• 22/12/2008 às 20:20
  • Drogado mantinha menina amarrada na beira de rio

  • Redação
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  • Inconformado com o fim do relacionamento amoroso que durou sete meses, o catador de materiais recicláveis Alexandre Cruz Pinto, 20 anos, manteve a adolescente M. M. L., 16, em cárcere privado por três dias em um abrigo improvisado, ao relento, à beira do córrego que corta o bairro Vale Azul, no limite de Maringá e Sarandi, mesmo bairro onde moram.Ele foi preso ontem, junto com a mãe, Hélia da Cruz Pinto,suspeita de favorecimento.

    Ontem à tarde, um casal de pescadores de Sarandi encontrou os dois jovens e informou familiares e policiais sobre o local do cativeiro, depois de tentar convencer o seqüestrador a libertar a garota, sem sucesso. Pelas informações que a mãe da garota recebeu do casal, Alexandre teria dito que só deixaria M. sair de perto dele se estivesse morto.

    O casal de adolescentes morou junto durante sete meses e estava separado há cerca de 45 dias. Abatida e chorando, M. comentou que a relação começou a ficar difícil a partir do segundo mês. Usuário de drogas, o jovem passou a apresentar comportamento agressivo. ¿Ele mentia muito e dizia que ia me matar se eu saísse de casa¿, disse ela. A ameaça de morte incluía os três irmãos e as cinco irmãs de M.

    Na sexta-feira, por volta das 16h, o garoto foi até a casa de M. pedir a ela que o ajudasse a levar um aparelho de som, que estava com ela, até a casa dele. Os dois foram acompanhados por uma das irmãs dela. Ao chegarem, o jovem se trancou em casa com a garota e esperou até cair a noite para seqüestrá-la. Eles foram seguidos até as 22 horas pela irmã, que desistiu ao ser ameaçada de morte pelo seqüestrador. A polícia foi comunicada no mesmo dia.

    As buscas em Maringá e Sarandi começaram na manhã de sábado. De acordo com M., Alexandre a mantinha amarrada toda vez que saía para buscar comida na casa da mãe dele, o que fazia de madrugada. Ela afirma que não sofreu agressões físicas durante o cativeiro e que gostaria que nada de mal acontecesse com o ex-namorado. ¿Não tenho medo, tenho muita pena. Ele é uma boa pessoa, mas tem alguma coisa dominando o cérebro dele.¿

    O tenente Luciano Mazeto, do 4º Batalhão da Polícia Militar de Maringá informa que, no momento da abordagem policial, o jovem ofereceu reação mas foi logo contido.

    ¿Ele usou a adolescente como escudo e ameaçou matá-la caso os policiais se aproximassem, mas na conversa constatou-se que o acusado não estava portando arma e então o renderam¿, disse Mazeto.

    Até o fechamento da edição, Alexandre e sua mãe estavam sendo interrogados na Delegacia de Polícia Civil de Sarandi.

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