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Divulgação
Teste de ponta do dedo ajuda a monitorar os níveis de glicemia no sangue; sede,sonolência e vontade de urinar mais vezes são alguns sinais da doença
Você é capaz de associar boca seca, perda de peso, visão turva, falta de energia, sede excessiva e urina frequente com diabetes?
De acordo com dados divulgados na Conferência Mundial de Diabetes para a América Latina, realizada em Salvador no início de julho, 30% dos latino-americanos não sabem que estão com a doença.
Sérgio Vencio, presidente da regional de Goiás da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), afirma que esse número assustador pode chegar até a 50%, dependendo da região e do acesso ao sistema de saúde.
"É preciso ficar atento, procu-rar um posto de saúde e realizar um teste de ponta de dedo ou um exame de glicemia de jejum. São as melhores maneiras de descobrir", orienta.
Para Vercilene Rossi de Oliveira, presidente da Associação dos Diabéticos de Maringá (Adim), é fácil deixar que os sinais passem despercebidos. Segundo ela, quando é do tipo 2, o diabetes pode demorar de cinco a sete anos para se desenvolver no organismo antes de começar a comprometer o funcionamento.
"Nesse estágio de pré-diabetes a doença é silenciosa. Num dia a glicemia está alterada, no outro está normal. Assim é difícil fazer o exame", comenta.
Ela avalia que não poder reverter a dificuldade do organismo em metabolizar o açúcar do sangue, com mudança dos hábitos alimentares e prática esportiva regular, é a consequência mais grave do diagnóstico tardio.
Na sede da Adim, os voluntários fazem o exame de ponta de dedo, tanto para diabéticos quanto para quem não tem a doença. "Todo dia tem gente aqui medindo a glicemia", diz Vercilene. Ela lembra que, em jejum, um não diabético deve apresentar taxas de açúcar no sangue ente 70 e 110. Duas horas depois da refeição, a glicemia não pode ultrapassar 140.
Decidida a descobrir a origem do cansaço e de tontura que vinha sentindo há algumas semanas, Maria Eva Vieira dos Santos, 44, foi ao médico e ficou surpresa ao descobrir que estava com a mesma doença dos pais e do único dos sete irmãos que está vivo. "Eu sou anêmica e às vezes sinto fraqueza. Dessa vez foi diferente, mas nunca pensei que fosse diabetes", revela.
A diarista afirma estar com o peso ideal para a altura, embora reconheça que tem descuidado da alimentação. "Trabalho fora e nem sempre consigo almoçar de maneira saudável", diz ela.
O aumento dos índices de obesidade, a urbanização e o crescimento econômico foram apontados, durante a Conferência Mundial de Diabe-tes para a América Latina, como as peças principais do cenário que estima em 65% o acréscimo do número de doentes no mundo nos próximos 20 anos, passando de 285 para 438 milhões.
Apesar de estar com os níveis de açúcar no sangue acima do aceitável, Maria Eva vai seguir a recomendação médica de evitar comidas gordurosas e carboidratos. Caso a glicemia não baixe, o tratamento vai incluir medicamentos.
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