• Em duas semanas, dois morrem incendiados

  • Roberto Silva
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Vítima de um ataque a fogo provocado pela própria esposa, Jordão Ferreira da Silva, 26 anos, morreu, ontem pela manhã, no Hospital Metropolitano de Sarandi. Silva foi a segunda pessoa morta em circunstância semelhante em um intervalo de pouco mais de duas semanas, no município. No início do mês, Luciane da Silva, 33 anos, teve o corpo incendiado pela sobrinha. Ela morreu dez dias depois.

O primeiro caso ocorreu na tarde do dia primeiro de novembro nos fundos de uma residência situada na Rua das Orquídeas, Jardim Verão. Usuária de crack, Gislaine Rodrigues de Oliveira, 23 anos, enfureceu-se depois de saber que os tios, Márcio Aparecido Rodrigues de Oliveira, 36, e Luciene da Silva, 33, haviam ateado fogo nas roupas dela. Os tios acusavam Gislaine de furtar R$ 110,00 da residência e resolveram se vingar destruindo os poucos pertences da jovem.

Inconformada com a situação, Gislaine foi a um posto de combustível e comprou R$ 2,00 em álcool. De volta à casa, ela se preparava para queimar as roupas dos tios quando foi surpreendida por Luciene, que tentou impedi-la. Após uma breve troca de ofensas e ameaças, Gislaine encharcou o corpo da tia com álcool e ateou fogo.

 

Gislaine encharcou o corpo da tia com álcool e ateou fogo

Socorrida pelo Siate, Luciene foi encaminhada ao Hospital Metropolitano com queimaduras de terceiro grau em mais de 70% do corpo. Gislaine foi presa na manhã do dia seguinte, dormindo na casa onde a tia morava.

 

Luciene morreu na tarde do dia onze deste mês. Gislaine disse à polícia que não tinha intenção de matar e explicou que a tia foi incendiada por acidente, durante uma briga pela posse do frasco de combustível.


Casal

Outro crime idêntico voltou a ocorrer na sexta-feira passada, desta vez em uma residência localizada na Rua Tiradentes, Jardim Outro Preto. Casada há quatro anos, Regiane Aparecida Gomes, 18 anos, teria se revoltado depois de o marido, Jordão da Silva, informá-la que iria participar de um encontro evangélico.

Transtornada, Regiane encharcou o corpo do marido com um litro de álcool e ateou fogo. Com queimaduras de terceiro grau em 70% do corpo (principalmente tórax e costas), Silva morreu no início da manhã de ontem.

Presa pela PM, Regiane contou que perdeu a noção das coisas e explicou que a intenção dela era atear fogo apenas em um lençol que o marido levaria ao encontro religioso. "Eu estava transtornada", disse à Polícia Civil.

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