• Usina produzirá álcool de mandioca

Associação entre grupo empresarial japonês e o empresário José Pedro da Silva Filho viabiliza investimento de US$ 4 milhões na construção em Pernambuco de usina para a produção de álcool de mandioca. Esta pode ser a primeira de uma série de plantas industriais que transformam a raiz em álcool.

Silva Filho conta que, quando criança, ouvia do pai, que foi cortador de cana, muitas informações a respeito dos resíduos gerados pela industrialização da mandioca. Aos 18 anos de idade iniciou testes de produção de álcool a partir do processamento de milho, batata-doce e mandioca.

"Foi com a mandioca que obtive os melhores resultados. Comecei a pesquisar o assunto, e agora, aos 43 anos, inicio investimentos nesta planta, da qual aproveitaremos da raiz às folhas, explorando todo seu potencial produtivo", conta o empresário.

O processo de purificação do álcool de mandioca é mais fácil que o do álcool de cana. O empresário explica que no processo de refino e neutralização do álcool, todas as impurezas são eliminadas, tornando o produto inodoro e insípido. "Quanto mais neutro, menos perceptível se torna a diferença entre o álcool obtido de cereal, de cana ou de mandioca", observa.

Para o diretor do Centro de Raízes e Amidos Tropicais, o químico industrial Cláudio Cabello, que há mais de 20 anos realiza pesquisas com mandioca, a exploração da mandioca para produção de álcool é uma alternativa para a diversificação e a quebra do monopólio da cana na produção de álcool.

Em sua análise, a cana conquistou mais espaço que a mandioca por ter recebido mais investimentos em pesquisas de variedades voltadas à industrialização.


Investidores

A mandioca não ganhou esta mesma atenção do governo, segundo ele, mas também evoluiu em produção e processamento, a partir da aposta feita por pesquisadores e investidores na área.

Segundo Cabello as destilarias de mandioca, de pequeno e médio porte, são viáveis hoje no Brasil, ao contrário da cana, que requer investimentos muito maiores. Ele estima que o custo para instalar uma destilaria de mandioca com capacidade para produzir duzentos mil litros/dia de álcool é de R$ 6 milhões.

Num comparativo entre a produção de álcool de mandioca e da cana-de-açúcar ele estima que para se construir uma usina de álcool de cana-de-açúcar, com capacidade de moagem anual de um milhão de toneladas de cana, faz-se um investimento na ordem de R$ 130 milhões a R$ 140 milhões, se incluído neste valor o parque industrial e a parte agrícola.

Esta moagem ocorre num período de seis a sete meses por ano, com produção estimada de 85 milhões de litros de álcool, necessitando-se de área agrícola de cerca de 13 mil hectares de terra, considerando-se produtividade, média, de 77 toneladas por hectare.

Para se construir uma usina de álcool de mandioca com capacidade de moagem anual de 300 mil toneladas de mandioca é necessário investimento na ordem de R$ 25 milhões, incluindo-se neste valor o parque industrial, de, aproximadamente, R$ 20 milhões, e mais R$ 5 milhões no plantio de mandioca, no sistema de parceria com contrato, plantando-se variedades adequadas, para serem colhidas em épocas diferentes do ano.

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