• Empresas vão ter nova disputa

  • Edmundo Pacheco
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Com a decisão da Prefeitura de Maringá, manifestada na última quinta-feira pelo chefe de Gabinete, Leopoldo Fiewski, de não renovar o contrato com a Constroeste ¿ que vence em 2 de janeiro -, começa nos próximos dias um novo embate pelo controle do lixo no município.

Pelo menos duas das quatro empresas que participaram da licitação do ano passado já manifestaram disposição de voltar a disputar o contrato para a destinação final de aproximadamente 300 toneladas diárias de lixo.

Em 2009, o processo de licitação foi longo e tumultuado. Começou em 12 de junho, quando terminou o contrato com a Biopuster (Maringá Lixo Zero), obrigando a prefeitura a abrir uma licitação de emergência, para ter tempo de preparar o processo para a destinação definitiva do lixo, o que ainda não aconteceu.

A primeira empresa a se habilitar a receber o lixo de Maringá, ano passado, foi a paulista Pajoan, agora Ambiental Sul (Ambisul). Com a habilitação da empresa, que tem aterro em Sarandi, começaram, primeiro, os protestos de moradores e autoridades locais contra a ida do lixo maringaense para a cidade vizinha; e depois, uma série de liminares na Justiça.

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A última liminar caiu no dia 29 de setembro, quando o juiz, Siladelfo da Silva autorizou o prosseguimento da licitação. No dia 15 de outubro, finalmente, foi realizado o pregão. A Pajoan venceu, oferecendo o serviço a R$ 54,50 a tonelada.

Dias depois, a Comissão Especial de Licitação da prefeitura desclassificou a Pajoan "por problemas técnicos", que entrou na Justiça e ainda aguarda uma decisão. A segunda colocada, a Biopuster, também foi declarada fora do páreo por "problemas técnicos".

E no dia 20 de novembro, outras duas empresas paulistas, Monte Azul e Constroeste, que haviam apresentado valores iguais ao do estipulado pelo edital, de R$ 68 por tonelada de lixo, enfrentaram-se. A Constroeste venceu e apresentou uma solução surpreendente: levar o lixo de Maringá para as cavas da Pedreira Ingá, o que vem acontecendo.

Agora, as mesmas empresas, aguardam a publicação do novo edital para reiniciar a disputa. Ontem, um representante da Monte Azul confirmou a disposição de voltar a Maringá. Já o diretor da Ambisul, Valdomiro Bueno, foi mais longe.

Ele disse que já está preparado para atender às exigência da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos e que deve inaugurar em Sarandi, nos próximo dias, uma usina de reciclagem. "Perdi a licitação para uma empresa que não cumpriu o contrato e nada aconteceu. Agora estou pronto e vou entrar para vencer", anunciou Bueno.

Os representantes da Biopuster não foram encontrados. A Constroeste manteve o silêncio, mas nos bastidores a informação é de que a empresa também está pronta para continuar atuando em Maringá.

A empresa tem a vantagem de ter um contrato de 2 anos com a Pedreira Ingá e uma licença ambiental que vence em setembro. A prefeitura ainda não informou se o novo edital será publicado já ou deve aguardar a estruturação da nova secretaria de Saneamento, recém-criada, para cuidar do setor.


Em Sarandi
500 toneladas de resíduos por dia será a capacidade da usina de reciclagem da Ambisul.

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