• Vítima tinha vários antecedentes

  • Roberto Silva
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Ednalva vinha sendo

ameaçada

Jandaia OnLine

A jovem encontrada morta e nua em uma plantação de soja em Maringá, na tarde da última terça-feira, foi identificada no fim da manhã de ontem no Instituto Médico Legal (IML). De acordo com a Polícia Civil, trata-se de Ednalva José da Paz, 19 anos, que residia no Jardim Cometa, em Sarandi. O reconhecimento foi feito pela mãe da vítima, Conceição José Lino da Paz, 43, e pela tia, Hilda José Lino, 30, também residentes em Sarandi.

 

Segundo o chefe da Seção de Homicídios, Furtos e Roubos (SHFR), investigador Valmir Fernandes, Ednalva tinha antecedentes criminais em Jandaia do Sul e já havia sido baleada, mês passado, em Sarandi, provavelmente por um ex-namorado, que não aceitava o fim do relacionamento. Um familiar confirmou que a jovem estava recebendo ameaças de morte. Os detalhes não foram repassados à imprensa para não atrapalhar as investigações.
Em entrevista a O Diário, Hilda relatou que a sobrinha vivia na companhia da mãe, da filha, de 1 ano de idade, e de um casal de irmãos, de 17 e 24 anos.

Ainda de acordo com a tia, Ednalva tinha o hábito de sair constantemente de casa, mas não informava a família para onde ia e sequer revelava as pessoas com as quais se relacionava.
"Ela retornava para casa todos os dias, mas não conversava com a gente", disse Hilda, ressaltando que Ednalva foi vista pela última vez com vida no fim da tarde de segunda-feira passada.

Antecedentes

Cerca de uma hora após ser informada do reconhecimento do corpo, a Polícia Civil descobriu que Ednalva já havia sido alvo de um atentado a tiro e presa em pelo menos duas ocasiões.

Segundo os investigadores, no dia 5 de abril deste ano, Ednalva foi ferida com um tiro na perna direita. O atentado aconteceu em plena luz do dia na Avenida Cuiabá, no Jardim Independência, em Sarandi. Na época, ela contou que o atirador ocupava uma moto, cor e modelo desconhecidos, que era escoltado por outros homens que estavam em um carro preto.

Cerca de 20 dias após o atentado, Ednalva foi flagrada dentro de um apartamento, no centro de Jandaia do Sul, na companhia de dois rapazes e uma moça que embalavam cocaína. Além de uma quantidade relevante de drogas, a Polícia Militar aprendeu uma arma e uma moto roubada. O grupo foi autuado por tráfico de entorpecente, receptação e porte de arma.

Colocada em liberdade, Ednalva voltou a ser presa no dia 17 de novembro passado sob acusação de tentar repassar um chip de celular para dentro da Cadeia Pública de Jandaia do Sul. O chip seria endereçado a um dos colegas que haviam sido presos com ela dentro do apartamento. Ela teve a prisão relaxada e retornou a Sarandi.

Cadáver

O corpo de Edinalva foi encontrado no final da tarde de terça-feira, completamente nu, em meio a uma plantação de soja localizada na saída para Iguaraçu. De acordo com a polícia, apesar de o corpo não apresentar lesões aparentes, o exame de necropsia confirmou que a jovem foi morta por esganadura.

As partes íntimas já estavam em decomposição e não foi possível constatar se ela foi vítima de violência sexual. De acordo com a Polícia Civil, o crime foi cometido em outro local e o corpo desovado na zona rural de Maringá.

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