• Encontro debate onda de violência na cidade

  • Especial para O Diário Marta Ortega
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As polícias Civil e Militar de Sarandi trabalham em conjunto para combater a criminalidade no município. Há uma semana, uma equipe formada pelos dois setores faz rondas ostensivas para evitar furtos e roubos ao comércio.

A onda de insegurança foi o assunto de reunião, ontem à noite, no Auditório da Associação Comercial e Empresarial (Acis). Participaram o prefeito, comerciantes, representantes de associações de bairros e do setor de segurança.

A principal reclamação dos comerciantes é a frequênca com que ocorre pequenos furtos e roubos. O problema, segundo o delegado-chefe, José Maurício de Lima Filho, está ligado ao consumo e ao tráfico de drogas. "São jovens que cometem os crimes para comprar e consumir a droga".

Prefeito, empresários e representantes das polícias
buscam uma solução

Para o comandante do 2º Pelotão da PM, Joel Guerreiro Martin, além de leis mais severas, o combate precisa ser feito de forma abrangente, com programas sociais para evitar que os jovens entrem para o mundo do crime. "Os jovens precisam ser recuperados enquanto estão detidos".

Entre as soluções apresentadas para combater a criminalidade, está a implantação da Companhia da PM na cidade, já aprovada pelo atual governo. Hoje, Sarandi tem apenas um Pelotão com trinta policiais militares e cinco viaturas, das quais apenas duas são utilizadas para ronda.

O município com mais de 100 mil habitantes já comporta a estrutura com uma média de 74 policiais.

Para o presidente da Acis, Orfeu Valdecir Casagrande, a maior preocupação é com a chegada do fim do ano, período em que aumenta a incidência de crimes. "O movimento no comércio aumenta muito, a quantidade de pessoas também".

Para garantir a segurança, enquanto não há efetivo suficiente, alguns comerciantes se unem para pagar segurança particular. São policiais à paisana, que ficam na frente das lojas, durante todo o horário comercial.

"Não temos outra alternativa, senão garantir nossa própria segurança, dos funcionários e dos clientes", afirma o comerciante, Adilson Izepe, dono de uma loja de calçados na cidade. Só este ano, Sarandi registrou 29 homicídios. São nove homicídios a mais do que no ano passado. Dos 29 casos, 17 envolviam adolescentes.

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