• Relatório aponta festa com álcool, drogas e sexo na UEM

  • Vinícius Carvalho
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Rafael Silva

Segurança patrimonial da UEM reportou caso à direção do curso de Geografia; UEM analisa a denúncia

A Polícia Militar não pode entrar, sem autorização prévia, nas dependências da Universidade Estadual de Maringá (UEM), o que garante ao câmpus uma condição única na geografia urbana.

Enquanto os arredores vivem sob a Lei Seca - que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em estabelecimentos próximos a instituições de ensino superior e no período do vestibular -, a única garantia de que os universitários não estejam usando álcool dentro da universidade é a vigilância civil que faz a guarda patrimonial da UEM.

Os mais audaciosos podem até mesmo achar que o local é seguro para o uso de drogas.

A própria equipe de vigilância interna aponta que abusos são cometidos no interior da instituição.

Um relatório da Divisão de Vigilância Patrimonial, ligada à Diretoria de Serviços e Manutenção (DSM), mostra que em uma festa promovida pelo curso de Geografia no dia 10 de junho deste ano no câmpus houve uso de álcool e drogas pelos acadêmicos e convidados.

Décio Sperandio: "Os responsáveis precisam ser i
dentificados"

O relatório aponta ainda que os jovens chegaram a praticar sexo nas dependências da universidade. Pelo menos mil pessoas participaram do evento.

O diretor da DSM, Ozório Kunio Matsuda, afirma que recebeu o relatório descritivo da festa do dia 10 de junho e tomou as providências que cabiam ao departamento de vigilância.

"Quando acontece um caso como esse mandamos uma cópia do relatório para o departamento responsável. Como vigilantes não temos autonomia para representar contra alunos", relata Matsuda.

Ele afirma que, neste caso, a providência deve ser tomada pelo centro e o departamento específico do curso.

Reitoria

O reitor da UEM, Décio Sperandio, informou que se confirmada, "a denúncia é gravíssima e os responsáveis precisam ser identificados".

"Não fui informado do problema e preciso da denúncia por escrito, para acionar a procuradoria jurídica", comenta Sperandio.

Ele diz que a vigilância interna da UEM está atenta para coibir o uso de drogas e álcool.

"Temos uma equipe treinada, capacitada e um bom relacionamento com a PM. Evidentemente, nos casos em que o patrimônio é ameaçado, recorremos a eles", comenta Sperandio.



O reitor afirma que a equipe de segurança trabalha preventivamente e que um planejamento estratégico da instituição apontou a necessidade de aumento do contingente e modernização dos equipamentos de segurança.

Para o reitor, o problema das drogas deve ser tratado não apenas pelo lado da repressão.

"Não vamos combater esse problema com pancada. Temos um conselho institucional antidrogas que é acionado quando necessário. Essas pessoas precisam passar por um processo de reeducação", analisa.

A equipe multidisciplinar conta com psicólogos, assistentes sociais e integrantes da comunidade que atendem a dependentes dentro e fora da universidade. "A UEM foi premiada nacionalmente por seu projeto com dependentes químicos", ressalta Sperandio.


O que diz
Principais pontos do relatório da Divisão de Vigilância Patrimonial sobre a festa

  • Local: Bloco J-12 (Departamento de Geografia), ao lado do Laboratório de Toxicologia (J01) e próximo ao acesso pela Rua Professor Itamar Orlando Soares.
  • Data: 10 de junho de 2010.
  • Número de pessoas: cerca de mil.
  • Duração: até as 6h de sexta-feira (11 de junho).
  • Situações registradas: uso de álcool (comprovado com fotografias de diversas garrafas, algumas quebradas), drogas e sexo entre os alunos.


Organograma

Diretoria de Serviços e Manutenção (DSM)
Divisão de Copa e Zeladoria
Divisão de Vigilância Patrimonial
Divisão de Conservação do Câmpus
Divisão de Apoio Garagem

Deveres e serviços da Divisão de Vigilância Patrimonial
Achados e perdidos
Atendimento ao público
Atendimento especial
Controle de ambulantes
Controle de bebidas alcoólicas
Controle de blocos e salas
Controle de drogas
Controle de veículos
Disque-denúncia
Solicitação de manutenções
Vigilância patrimonial

Fonte: UEM

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Comentários

1 comentários

  • Rafael Silveira
  • | 21/07/2010 23:34:34
  • Essa pouca-vergonha no Câmpus da UEM já vem há tempos.Ninguém toma providência alguma.Isso é baderneiro puro-sangue,que não tem vergonha e respeito pela comunidade.Esse é o preço da democracia sem ordem,não?Gente assim,é na pancada mesmo.

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