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O travesti Leandro Ferreira da Silva, 21 anos, conhecido como "Alessandra", foi encontrado morto, ontem pela manhã, no pátio de um lava-rápido localizado na Avenida Rio de Janeiro, 18, Jardim Panorama, em Sarandi.
Segundo a Polícia Civil, a vítima estava em decúbito ventral (barriga para baixo) e com a calça arriada até os joelhos. A forma inusitada em que o cadáver foi encontrado sugere que Silva estaria mantendo relações sexuais no momento da morte.
Uma perícia realizada no local confirmou que a vítima não apresentava sinais de lesões pelo corpo, mas manchas arroxeadas numa artéria do pescoço e no peito indicavam que ela teria sofrido infarto fulminante.
Um irmão do travesti compareceu no início da tarde na Delegacia de Sarandi e confirmou que Silva fazia ponto na BR-376, imediações de um posto de combustíveis de Sarandi. Ainda segundo o irmão, Silva sofria de disturbios mentais e residia em uma residência localizada no Jardim Cometa, naquela cidade. O familiar fez questão de observar que Silva não tinha inimigos e que desconhecia se ele estava recebendo algum tipo de ameaça.
O superintendente da Polícia Civil de Sarandi, investigador Carlos de Oliveira, confirmou que Silva tinha o hábito de manter relações sexuais no pátio do lava-rápido e disse ter recebido informações de que ele cobrava entre R$ 2 e R$ 10 por um programa amoroso.
Ainda segundo Oliveira, o laudo que confirmará a causa da morte será liberado na tarde de hoje pelo Instituto Médico Legal (IML), de Maringá. O laudo será anexado ao inquérito policial, que será concluído dentro de 30 dias.
Inconformado com a morte do colega, um travesti, que não quis se identificar, denunciou que a categoria é alvo constante de ameaças e ofensas por parte de jovens que passam à noite pelos pontos de prostituição. "Nos xingam e gritam que pessoas como nós tem de sumir ou até ser mortas", afirmou o travesti, inconformado com o preconceito.
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