• Trama para matar policiais é investigada

  • Roberto Silva
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A informação de que traficantes tramam a morte de três policiais de Sarandi (região metropolitana de Maringá) alterou a rotina dos órgãos de segurança da cidade e da região.

O delegado da Polícia Civil e o comandante da Polícia Militar disseram, ontem, que não se intimidam com esse tipo de ameaça e alertaram que caso ocorra alguma coisa com qualquer policial, a resposta ao submundo do crime será extremamente dura.

A denúncia de que os traficantes armam um complô para matar os policiais chegou ao conhecimento da reportagem de O DIÁRIO na tarde de segunda-feira. De acordo com a fonte, a ordem surgiu durante uma reunião envolvendo os traficantes locais, que estariam revoltados com os constantes prejuízos sofridos com as operações policiais e prisões de comparsas.

Polícia suspeita que a decisão tenha partido de dentro
da cadeia

Ainda segundo a fonte, durante o encontro teria sido acordado que adolescentes infratores ficariam encarregados de executar os planos.
Entre os supostos alvos dos traficantes estaria o investigador Carlos de Oliveira, responsável pelas investigações dos crimes de maior complexidade e gravidade, como homicídio, tráfico e roubo.

Oliveira confirmou ter tomado conhecimento do plano no início do ano e suspeita que a decisão tenha partido de dentro da cadeia. "Pode ser que alguma visita tenha levado o assunto para fora e o caso se espalhou por toda a cidade", disse, assegurando não temer qualquer tipo de atentado.

O delegado José Maurício de Lima Filho classificou a informação como boato. "Tenho 31 anos de polícia e nunca recebi qualquer tipo de represália ou ameaça de bandido", afirmou, acrescentando que esse tipo de plano não o intimida, pelo contrário, apenas confirma que a polícia está no caminho certo.

"Já que este boato ganha corpo, vamos apertar ainda mais o cerco e se alguma coisa acontecer com qualquer policial, a resposta será extremamente dura", alertou Lima.

O comandante do Pelotão da Polícia Militar, tenente Joel Guerreiro Martins, confirmou ter tomado conhecimento da suposta trama no início da semana e disse já ter determinado que as equipes levantem a veracidade da informação e os nomes dos responsáveis.

O comandante diz que a PM tem incomodado bastante os traficantes e acredita que as ameaças são apenas um reflexo do grande número de prisões realizadas na cidade, 106 desde o início do ano por crimes relacionados a tráfico de drogas, roubo, furto e porte ilegal de arma.

"Esse tipo de ameaça é uma característica de bandido folgado, que tenta se impor pela força", destacou o oficial, citando como exemplo a gravidade dos roubos ocorridos em todo País.

"Hoje vemos vítimas de roubo sendo espancadas sem motivação. É este o tipo de bandido com os quais lidamos diariamente, que tentam se prevalecer diante da violência. Mas isso não nos intimida, pelo contrário, dá mais força para levar o trabalho adiante", concluiu o tenente.

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