O veterano jornalista curitibano Ayrton Barbosa deixa claro que seu primeiro livro, ¿Quase só jornal¿, que será lançado nesta sexta-feira (27) em Curitiba, não é uma biografia. ¿Minha vida toda foi mais jornal do que qualquer outra coisa, isso explica o título do livro¿, disse, em entrevista por telefone de Curitiba.
¿São coisas que eu vivi no jornalismo e que eu coloquei no livro como memórias. São lembranças curtas do que eu vivi e do que presenciei. A gente fixa certas ocorrências para recordar os bons tempos, homenagear velhos companheiros - muitos dos quais não estão mais aqui - e para deixar algo para as novas gerações.¿
Figura histórica do jornalismo paranaense, Ayrton Baptista começou sua carreira como repórter do Diário do Paraná, em 1955. Participou da primeira equipe de reportagem do histórico jornal paranaense, tendo iniciado sua atuação profissional como repórter de Educação. Em pouco tempo, foi escalado para a editoria de Política do jornal.
Foi, depois, secretário de Imprensa nos governos Leon Peres e Parigot de Souza, de 1971 a 1973, e como líder sindical participou ativamente do processo da regulamentação profissional de jornalista. Em pouco tempo, foi escalado para a editoria de Política do jornal.
Como líder sindical, Baptista participou ativamente do processo da regulamentação profissional de jornalista.
Nestes mais meio século de jornalismo, Baptista acumulou muitas histórias e lembranças em sua carreira profissional, mas nunca pensou antes em transformá-las em um livro. ¿Eu não tinha intenção de publicar, foram meus companheiros que me pressionavam para contar e publicar essas histórias¿, disse.
Jânio
Entre as crônicas jornalísticas escritas por Baptista, várias abordam a história do Brasil e do Paraná dos anos 50 aos 80. Entre os fatos retratados no livro estão a renúncia do presidente Jânio Quadros.
Naquela época, o jornalista estava em Brasília e pode testemunhar toda o clima e repercussão que envolveu a renúncia de Jânio. Outro fato descrito no livro foi um acidente de avião acontecido em Curitiba em 1958 e que resultou na morte do vice-presidente da República e do governador de Santa Catarina.
¿Naquele incidente, pela dificuldade de comunicação que existia na época, eu fiquei 36 horas sem sair da redação do Diário do Paraná para poder coordenar toda a apuração e transmissão de informações¿, lembra o veterano jornalista e estreante em livro.
Em Curitiba
¿Quase só um jornal¿, de Ayrton Baptista. Lançamento hoje, às 19h, no Espaço Cultural BRDE (Avenida João Gualberto, 570, Curitiba).
O livro custa R$ 40 e será vendido nas Livrarias Curitiba
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