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Um mistério envolve a identificação de um cadáver encontrado, na quinta-feira (4), em uma mata localizada nos fundos do bairro Cidade Jardim, em Maringá. De um lado, uma família reconheceu o corpo como sendo de uma moradora da Vila Esperança, que está desaparecida desde o dia 10 de janeiro. De outro, um argentino acredita que o corpo é de uma amiga, também argentina, que está desaparecida desde o dia 1º de fevereiro.
O corpo foi sepultado na tarde de sábado e somente um exame genético poderá confirmar a verdadeira identidade da vítima, que foi morta a pancadas. Foi o sexto homicídio do ano em Maringá.
Veja no mapa onde ocorreram os homicídios.
O primeiro reconhecimento foi feito na manhã de sábado pela dona de casa Inez Pereira Pardim, 53 anos, e seu marido, Roberto Ramos, 63 anos, residentes na Vila Esperança. Eles compareceram no Instituto Médico Legal (IML) e não tiveram dúvidas em identificar o cadáver, já em adiantado estado de decomposição, através de duas cicratizes ¿ pé esquerdo e braço direito ¿ como sendo da filha, Eny Aparecida Alves, 31 anos.
Uma nora e uma amiga do casal confirmaram o reconhecimento. Posteriormente, eles também identificaram uma presilha de cabelo e um par de sapatilhas estampada encontradas próximo ao corpo. A família contou que Eny era usuária de crack e, apesar de ter quatro filhos ¿ dois casais com idades entre 8 e 15 anos ¿ tinha o hábito de sumir de casa por vários dias sem dar notícias de seu paradeiro.
Ainda segundo eles, na última vez que manteve contato com uma irmã ¿ também usuária de crack ¿ Eny teria dito que estava indo buscar droga para uma quadrilha, provavelmente o mesmo grupo que a teria ameaçado de morte junto com a irmã, de 28 anos de idade. A família acrescentou que Eny frequentava a mata, onde o corpo foi encontrado, para fumar crack.
Na tarde desta segunda-feira (8), o argentino Luiz Antonio Issis, 45 anos, compareceu à delegacia e reconheceu as sapatilhas, um par de óculos de sol e uma chave como sendo de sua amiga Ana Maria Saez Frontini, 39 anos, de Tucumã (Argentina), que sumiu no início do mês. Issis não viu o corpo, mas disse acreditar tratar-se de Ana, que residia em seu apartamento, na Avenida Américo Belay, a 200 metros da mata.
¿Liguei no celular dela e um homem atendeu, querendo saber se eu queria comprar o aparelho. Quando disse que o aparelho era de uma amiga que está desaparecida, ele desligou¿, contou ele, convencido de que o corpo é mesmo da amiga.
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