• 22/07/2009 às 02:00
  • A Disney que aguarde

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  • A animação brasileira vive um bom momento, com, em média, um longa por ano. A avaliação é do cineasta curitibano Paulo Munhoz, diretor dos longa-metragens em animação ¿Brichos¿ e ¿Belowars¿. ¿Brichos¿, por exemplo, lançado em 2006, exibido no cinema comercial e, ainda hoje, circula em festivais e cinemas itinerantes.

    Munhoz conta que, na história do cinema nacional, foram produzidos milhares de longas de ficção, mas apenas 21 longas em animação, dois de sua autoria. ¿Hoje temos pessoas querendo fazer, tecnologia disponível, demanda de público e estamos conseguindo fazer quase um longa por ano.

    Ganhamos um dinamismo muito grande e atraimos o público. `O Grilo feliz¿ (já exibido em Maringá), por exemplo, foi visto por 500 mil pessoas, que é um bom número para um filme brasileiro¿, diz.

    O cineasta lembra que o Paraná tem vocação para a animação e que o Estado foi um dos primeiros a fazer animação, com produções em stop motion dos irmãos Wagner.

    Entretanto, outros Estados desenvolveram núcleos de forma mais rápida devido ao apoio governamental. ¿Agora que se o governo quer investir em animação, é importante que chegue a várias regiões do país¿.

    Um dos fatores que impulsionou esse desenvolvimento foi a tecnologia. Hoje é mais fácil conseguir os softwares necessários para fazer uma animação e a internet é um bom canal de divulgação. ¿Isso quebrou a impossibilidade de fazer filmes. Hoje a internet viabiliza expor suas ideias para o mundo¿.


    ¿Belowars¿

    Mais recente longa dirigido por Munhoz, ¿Belowars¿ venceu o Troféu Cunha de Aço do 6º Festival de Cinema de Maringá na categoria Melhor Música. No ano passado, o filme foi classificado para o 5º Festival Internacional de Animação e Artes Digitais da China e foi o único longa metragem no Anima Mundi de 2008.

    O filme é uma livre adaptação do livro infanto-juvenil "Guerra dentro da gente" do escritor e poeta curitibano Paulo Leminski. A animação é um desenho animado clássico, mas sem diálogos. ¿Eu inventei uma língua para os personagens. As pessoas entendem o sentido do que eles dizem pela expressão, pelo gestual e a circunstância¿, diz o diretor.

    Como se trata de uma produção de baixo orçamento (R$ 250 mil), Munhoz ainda estuda se vai lançá-lo comercialmente nos cinemas ou direto em DVD. Seja qual for a decisão, ela sai em 2010.

    Para 2011, Munhoz pretende lançar ¿Brichos 2- A Floresta é nossa¿, seu 3º longa em animação, com um orçamento de aproximadamente R$ 1,5 milhão. O filme está em fase de produção.

    ¿Também estou estudando a transmissão de `Belowars¿ através de TVs. Já tive algumas propostas de emissoras, mas antes quero que ele circulo no circuito de festivais e em DVD¿, diz.

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