• Limão amplia área na região

  • Cleber França
Apesar da falta de mercado a produção de limão está crescendo na região de Maringá e desponta como alternativa para os produtores que pretendem diversificar a produçãoa grícola. Hoje, com o preço cotado em R$ 30 para a caixa de 25 kg.

Para melhorar o rendimento das lavouras de limão, os técnicos da Emater aconselham que seja feita a derrubada da florada, mudando o ciclo de produtividade do limoeiro.

?Esse processo pode ser feito de forma química na adubação ou pela pulverização de produtos?, ressalta, José Odair Mazia, técnico da Emater. Com essa mudança, a fruta pode ser vendida no período de entressafra e obter melhor preço.

Kazuo Fugita, 70 e o filho Carlos cultivam cerca de 500 pés de limão na propriedade da família que fica entre Maringá e Iguatemi. Ele relata que das duas mil caixas colhidas, cerca de mil não chegam a ser comercializadas em função das perdas.

Antonio Rodante, produtor de limão em Mandaguaçu, tem aproximadamente 500 pés de limão. Ele diz que a comercialização é complicada por faltar industrias que comprem o produto.

?Mesmo com o mercado difícil consegui colocar toda minha produção nos mercados, sacolões e na feira do produtor?, conta . Ele obtém produção média de 120 kg por planta.

O limoeiro flora três vezes por ano, uma na safra e duas temporãs. De março a junho acontece a principal colheita. Segundo dados da Emater, na região de Maringá são plantados 20 hectares de limão, com rendimento de 16.135 kg por hectare. Na região noroeste são plantados 118 hectares, com produção média de 13 mil kg por hectare.

O limão galego e o limão rosa estão proibidos no Paraná. A lima ácida, ou limão Taiti é a única variedade liberada e cobre cerca de 600 hectares no Paraná. Na região, a procura pelo plantio da fruta ainda é tímida.

Segundo dados Departamento de Economia Rural (Deral), a produção em Maringá e Paranavaí está estabilizada e representa 8% do total do Estado. A região de Londrina é considerada a maior produtora, com aproximadamente 21%, seguida por jacarezinho com 19%, Francisco Beltrão com 16% e Umuarama com 10%.

José Gilberto Pratinha, proprietário do viveiro Pratinha, em Atalaia, diz que a venda das mudas está crescendo na região. Segundo ele, os municípios que mais compram são Marialva, Sabáudia, Astorga, Nova Esperança, Paranavaí, Alto Paraná, entre outros, com destaque para Santa Isabel do Ivaí.

Ele vende cinco mil mudas de limão por mês. Cada muda produzida em estufa é comercializada por R$ 4 e a tradicional, por R$ 3,20. Em cada hectare são plantados 480 pés, com espaçamento de 6 x 8 entre ruas.

Pratinha afirma que as pragas mais comuns nos limoeiros são o Acaro Branco e o Acaro Porpúrico, ambos facilmente controlados com defensivos.

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