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05/01/2011 às 02:00 - Atualizado em 05/01/2011 às 02:00
Um incêndio destruiu a sala dos professores do Colégio Estadual Tomaz Edson de Andrade Vieira, no Conjunto Borba Gato, zona sul de Maringá.
O fogo começou por volta das 21 horas de27 de dezembro, e consumiu armários e livros, quebrou vidros e inutilizou a rede elétrica. Para a direção, a destruição pode ter sido provocada por alunos. A perícia, que vai determinar as causas do incêndio, ainda não foi feita.
O diretor do colégio, Reginaldo Peixoto, diz ter motivos para desconfiar que o incêndio foi provocado por um grupo de estudantes que foi reprovado.
"Uma professora ouviu comentários de que haveria revanche", relata.
Mas um curto circuito também pode ter sido a causa do incêndio. Um engenheiro elétrico vistoriou o prédio no ano passado e constatou que a fiação estava deteriorada e que precisaria ser substituída.
O diretor afirma que havia pedido recursos à Secretaria de Educação para substituir a rede elétrica, mas o dinheiro não veio. Bancar a reforma com recursos próprios, segundo ele, estava fora de cogitação. E se não havia dinheiro para trocar os fios, muito menos para recuperar a sala dos professores.
"A escola não tem dinheiro agora para a reforma e o pouco que arrecadamos em 2010 já foi investido em consertos". Ele calcula que para recuperar a sala serão necessários cerca de R$ 5 mil.
Frequência
Atitudes de depredação contra a escola são comuns. "Qualquer tipo de repressão que fazemos com alunos e usuários de drogas, podemos esperar que, no dia seguinte, a escola amanhece com vidros e telhas quebradas".
Ano passado, a direção pediu ajuda ao Ministério Público e à polícia para acabar com o tráfico de drogas no entorno da escola. Os traficantes pulavam o muro e batiam nos alunos na saída das aulas. A polícia intensificou a vigilância e os casos sumiram.
05/01/2011 às 02:00 - Atualizado em 05/01/2011 às 02:00
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