da Rua Dolores Duran.

Maringá Velho dos anos 1940 Maringá Velho dos anos 1940.

Em 1942, surgiu também um pequeno povoado que servia como ponto de apoio aos pioneiros desbravadores que já começavam a trabalhar nas propriedades rurais locais: a área que hoje é chamada de Maringá Velho.

No entanto, a formação do Maringá Velho não se deu de forma precária e desordenada. O historiador do Patrimônio Histórico de Maringá, João Laércio Lopes Leal, conta que o povoado cresceu obedecendo a um planejamento criado por Aristides Souza Mello, diretor da Companhia de Terras Norte do Paraná, que projetou o pequeno povoado de seis quadras, formado por poucas casas e estabelecimentos comerciais, estes voltados a atender às necessidades básicas da população rural.

Na época, havia uma "picada" - caminho aberto na mata à golpes de facão - que ligava a região onde hoje é centro da cidade até o Maringá Velho. O traçado da picada acabou servindo de referência para a construção da avenida Brasil. O ponto onde a picada terminava ficou conhecido como "fim da picada", nomenclatura que perdura até hoje.

Primeiro Hotel do Maringá Velho 1º Hotel do Maringá Velho.

Em 10 de novembro de 1942 a Companhia de Terras Norte do Paraná inaugurou a Pedra Fundamental de Maringá. O nome da cidade foi uma sugestão de Elizabeth Thomas, mulher de Arthur Thomas, diretor presidente da Companhia. "Maringá" era o nome de uma canção de Joubert de Carvalho que foi um grande sucesso dos anos 1930, e era frequentemente entoada pelos desbravadores locais enquanto trabalhavam na derrubada da mata nativa.

Na ocasião da inauguração da Pedra Fundamental de Maringá, a Companhia de Terras Norte do Paraná também inaugurou o Hotel Campestre, que hospedaria investidores interessados em adquirir propriedades na região.

Cidade Planejada

Maringá, no entanto, não iria se desenvolver em torno do Maringá Velho. No planejamento de colonização previsto pela Companhia de Terras Norte do Paraná, a estação de trem, que seria construída em uma região mais plana, deveria estar localizada no centro da cidade. A Companhia, inclusive, parou de negociar lotes urbanos na região do Maringá Velho.

O projeto da cidade de Maringá é datado de 1943 e assinado pelo urbanista paulista Jorge de Macedo Vieira, adepto do conceito de “Cidade Jardim” elaborado pelo britânico Ebenezer Howard e responsável pelo projeto de inúmeros bairros de São Paulo. O traçado de Maringá foi desenhado com largas avenidas, canteiros que valorizavam o paisagismo e ruas que seguiam a inclinação natural do relevo o mais fielmente possível.

O projeto já previa uma avenida que cruzasse a cidade de uma ponta a outra: a avenida Brasil, de 7.450 metros (de acordo com dados da Prefeitura Municipal de Maringá). A preocupação com o meio ambiente e a qualidade de vida da população local também estiveram presentes no planejamento do urbanista, que desenhou dois “pulmões verdes” dentro da cidade (o Parque do Ingá e o Bosque II, que seria rebatizado, em 1983, como “Parque Florestal dos Pioneiros” pela Lei Municipal 1.649/83), para garantir a preservação da mata nativa, além de prever a manutenção da mata nos fundos de vale da cidade. Outro pulmão verde que acabou surgindo em Maringá foi o Horto Florestal Dr. Luiz Teixeira Mendes, propriedade da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná e 1º viveiro de mudas da cidade.

O planejamento contemplava também a divisão da cidade por zonas, de acordo com a função. A região central concentraria o centro cívico, a Zona 1 seria destinada ao comércio e à prestação de serviços, as Zonas 2, 4 e 5 seriam residenciais, enquanto as Zonas 3, 6 e 7 seriam zonas residenciais operárias, e assim por diante. A cidade foi planejada para comportar até 200 mil habitantes. O crescimento da cidade, no entanto, superou as expectativas. No último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) realizado em 2010, Maringá registrou uma população de 357.077 habitantes.

Um fato interessante é que Jorge de Macedo Vieira nunca esteve em Maringá. O historiador do Patrimônio Histórico de Maringá, João Laércio Lopes Leal, conta que o urbanista recebeu a ajuda de Cássio Vidigal, diretor da Companhia de Terras Norte do Paraná e amigo de Jorge de Macedo Vieira dos tempos em que eles frequentaram a Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo). E foi a partir de um planejamento desenhado por Cássio Vidigal e tendo como referência algumas fotos aéreas da cidade que Jorge de Macedo Vieira finalizou o projeto de Maringá.

Fundação de Maringá

A fundação oficial de Maringá e data em que a cidade comemora seu aniversário é 10 de maio de 1947, quando a Companhia de Terras Norte do Paraná (que foi adquirida por investidores brasileiros nos anos 1940 e foi rebatizada como Companhia Melhoramentos Norte do Paraná em 1951) abriu um escritório na cidade, no cruzamento entre a avenida Duque de Caxias e a rua Joubert de Carvalho (a construção existe até hoje). Foi nessa data que a Companhia iniciou a venda dos lotes na região do Maringá Novo.

A primeira residência construída no Maringá Novo ficava na Av. Brasil, entre as avenidas Getúlio Vargas e Duque de Caxias, e pertencia ao gerente da Companhia, Alfredo Werner Nyffeler. Construída em madeira, a casa atualmente encontra-se no campus da UEM (Universidade Estadual de Maringá), para onde foi transferida em 1984, e atualmente abriga o Museu da Bacia do Paraná.

Em 1947, a futura cidade era distrito de Mandaguari. No ano seguinte, em 1948, Maringá foi elevada à categoria de Vila, tornando-se um município independente em 14 de novembro de 1951, pela Lei nº 790/91, que incluía os distritos de Iguatemi, Floriano e Ivatuba como parte do município de Maringá.

Cidade Canção

Nos primeiros anos da cidade, Maringá possuía inúmeros cognomes, como “Cidade Milagre”, “Cidade Brotinho”, “Cidade Menina”, “Cidade Prodígio”, “Rainha do Sertão Paranaense” entre outros. Durante o primeiro mandato do prefeito João Paulino Vieira Filho, o pioneiro Antenor Sanches ocupava o cargo de Secretario de Administração da Prefeitura de Maringá quando recebeu uma carta de uma estudante de Minas Gerais, solicitando mais informações sobre Maringá, “a cidade que nasceu de uma canção”.

Joubert de Carvalho autor da música Maringá Joubert de Carvalho autor da música Maringá.

Antenor Sanches considerou a colocação muito sugestiva, e promoveu uma campanha para que Maringá adotasse o cognome de “Cidade Canção”. Em 4 de dezembro de 2002, o vereador João Batista Beltrame, o Joba (PV), criou a lei nº 5.945/02, sancionada pelo prefeito João Ivo Caleffi, oficializando a adoção do cognome “Cidade Canção”.

Cidade Verde

Em maio deste ano surgiu uma nova discussão em relação ao cognome de Maringá. Isso porque, atualmente, uma das características mais marcantes da cidade é a quantidade de árvores existentes nas ruas. No entanto, essa não era a realidade de Maringá no início da colonização. Para pôr em prática o projeto de urbanização da cidade, foi necessário derrubar praticamente todas as árvores nativas da região.

Os impactos naturais causados pela grande devastação da mata atlântica local e o forte calor que fazia na cidade sem a proteção da sombra das árvores foram fatores que incentivaram a Companhia Melhoramentos Norte do Paraná a promover um projeto de reflorestamento e arborização de Maringá, além de um trabalho de preservação das espécies nativas. Para comandar o ousado projeto, a Companhia contratou o engenheiro florestal paulista e ex-chefe do Serviço Florestal de São Paulo, Luiz Teixeira Mendes.

Em 1950, o então governador do Paraná Moisés Lupion instalou uma pedreira em Maringá, para aproveitar as riquezas naturais da região. Preocupado em preservar as riquezas naturais locais e minimizar os impactos ambientais na região, o diretor-gerente da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, Hermann Moraes de Barros, solicitou pessoalmente a desativação da pedreira junto ao governador. O local ocupado pela pedreira acabou se tornando área de preservação natural, e se tornaria o primeiro viveiro de mudas de Maringá: o Horto Florestal Dr. Luiz Teixeira Mendes.

O Horto Florestal é uma reserva que conserva intacta a mata nativa original da região. Espécies nativas como ipês, alecrins e ingás, entre outras, podem ser encontradas no local. O horto acabou se tornando o 3º pulmão verde da cidade e o primeiro viveiro de mudas de Maringá, cultivando mudas tanto de espécies nativas quanto de árvores exóticas. Foi do viveiro do horto que saíram as mudas utilizadas na arborização das ruas de Maringá, assim como as árvores que foram utilizadas para o reflorestamento do Parque do Ingá no fim dos anos 1960, quando o parque foi vítima de um incêndio que destruiu parte da vegetação nativa local.

Luiz Teixeira Mendes tinha liberdade para desenvolver o projeto de arborização de Maringá. O engenheiro experimentou o plantio de mudas trazidas de outras localidades e também de mudas nativas, coletadas em meio à floresta, como era o caso do ipê-roxo. Em 1954, Luiz Teixeira Mendes se afasta do trabalho de arborização em virtude de problemas de saúde que culminariam em sua morte três anos depois, a 12 de julho de 1957.

Mesmo sem o engenheiro florestal, o projeto de arborização de Maringá continuou na ativa pelas mãos de seu assistente, o engenheiro agrônomo Anníbal Bianchini da Rocha, que em virtude de seu trabalho de arborização receberia a alcunha de “o jardineiro de Maringá”.

Outro personagem importante para o processo de arborização de Maringá foi Geraldo Pinheiro Fonseca, funcionário da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná que ficaria encarregado do plantio das árvores. O jornalista Rogério Recco, no livro “À Sombra dos Ipês da Minha Terra”, relata que Geraldo, mineiro de Montes Claros, chegou a Maringá em 1946. Trabalhava no setor de topografia da Companhia Melhoramentos, demarcando os limites dos lotes que seriam vendidos.

Foi Geraldo Pinheiro Fonseca que plantou a primeira árvore do perímetro urbano de Maringá, no cruzamento entre a Av. Duque de Caxias com a Rua Joubert de Carvalho, em frente ao escritório da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná.

Anos 1950

As primeiras eleições realizadas em Maringá ocorreram a dia 3 de outubro de 1952. O curitibano Inocente Villanova Júnior foi eleito o 1º prefeito da cidade.

Prefeitura de Maringá

Além dele, foram eleitos nove vereadores para compor a 1ª Câmara Municipal. Os primeiros vereadores de Maringá foram:


Vereador Partido
Arlindo de Souza PTB (Partido Trabalhista Brasileiro)
Basílio Sautchuck PR (Partido Republicano)
Cezar Haddad UDN (União Democrática Nacional)
Joaquim Pereira de Castro PTB (Partido Trabalhista Brasileiro)
Jorge Ferreira Duque Estrada PTB (Partido Trabalhista Brasileiro)
José Mário Hauare PR (Partido Republicano)
Malachias de Abreu UDN (União Democrática Nacional)
Mário Luís Pires Urbinati PR (Partido Republicano)
Napoleão Moreira da Silva UDN (União Democrática Nacional)

A Câmara dos Vereadores de Maringá era composta por nove vereadores até 1964, quando o número de cadeiras disponíveis aumentou para 15.

A década de 1950 também ficou marcada pela fundação de instituições importantes em Maringá. A ACIM (Associação Comercial e Empresarial de Maringá) foi fundada a 12 de abril de 1953, iniciativa de um grupo de empresários locais para criar uma entidade que lutasse pelos interesses da classe.

Em 25 de julho de 1955 foi inaugurado em Maringá o Grande Hotel, posteriormente rebatizado de Hotel Ferrareto, e atualmente de Hotel Bandeirantes. Projetado pelo arquiteto José Augusto Bellucci, durante muitos anos foi o hotel mais luxuoso da região de Maringá, perdendo o posto apenas em 1983, quando foi inaugurado na cidade o Hotel Deville.

Ambulantes em frente ao Grande Hotel

Entre os hóspedes ilustres que pernoitaram no hotel estão o príncipe Akihito e a princesa Michiko, que atualmente formam o casal imperial japonês. Eles estiveram em Maringá no dia 20 de julho de 1978, ano do 70º aniversário da Imigração Japonesa no Brasil.

O Grande Hotel foi tombado como Patrimônio Histórico do Estado do Paraná pelo processo nº 002/04, inscrição nº 156 no livro do Tombo Histórico a 30 de maio de 2005. No mesmo ano o Hotel Bandeirantes foi desativado pelo atual proprietário, o artista plástico Ricardo Zwecker, herdeiro do comendador Jacob Zwecker Junior, morto em 2002. Entre os bens da família está a indústria de bebidas Tatuzinho, responsável pela fabricação da cachaça “Velho Barreiro”.

Acidente aéreo 10 de maio de 1957

No entanto, nem tudo na década foram flores. A 10 de maio de 1957, no 10º aniversário de Maringá, a data que deveria ser uma grande e memorável festa ficou marcada na história da cidade por uma tragédia. Na ocasião, aviões da recém-instituída Esquadrilha da Fumaça, da FAB (Força Aérea Brasileira), sobrevoavam a cidade mostrando as hoje tradicionais manobras acrobáticas. Eis que um avião do grupo, em um rasante na Praça Raposo Tavares, acabou colidindo contra um anteparo – um mastro – e caiu, tirando a vida dos dois oficiais a bordo da aeronave, o 1º Tenente Dagoberto Seixas dos Anjos e o 2º Tenente Afonso Ribeiro Melo.

O primeiro a noticiar os acontecimentos do fatídico acidente foi o radialista da Rádio Jornal Franklin Vieira da Silva, atualmente diretor-presidente do grupo O Diário.

Anos 1960

Na primeira metade da década, a 27 de março de 1963, um grupo de 45 cafeicultores da região fundou a Cooperativa de Cafeicultores de Maringá Ltda. – atualmente Cooperativa Agroindustrial de Maringá -, a Cocamar. No entanto, o café era um produto em decadência na região, e logo a cooperativa precisou investir em outras culturas e se diversificar para sobreviver.

Em 1965 a Cocamar já investiu em maquinário para beneficiar algodão, passando a trabalhar também com grãos, alguns anos depois. A famosa geada negra de 1975 foi o golpe de misericórdia para os produtores de café, mas a cooperativa já começava os investimentos para a industrialização de soja, visando agregar valor ao produto.

No dia 12 de abril de 2003 o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em Maringá para a inauguração do novo complexo industrial da Cocamar, possibilitando a produção de inúmeros produtos como maionese, catchup, mostarda e a linha de bebidas Purity, que ganhou dimensão nacional. Atualmente, é uma das cooperativas mais modernas do Brasil.

Os fundadores da Cocamar:

Alfonso Lopes Alves Aloysio Gomes Carneiro Anatalino Boeira de Souza
Ângelo Dianese Antônio Hubner Antônio Martos Peres
Arthur Braga Rodrigues Pires Augusto Pinto Pereira Benedito Lara
Bertholdo Hubner Diogo Martins Esteves Divino Bortolotto
Domingos Salgueiro Edmundo Pereira Canto Elias Izar
Ermelindo Bolfer Francisco Valias de Rezende Filho Guerino Venturoso Fiorio
Gustavo Hubner Hélio Moreira Hidelbrando de Freitas Cayres
Irineu Pozzobon Ivaldo Borges Horta João Piovezan
Joaquim de Araújo Joaquim Romero Fortes José Alcindo Rittes
José Armando Ribas José Freitas Cayres Filho José Geraldo da Costa Moreira
Josué Moraes Juan Saldanha Garcia Luiz Alfredo
Manoel de Freitas Cayres Mário Pedretti Tilio Mercy Salermo Rodaminsku
Ney Infante Vieira Odwaldo Bueno Neto Orélio Moreschi
Orlando Alves Cyrino Pedro Valias de Rezende Ricardo Oliveiro de Freitas
Ruy Itiberê da Cunha Santo Pingo Waldemar Gomes da Cunha

Fundação da UEM

Ainda nos anos 1960, mais precisamente em 1969, foi criada a UEM (Universidade Estadual de Maringá), a partir da união de três instituições estaduais de ensino superior: Faculdade Estadual de Ciências Econômicas (criada em 1959), Faculdade Estadual de Direito (1966) e Fundação Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (1966).

UEM (Universidade Estadual de Maringá)

A Lei nº 6.034, que autorizou a criação da UEM, é de 6 de novembro de 1969. Para a construção do campus da universidade, o governo desapropriou o sítio Mariá, terras pertencentes a Aristides Souza Mello, o ex-diretor da Companhia de Terras Norte do Paraná que fora responsável pelo “planejamento” do Maringá Velho e que na época morava em Londrina. Segundo o historiador João Laércio Lopes Leal, do Patrimônio Histórico de Maringá, embora tivesse propriedades em Maringá, Aristides Souza Mello nunca residiu na cidade. A 11 de maio de 1976, a UEM finalmente é reconhecida como Universidade pelo Decreto Federal 77.583.

Atualmente, além do campus sede, em Maringá, a instituição possui campus regionais em Cianorte (criado a 16 de junho de 1985), Goioerê (10 de agosto de 1992), Cidade Gaúcha (Campus do Arenito), Diamante do Norte, Umuarama e Ivaiporã, além de uma Fazenda Experimental em Iguatemi (distrito de Maringá), do Centro de Pesquisa em Agricultura em Floriano (também distrito maringaense), e do Centro de Pesquisa em Porto Rico (Nupélia). As propriedades da Universidade Estadual de Maringá, juntas, ocupam uma área total de 6.344.212,17 m².

Foi considerada a 21ª melhor universidade do Brasil – e a melhor do Paraná - de acordo com o IGC (Índice Geral de Cursos) divulgado pelo MEC (Ministério da Educação) e pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) em janeiro de 2009. Na ocasião, a Universidade Estadual de Maringá oferecia 52 cursos de graduação, 93 cursos de especialização, 28 cursos de mestrado e 12 de doutorado.

23 de novembro de 1967

O fim dos anos 60 também reservou um dos crimes mais marcantes do imaginário popular de Maringá. No dia 23 de novembro de 1967 o jovem Clodimar Pedrosa Lô, um nordestino de apenas 15 anos, funcionário do extinto Palace Hotel, foi acusado de ter roubado dinheiro de Antônio Forte, cobrador das Casas Alô Brasil e hóspede do hotel. Denunciado à polícia pelo gerente do hotel, Attílio Farris, Clodimar foi levado por policiais à delegacia – que ficava na Avenida Paraná, próximo ao Corpo de Bombeiros da Rua Benjamin Constant - e, mesmo alegando inocência, acabou sendo torturado até a morte na “Sala dos Suplícios” – local destinado à tortura de suspeitos na época. No entanto, o menino era inocente. Acredita-se que o cobrador teria gastado todo o dinheiro e forjado a história do furto para se justificar com os patrões.

O pai de Clodimar, Sebastião Pedrosa Lô, veio de Parambu, no Ceará, até Maringá, em busca de mais detalhes sobre a morte do filho, e acabou fazendo vingança com as próprias mãos. No dia 15 de outubro de 1970, Sebastião encontrou Attílio Farris - o gerente do hotel responsável pela denúncia policial que culminara na morte de Clodimar – na Avenida Brasil. Farris foi morto por tiros à queima-roupa desferidos por Sebastião.

Os policiais envolvidos no incidente fugiram. Sebastião Pedrosa Lô foi julgado três vezes a júri popular pela morte de Attílio Farris e acabou absolvido em todas elas. O advogado de defesa de Sebastião, Eli Pereira Diniz, tirou proveito do apelo popular do incidente e se lançou candidato a vereador de Maringá, conquistando 3.995 votos em 1972 (quatro anos depois, o advogado tentou a reeleição, mas a quantidade de votos caiu para 1.601, encerrando sua “carreira” política).

Ainda hoje, Clodimar Pedrosa Lô é um santo do imaginário popular. O túmulo dele, coberto de placas de agradecimentos por graças concedidas, é um dos mais visitados no Dia de Finados. Clodimar Pedrosa Lô nasceu a 23 de janeiro de 1952 e faleceu na madrugada de 23 de novembro de 1967. Uma rua no Jardim Madrid foi batizada em sua homenagem.

Anos 1970

Parque do Ingá

Considerado o primeiro dos “pulmões verdes” do planejamento urbano de Maringá no projeto do urbanista Jorge de Macedo Vieira em 1943, o Parque do Ingá é um dos principais pontos turísticos de Maringá.

Inicialmente, o parque era uma reserva de mata fechada e era chamado de Dr. Etelvino Bueno de Oliveira. No fim dos anos 1960, um incêndio devastou parte das árvores nativas do parque. Para recuperar a área, foi preciso promover um reflorestamento com árvores retiradas do Horto Florestal Dr. Luiz Teixeira Mendes, o primeiro viveiro de mudas de Maringá.

Em 1969 começou o projeto para possibilitar a visitação interna do parque, coordenado por Anníbal Bianchini da Rocha, o jardineiro de Maringá. Dentro do parque foi aberta uma trilha, pavimentada com paralelepípedos retirados da Av. Brasil. O córrego Moscados, nascente localizada no interior do parque, foi represado e formou um lago. No dia 10 de outubro de 1971, durante a gestão do prefeito Adriano José Valente, o parque foi oficialmente aberto e rebatizado como Parque do Ingá. No livro “À Sombra dos Ipês da Minha Terra”, o jornalista Rogério Recco conta que o novo nome foi inspirado na grande quantidade de árvores popularmente chamadas de ingá que existiam no interior do parque.

Durante anos o Parque do Ingá tradicionalmente recebia a visita de inúmeras famílias maringaenses, que passavam os finais de semana fazendo piqueniques à beira do lago, em contato com a natureza. Nessa época, o parque ganhou a alcunha de “Clube do Povo”.

Na comemoração dos 70 anos da Imigração Japonesa no Brasil, a 20 de junho de 1978, o príncipe Akihito e a princesa Michiko – atual casal imperial japonês -, estiveram em Maringá e participaram de duas inaugurações: da pedra fundamental da sede da futura Associação Cultural e Esportiva de Maringá (Acema) e do jardim japonês no Parque do Ingá, este construído às pressas para a celebração festiva (as obras começaram apenas um mês antes da chegada do casal japonês ao Brasil). Na ocasião, o casal foi acompanhado pelo então presidente do Brasil, o general Ernesto Beckmann Geisel, 4º presidente da Ditadura Militar.

Príncipe Akihito desembarca em Maringá Príncipe Akihito e a princesa Michiko atual casal imperial japonês, estiveram em Maringá.

Na ocasião, o jornal O Diário do Norte do Paraná registrou que uma comitiva de Kakogawa – cidade-irmã de Maringá – que acompanhava o futuro casal imperial, presenteou o então prefeito de Maringá, João Paulino Vieira Filho (que cumpria seu 2º mandato – o primeiro foi entre 1961 a 1964), com a “menor calculadora do mundo” para os padrões da época.

A partir de 1991, o Parque do Ingá foi declarado oficialmente como Parque Municipal, sendo incorporado à Lei Orgânica do Município como área de preservação permanente.

O Parque do Ingá chegou a contar com um pequeno zoológico, restaurante, churrasqueiras, pedalinhos no lago, entre outros. O parque ainda hoje guarda uma importante relíquia dos tempos da colonização de Maringá. A primeira locomotiva “Maria Fumaça” que chegou à estação ferroviária da cidade a 31 de março de 1954, pode ser vista em exposição logo na entrada do parque.

Fechamento e Reabertura: #Ingaja

No dia 15 de abril de 2009, o parque foi fechado após a suspeita de que alguns macacos teriam morrido no local graças a uma epidemia de febre amarela. Mesmo após os exames realizados pelo Instituto Adolpho Lutz e pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) terem apontado a herpes como a causa da morte entre os animais, o Parque do Ingá continuou fechado para reformas.

O Parque do Ingá permaneceu fechado por mais de dois anos, com algumas promessas de reabertura ao longo deste período não tendo sido cumpridas. Em 22 de maio de 2011, o jornal O Diário do Norte do Paraná iniciou a campanha “Ingá Já”, convidado a comunidade maringaense a se engajar em um movimento em prol da reabertura do parque.

No dia 5 de junho de 2011 (domingo), Dia Mundial do Meio Ambiente, o Parque do Ingá foi aberto à visitação e recebeu mais de 20 mil pessoas. No dia 8 de junho do mesmo ano, o Parque do Ingá foi oficialmente reaberto ao público, de quarta à domingo, das 8h às 17h.

Parque do Ingá
Endereço: Av. São Paulo – Centro (próx. à Av. Tiradentes)
Fone: (44) 3221-1292
Visitação: de quarta à domingo, das 8h às 17h

Expoingá

A mais importante feira agropecuária de Maringá começou em 1972, com o nome de Expofema (Exposição Feira Agropecuária e Industrial de Maringá) e, embora a primeira etapa da construção do Parque de Exposições – na época chamado de Parque Exposição Presidente Emilio Garrastazú Médici – ter sido concluída em 1969, não foi este o local escolhido para a realização das primeiras edições da feira.

A organização da Expofema era responsabilidade da Prefeitura de Maringá, que sediou o evento em locais como o Clube Hípico de Maringá e a Praça da Catedral, tradicionalmente no mês de maio. A feira seria rebatizada de Expoingá (Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá).

Até que, em 17 de julho de 1979 é criada a SRM (Sociedade Rural de Maringá), tendo como primeiro presidente Joaquim Romero Fortes. Já no ano seguinte, em 1980, o então prefeito de Maringá João Paulino Vieira Filho, pela lei nº 1.380/80, concedeu em comodato o Parque de Exposições à SRM, por 20 anos, assim como a organização da Expoingá.

Em 2012, a Expoingá vai chegar à 40ª edição, 17ª Internacional. O evento continua a ser organizado pela Sociedade Rural de Maringá e adotou como sede fixa o Parque de Exposições, que a partir de 1996 foi rebatizado como Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro, em homenagem ao pioneiro e cidadão benemérito de Maringá, falecido a 26 de agosto de 1995, e que desde o início participou da Expoingá.

O Parque de Exposições possui área total de 8.000 m², e abriga a maior arena de rodeio coberta da América Latina, com capacidade para 20 mil pessoas.

Catedral

As primeiras igrejas de Maringá foram a Capela São Bonifácio, construída na fazenda homônima pertencente ao padre alemão Emílio Clemente Scherer em 1940, e a Capeta Santa Cruz, que surgiu no Maringá Velho em meados dos anos 1940. Portanto, para que os fiéis pudessem frequentar as missas era necessário se locomover até o Maringá Velho ou até a fazenda do padre, caminho este que muitas vezes era dificultado pela formação de lama nos dias de chuva.

Catedral Nossa Senhora da Glória - Década de 1950 Catedral Nossa Senhora da Glória - Década de 1950.

No entanto, a Companhia Melhoramentos Norte do Paraná já planejava construir uma igreja no perímetro urbano de Maringá, na região mais plana da cidade, até mesmo para atrair moradores para a região do “Maringá Novo”. Em 1948, foi lançada a pedra fundamental da Catedral Santíssima Trindade, edificação de madeira construída ao lado de onde hoje está a atual catedral de Maringá. Dois anos depois, em 1950, a igreja já estava em pleno funcionamento.

Maringá tornou-se sede da diocese em 24 de março de 1957, com a nomeação do 1º bispo da cidade, Dom Jaime Luiz Coelho. Ao longo dos anos, o bispo se tornaria muito mais que uma figura religiosa, sendo uma personalidade importante no desenvolvimento de Maringá. Ele foi diretamente responsável pela construção da atual catedral, participou da criação da Faculdade Estadual de Ciências Econômicas, que anos depois seria um dos embriões da Universidade Estadual de Maringá, e foi o fundador do jornal Folha do Norte do Paraná, entre outros.

Um ano após sua chegada, em 1958, Dom Jaime já iniciou os preparativos para a construção de uma moderna catedral. Para o ambicioso projeto, ele convidou o arquiteto José Augusto Bellucci, o mesmo arquiteto responsável pela construção do Grande Hotel. A 10 de abril de 1958, Bellucci apresentou uma maquete da nova catedral, em formato cônico, inspirado no foguete russo Sputnik II. A pedra fundamental da nova catedral – um pedaço de mármore retirado das escavações da Basílica de São Pedro, no Vaticano -, já denominada Nossa Senhora da Glória, foi inaugurada no dia 15 de agosto de 1958, em cerimônia promovida por Dom Jaime Luiz Coelho.

A Catedral Nossa Senhora da Glória começou a ser construída efetivamente em julho de 1959 e foram concluídas apenas a 10 de maio de 1972, sendo inaugurada no 25º aniversário da cidade. Os 16 vitrais da catedral, criados por Lorenz Helmair, começaram a ser instalados em dezembro do mesmo ano. Os quatro vitrais maiores fazem referência aos quatro pontos cardeais, enquanto os outros 12 menores representam os 12 apóstolos. O design do altar ficou por conta de Manfred Osterroht. O crucifixo de madeira de 7 metros que está no altar foi criado por Conrad Mozart. A decoração interna, incluindo pinturas, esculturas, entre outros, foi obra do artista plástico Zanzal Mattar. Ao todo, foram 60 trabalhos desenvolvidos pelo artista na Catedral, 36 deles sendo painéis em cimento.

Catedral Nossa Senhora da Glória

No topo, a Catedral também possui um mirante, a 84 metros de altura, subindo 463 degraus (do solo à cruz, são 580 degraus ao todo, mas os turistas têm acesso apenas até o 463º degrau). A altura total chega a 124 metros, somando os 114 metros da construção aos 10 metros da cruz construída no topo, tornando a catedral o maior monumento da América do Sul, 10º maior do mundo. Na parte externa, nos jardins, há um espelho d’água, com fontes luminosas e chafarizes capazes de jorrar água há mais de cinco metros de altura.

Consagrada em 3 de maio de 1981, a catedral ganhou o título de basílica menor a 21 de janeiro de 1982, passando a se chamar Catedral Metropolitana Basílica Menor Nossa Senhora da Glória.

Em abril de 2010, o mirante da catedral foi interditado para reformas estruturais.

Catedral Metropolitana Basílica Menor Nossa Senhora da Glória
Altura: 114 metros + 10 metros da cruz no topo;
Altura livre / Altura do mirante: 84 metros;
Degraus: 580 (os visitantes têm acesso apenas até o 463º degrau)
Diâmetro Externo: 50 metros;
Diâmetro Interno: 38 metros;
Vitrais: 16;
Painéis de Cimento: 36;
Capacidade: 4.700 pessoas;
Endereço: Av. Tiradentes, Centro – Próx. ao Centro de Convivência Renato Celidônio;
Telefone: (44) 3227-1993

Catedral Nossa Senhora da Glória

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