• Polêmica na eleição da Mesa Diretora da Câmara

  • Luiz de Carvalho
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Eunildo Zanchim, em pé atrás de Bianco, reclama da

interrupção

A sessão extraordinária convocada para a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Sarandi para o próximo biênio, na quarta-feira, foi suspensa sem que todos os vereadores tivessem votado, depois de muita exaltação, murros na mesa e ofensas.

O presidente Cilas de Souza Morais (DEM), que concorria à reeleição, convocou nova sessão para a sexta-feira da próxima semana, para dar continuidade à votação, mas os membros da outra chapa pretendem entrar na Justiça para garantir a validade da sessão interrompida.

Até o início do tumulto, tinham votado nove dos dez vereadores e, baseando-se na declaração dos próprios legisladores, pode-se contar quatro votos para o candidato Rafael Pszybilski, o Rafael do Povão (PP), três para Cilas Morais e dois para o petista Aparecido Bianco. Morais ainda não tinha votado.

 

Reviravolta

A eleição parecia decidida antes de começar, com Morais contando cinco votos ao favor dele e o até então adversário, Luiz Carlos Aguiar (PPS), teria quatro. Bianco, a exemplo do que ocorreu na eleição anterior, anunciara que anularia o voto, porém, na última hora, apresentou-se como candidato e acabou puxando o voto do colega de partido Reginaldo Alves dos Santos, que era contado como voto de Morais.

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Com a mudança de lado de Reginaldo, Aguiar e Morais ficariam empatados com quatro votos cada um.

O grupo de Aguiar, candidato apoiado pelo prefeito Carlos Alberto de Paula Júnior (PDT), entendeu que o empate daria vantagem ao atual presidente, que venceria pelo critério de idade, previsto no Regimento Interno da Câmara, e decidiu substituir o candidato por outro aliado com mais idade. A preferência foi pelo ex-presidente Rafael do Povão.

A previsão de derrota da chapa do atual presidente revoltou os aliados dele e a sessão se transformou em tumulto, com vereadores aos gritos, dando murros nas mesas e xingando adversários.

O presidente Cilas Morais disse ontem a O Diário que suspendeu a sessão por causa do tumulto e não porque a chapa dele seria derrotada. "Não havia clima para continuarmos a sessão, onde ainda faltava o meu voto, a apuração e a eleição das comissões permanentes para o próximo biênio", explicou.

Segundo ele, foi feita a convocação de nova sessão especial no dia 26, às 14 horas, "quando todos já estaremos tranquilos e com cabeça para terminar a eleição e escolher as comissões".

 

A chapa que reivindica a vitória

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