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Por tentar evitar que um terreno vazio ao lado de suas casas seja transformado em um lixão a céu aberto, moradores do Jardim Tropical, em Sarandi, estão sendo ameaçados de morte. Homens que foram impedidos de fazer o descarte teriam voltado nos dias seguintes e deixado o recado que mataria os responsáveis pela proibição.
O desentendimento ocorreu no último sábado, quando dois homens em uma Kombi faziam o descarte de restos de madeira, serragem, cola e latas de verniz.
A vizinhança, que já estava irritada com a transformação do terreno em depósito de lixo, foi pedir aos rapazes para que não deixasse o material na área.
Eles teriam dito que iam tocar fogo no lixo, o que irritou ainda mais os vizinhos. Os moradores dizem que estão sendo prejudicados pela fumaça de tantas fogueiras no local. A conversa virou discussão, que evoluiu para agressão física. Os dois rapazes acabaram não deixando o lixo, mas teriam dito que voltariam para se vingar.
Segundo a vizinhança, realmente voltaram nos dias seguintes, deram cavalos-de-pau com carro na frente das casas, procuraram por pessoas e teriam dito que voltariam para atitar contra as pessoas com quem tinham brigado no sábado.
Os moradores, que não querem seus nomes divulgados, vão denunciar a ameaça à polícia. ¿Somos pais de família e estamos defendendo o nosso direito de morar em um lugar digno. E não podemos ter nossas vidas ameaçadas por isso¿, disse um dos moradores ameaçados.
Lixo
A formação de lixões a céu aberto em terrenos baldios de Sarandi se intensificou desde que a destinação do lixo do município passou a ser feita por um aterro particular, que tem licença somente para lixo doméstico.
Os restos de materiais de construção devem ser depositados em aterros particulares de Maringá, mas para evitar gastos, pessoas e empresas procuram descartar resíduos de todos os tipos em terrenos afastados.
De acordo com os vizinhos, quase toda a área no Jardim Tropical, que antes era usada para o plantio de soja, foi tomada por restos de construção, madeira, pneus, sofás, galhadas e animais mortos.
Os moradores dizem que muitas pessoas que chegam com caminhões, caminhonetes e carroças para descartar lixo são de Maringá. Além de comprometer o terreno, o novo lixão virou foco de insetos e roedores, além de exalar forte mau cheiro.
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente foi informada e notificou a proprietária da área, uma loteadora de Maringá, que se comprometeu em limpar o terreno, implantar um loteamento e iniciar a abertura de ruas ainda neste mês.
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