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Até o final da tarde desta terça-feira (9), a Polícia Civil de Maringá ainda não havia conseguido identificar o ladrão que invadiu a residência do prefeito Silvio Barros (PP) no final da tarde de segunda-feira (8). Foi a terceira autoridade importante da cidade vitimada por ladrões num período de três meses. Entre janeiro e fevereiro deste ano ¿ de acordo com levantamento feito com exclusividade por O Diário ¿ 227 maringaenses tiveram suas casas invadidas por ladrões e 99% das vítimas ainda aguardam a elucidação dos crimes, bem como a recuperação dos objetos furtados.
De acordo com a polícia, o furto na casa do prefeito aconteceu no final da tarde de segunda-feira (8) na Rua Men de Sá, Zona 2, tradicional bairro de classe média alta de Maringá. Provavelmente utilizando uma ¿micha¿ (chave adaptada), o ladrão teria aberto o portão social e entrado na sala, cuja porta estava aberta. Agindo com naturalidade, o ladrão seguiu direto para o quarto do prefeito. De acordo com a polícia, apenas uma empregada e o filho do prefeito, de 10 anos de idade, estavam em outro cômodo da residência, mas não teriam presenciado a invasão.
Numa ação rápida, o ladrão vasculhou o guarda-roupa, espalhando caixas e roupas sobre cama. Após arrecadar algumas joias, como correntes e pulseiras, ele deixou a casa, seguindo o mesmo trajeto de entrada. Neste momento, ele teria sido visto pela empregada e pela criança, que não teriam suspeitado de uma ação criminosa, uma vez que a residência é comumente frequentada por políticos e assessores. O furto só teria sido percebido após a chegada, minutos depois, da primeira-dama, Bernadete Barros, que deparou com o quarto todo revirado. Um relógio e um colar de pérolas foram encontrados debaixo da cama.
Foi a segunda residência situada na mesma rua invadida num período de dois meses. Em janeiro passado, aproveitando de um portão esquecido aberto, ladrão entrou no quintal da residência do arcebispo metropolitano Dom Anuar Battisti, e furtou um notebook, um palmtop, várias canetas de brindes e um crucifixo que estavam dentro de um veículo, também com as portas destravadas. A Polícia Civil fez buscas em vários bairros da cidade, mas o ladrão não foi identificado, nem os objetos recuperados.
Em dezembro passado, ladrões arrombaram o escritório político do deputado estadual Wilson Quinteiro (PSB), localizado na Praça Regente Feijó, Vila Operária, e furtaram três CPUs, três monitores, uma impressora multifuncional à jato de tinta e uma fechadura. O furto foi registrado pela Polícia Militar, mas o boletim de ocorrência (BO) só foi baixado no sistema de informatização da Secretaria de Segurança no dia 6 de janeiro, o que atrapalhou as investigações.
Outra vítima de ladrões foi a jornalista Paula Maria Pereira Raccanelo, que teve sua residência, localizada no Jardim Novo Horizonte, arrombada na noite de 4 de fevereiro passado. Aproveitando a ausência dos moradores, os ladrões furtaram dois televisores, três videogames, um computador completo (incluindo o monitor em LCD), dois aparelhos codificadores de TV a cabo, três mochilas, calçados e bolas. Um dos ladrões foi preso por volta de 1 hora da madrugada, pela Polícia Militar, após descarregar um dos televisores em uma casa do Jardim Santa Felicidade. Ele contou que o restante dos objetos estava com um comparsa, não identificado pela polícia.
Levantamento feito por O Diário revela que quatro residências são arrombadas diariamente em Maringá. O número pode ser bem maior, mas muitas vítimas, por falta de tempo ou por saberem que dificilmente terão os objetos recuperados, sequer acionam a polícia.
O chefe da Seção de Furtos e Roubos, investigador João Osmar Evarini, explica que a lei prevê pena que varia entre 1 e 8 anos de reclusão para pessoas acusadas de furto simples ou qualificado. No entanto, segundo o policial, ¿é raro deparar com um ladrão, mesmo que reincidente, condenado a pena máxima e mesmo que isso ocorra, a lei prevê benefícios que logo colocam o marginal de volta na rua¿.
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