• Reinaguaração de farmácia tem exposição de veículos sucateados

  • Luiz de Carvalho
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Fagner Souza

Prefeito chamou a atenção da comunidade para mostrar como encontrou a frota da Secretaria da Saúde


Ambulâncias e outros veículos pertencentes à Secretaria Municipal de Saúde de Sarandi chamaram a atenção de quem trafegava na manhã de ontem pela Avenida Londrina, no Centro da cidade.

Parte da frota ficou estacionada em frente à Farmácia Popular da Brasil, durante a reinauguração do prédio, onze meses após ter fechado as portas. Nenhum dos veículos expostos tinha condições de uso e alguns para chegar ao local da "exposição" foram rebocados.

O prefeito de Sarandi, Carlos Alberto de Paula Júnior (PDT), disse que colocou todos os carros em plena avenida para que a população da cidade soubesse como ele encontrou a Secretaria de Saúde, há três meses, quando assumiu a Prefeitura após a cassação do mandato do prefeito Milton Martini (PP).

Segundo ele, a secretaria foi relegada a um segundo ou terceiro plano ao longo das últimas administrações municipais e o fechamento da farmácia e a situação da frota de veículos era um retrato claro de como a área da Saúde foi tratada pelos antecessores. "Algumas ambulâncias estão há mais de cinco anos paradas no pátio por falta de peças", destacou.

O prefeito ressaltou ainda que o problema atinge também as demais unidades de saúde pública, como o Pronto-Atendimento e os postos de saúde, a ponto de um aparelho de Raios-X, que deveria estar há anos servindo à população, acabou sendo levado para outro município, porque nem sequer chegou a ser instalado em Sarandi.

"Nem saiu da caixa e, por isso, a prefeitura gasta uma média de R$ 17 mil por mês pagando Raios-X em clínicas particulares", enfatizou.

A Farmácia Popular foi fechada na administração anterior por falta de pessoal e de medicamentos e com a reabertura vai fornecer todos os medicamentos considerados essenciais para o tratamento de doenças com maior ocorrência, como hipertensão, diabetes, úlcera gástrica, depressão, asma, infecções e verminoses.

O valor dos medicamentos nas farmácias do governo pode ser de 60% a 80% menor do que nas demais farmácias por causa da isenção de tributos.

 

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