• 08/01/2010 às 19:01
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  • Atualizado em 08/01/2010 às 19:02
  • No segundo homicídio do ano, ex-presidiário é morto a tiros no Jardim Copacabana

  • Roberto Silva
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  • Dono de uma extensa ficha criminal, o ex-presidiário Rodrigo José dos Santos, 22 anos, o ¿Diguinho¿, foi morto a tiros, na tarde desta sexta-feira (8), no Jardim Copacabana, zona norte de Maringá. Foi o segundo homicídio registrado neste ano na cidade e em ambos os casos os autores não foram identificados pela polícia. O assassinato aconteceu por volta das 15 horas no quintal de uma obra inacabada localizada na Rua Pioneiro Pedro Gabriel dos Santos, ao lado do número 1.422. Paralisada há mais de um ano, a construção serve de abrigo para andarilhos e como ponto de encontro de usuários de entorpecentes.

    Informações apuradas pela reportagem dão conta que Santos ¿ que era viciado em drogas ¿ teria ido ao local acompanhado de dois rapazes, que estavam de bicicletas. Por motivos ainda desconhecidos, eles teriam se desentendido no momento em que consumiam pedras de crack e Santos acabou sendo alvejado com tiros nos braços, perna direita, tórax e cabeça.

    A posição do corpo, que estava em meio a uma touceira de capim, indica que a vítima tentou escapar do atirador, mas caiu após ser atingida pelos primeiros disparos. O atirador, então, aproximou-se e desferiu mais um tiro de misericórdia, na cabeça. Temendo complicações, vizinhos recusaram dar informações à Polícia Civil.

    Em entrevista a O Diário, Viviane Rodrigues dos Santos, 26 anos, irmã da vítima, contou que estava junto com Santos, em sua casa, no Parque das Bandeiras, quando saiu para ir a um telefone publico. ¿Quando voltei, me contaram que ele havia sido assassinado¿, disse ela, sem saber informar quem seriam os rapazes que foram vistos saindo com seu irmão momentos antes.

    Bastante abalada com o crime e chorando sem parar, Viviane contou ser a quarta tragédia que se abate sobre sua família num período de 12 anos. Na primeira vez, o pai foi morto a facadas em uma briga de bar no mesmo bairro. A mãe, uma exemplar dona de casa, morreu há sete anos, após ser atingida por uma bala perdida. No caso mais recente, um tio ¿ com o qual divide a residência ¿ está infectado pelo HIV e com tuberculose em estado avançado. ¿É muita tragédia para uma pessoa só. Por que isso está acontecendo na minha família?¿, questionava ela, sem parar.

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