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O empresário João Noma, 62, recebe nesta sexta-feira o prêmio de Empresário do Ano 2008, em solenidade às 20 horas, no Moinho Vermelho.
O prêmio é concedido anualmente pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), Sindicato dos Lojistas do Comércio e do Comércio Varejista de Maringá (Sivamar), Associação Paranaense de Supermercados (Apras), e Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).
O homenageado é diretor-presidente da fábrica de carretas Noma do Brasil S/A, uma das principais empresas do ramo no Brasil, com exportações para oito países.
Ele também é dono da concessionária Noma Motors (representante Toyota), da empresa de táxi aéreo Santa Bárbara, tem participação na concessionária Via Verdi, além de investimentos na área de melhoria genética animal. E diz que ainda está na metade do caminho.
Entre os sonhos do empresário, está dobrar o número de funcionários, reunindo dois mil trabalhadores em suas empresas.
A história de sucesso de Noma começou nos anos 60, quando convenceu o pai a deixá-lo, então com 16 anos, montar uma oficina no moinho de fubá da família, na Rua Guarani, Zona 4, em Maringá. O pai aceitou, porque tinha perdido, alguns anos antes, a esperança de ver o filho virar ¿doutor¿.
Apesar de toda a importância dada pelos imigrantes japoneses à educação dos filhos, Noma fugia à regra e chegava a ser trancado no quarto para estudar - castigo que não surtia o efeito desejado porque, ao invés de abrir os livros, Noma pulava a janela.
Aos 14 anos, o empresário virou eletricista de caminhões e motores na oficina de um amigo do pai.
Os pais ajudaram o jovem Noma a pagar o torno e a solda. Dona Takoko, mãe do menino, tinha que atravessar a noite costurando para ajudar a pagar os equipamentos adquiridos para a oficina.
O garoto não parava quieto: enquanto não estava embaixo de um caminhão, fazia serviços elétricos em residências e trocava fundos de panelas. Noma revela que nunca pensou pequeno: desde jovem, sonhava em ter uma indústria.
A oficina aberta pelo menino ampliou os serviços e contratando funcionários. Nos anos 70 a empresa foi transferida para um terreno na Avenida Colombo.
A fábrica produzia naquela época cerca de trinta truques por mês (o 3º eixo do caminhão). E depois começou a montar caçambas basculantes sobre chassis.
A empresa não parava de crescer, com Noma viajando de ônibus ou em seu Fuscão 1.500 laranja, para oferecer os truques em Curitiba.
Em 1975, a empresa foi transferida para outro terreno, mais amplo, onde está até hoje.
¿Quero viver até os 120 anos¿, diz o empresário, que nunca pensou em desistir.
Confira a lista dos Empresários do Ano
1999 - Wilson de Matos Silva (Cesumar)
2000 - Benito Finco (Color Finco)
2001 - Luiz Lourenço (Cocamar)
2002 - Franklin Viera da Silva (O Diário do Norte do Paraná)
2003 - Ágide Meneguetti (Usina Santa Terezinha)
2004 - Édson Recco (Recco e Recco)
2005 - Massayoshi Siraichi (Grupo ATDL)
2006 - Marcos Aurélio Falleiro (Grupo M.A. Falleiros)
2007 - Durval Francisco dos Santos Filho (Unimed)
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