• Advogada contesta versão de ex-marido

  • Roberto Silva
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A advogada Yasmine Fernandes negou que seu ex-marido, o também advogado Claudinei Codonho, de Sarandi, está preso ilegalmente, desde a manhã de domingo, na 9ª Subdivisão Policial (SDP) de Maringá.

Ela classificou a prisão como justa, sob argumentação de que o ex-marido teria descumprido várias ordens judiciais, entre elas, a de se manter afastado dela e da casa onde ela reside numa distância mínima de 500 metros. "Ele foi preso por um oficial de Justiça e policiais militares na porta da minha casa", afirmou.

Em entrevista a O Diário, na segunda-feira, Codonho, que estava em greve de fome, negou que agredia Yasmine. "Na realidade, não houve agressão. O que vem ocorrendo é uma tremenda mentira. Ela vem usando a Lei Maria da Penha e amizade dela no Fórum de Maringá para me ferrar", afirmou ele.

Yasmine diz que Justiça havia proibido ex-marido de se
aproximar dela

Indignada com as afirmações feitas pelo ex-marido, Yasmine apresentou dezenas de documentos ¿ entre cópias de e-mails e mensagens de celular - que, segundo ela, comprovariam as desobediências às ordens do juiz Devanir Manchini, que expediu a ordem de prisão cautelar.

"Ele (Claudinei) faz ameaças constantes contra minha vida e todas as provas estão nas mãos da Justiça, tanto de Maringá como de Sarandi", disse ela.

Ainda de acordo com a advogada, Claudinei jamais poderia ter alegado que não chegou a ser ouvido pelo juiz ou pelo Ministério Público (MP) antes de ter a prisão decretada.

"Até hoje, eu não consegui ser ouvido, não consegui falar com o juiz e com o promotor", afirmou ele. Yasmine diz que em fevereiro ou março, ele participou de uma audiência de advertência, na qual foi orientado a obedecer as ordens judiciais, caso contrário, seria preso. "O juiz não iria mandar prender caso não houvesse provas", disse.

Yasmine diz, ainda, que Claudinei perdeu, temporariamente, o direito de visitar o filho do casal, um menino de dois anos, depois de o Conselho Tutelar comprovar que a criança havia sofrido maus-tratos, como lesões, queimadura e assaduras, durante uma das visitas.

A advogada também desmentiu a versão que ela e Claudinei teriam mantido uma relação extraconjugal por 12 anos. "Mentira dele. Nós namoramos durante oito meses antes de casarmos."

A advogada diz que a situação atingiu um nível crítico, tanto que teme por sua integridade física. "Hoje vivo em cárcere privado. Não saio de casa sozinha. Já chegaram a comparar meu caso com o de Mércia Nakashima. Tenho muito medo das ameaças que venho sofrendo", concluiu.

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