• Justiça vai definir o vencedor da eleição da Câmara de Sarandi

  • Luiz de Carvalho
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João Paulo Santos

Presidente recorre ao Regimento Interno para se declarar reeleito

 


A tumultuada eleição da Mesa Diretora da Câmara de Sarandi, iniciada na semana passada, teve mais um capítulo na manhã de ontem, mas a sessão foi novamente suspensa, dessa vez com o vereador Cilas Souza Morais (DEM) declarando-se reeleito presidente.

Mas, o resultado pode não ser definitivo, pois o grupo oposicionista entrou na Justiça com um pedido de anulação da votação, alegando que Morais usa o cargo para conduzir a eleição de acordo com os interesses dele.

A sessão de ontem, sequência da que foi suspensa na quarta-feira passada, antes que todos os vereadores tivessem votado, estava prevista para a sexta-feira e foi antecipada por decisão da maioria dos vereadores.

A continuação da votação deveria definir a chapa que dirigirá a Câmara nos próximos dois anos, porque a sessão anterior foi interrompida por causa de um tumulto iniciado quando um vereador que estava acertado com um grupo decidiu votar em outro.

Na primeira parte da votação, a chapa encabeçada pelo ex-presidente Rafael Pszybilski (PP) somava quatro votos contra três da chapa encabeçada por Morais e dois foram dados ao candidato de última hora Aparecido Bianco (PT).

Com a retomada da votação, Morais, que ainda não tinha votado, votou nele próprio e empatou com Pszybilski. De acordo com o Regimento Interno, em caso de empate, a decisão seguiria pelo critério de idade e nesse caso Pszybilski venceria por ser mais velho, mas o presidente apontou um artigo que exigia nova votação com apenas os dois presidenciáveis mais bem votados.

A polêmica do dia foi provocada pela mudança na chapa de Pszybilski, que colocou Luiz Carlos Aguiar (PPS) como candidato à Presidência. Após a votação, Morais anulou os votos dados a Aguiar, alegando que o Regimento Interno não permitia alterações àquela altura da disputa, e se declarou vencedor.

 

Nova eleição

O vereador Luiz Carlos Aguiar (PPS), que no início era o candidato à Presidência contra Cilas Morais e cedeu o lugar para Rafael Pszybilski, que poderia vencer pela idade em caso de empate, e voltou a ser o adversário de Morais ontem, disse que o grupo dele não aceita a derrota por considerar que o atual presidente usou o cargo e o Regimento Interno de acordo com os interesses dele.

De acordo com Aguiar, o grupo dele vai ingressar na Justiça com um pedido de anulação da eleição, com o argumento de que a primeira suspensão foi uma estratégia do presidente para ganhar tempo e conseguir mais apoio para a chapa dele, além disso, Morais teria se valido do Regimento Interno usando partes que lhe interessavam e ignorando as que poderiam beneficiar os adversários.

 

Os integrantes da mesa diretora

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