• Cuidados com a saúde bucal, desde criança

  • Wilame Prado
A A A

 

Salles e sua paciente mirim, a Jullia, que visita
regularmente o consultório

Ao contrário de muitos pais que sofrem para conseguir convencer os filhos a não temerem os consultórios odontológicos, o professor Paulo Tsuneta nunca teve muito trabalho na hora de levar a sua filha Jullia Ayko Tsuneta, 5 anos, ao dentista.

 

Acostumada com o tratamento preventivo dentário que faz desde os dois anos de idade, a jovenzinha já usa aparelho móvel e terá muito mais chances de manter uma arcada dentária perfeita quando for maior.

O professor Tsuneta diz ficar mais tranquilo por saber que sua filha já cuida da saúde bucal desde pequena. Já para ela, ir ao dentista é pura diversão.

"É uma festa para a Jullia ir ao consultório, pois já conhece há muito tempo os dentistas e, por isso, não sente medo", diz o pai, enquanto sugere à filha a brincadeira da estátua para o profissional da Odontologia melhor atendê-la.


Escovação e amamentação

O dentista Carlos Luiz Fernandes de Salles, doutor em Odontopediatria, é quem faz o tratamento preventivo na adorável Jullia. Recomendando cuidados já na gestação do bebê, levando em conta os hábitos saudáveis que a mãe deve ter, ele orienta aos pais que iniciem o tratamento odontológico em seus filhos já no primeiro ano de vida, quando os dentes de leite (dentição decídua) começarem a nascer. No início, a escovação pode ser realizada com uma gaze, dedeira de silicone ou mesmo com uma escova com cerdas extra macias (confira essa e outras dicas no micro abaixo).

Jullia, que já usa aparelho, vai ao dentista desde os dois
anos de idade

"É importante iniciar nesta fase porque a criança está incorporando novos hábitos sociais, de alimentação, de higiene e de saúde. A partir do momento que a criança incorpora um determinado hábito, torna-se difícil modificá-lo ou removê-lo", diz Salles.

Ainda nos primeiros meses de vida do bebê, o doutor recomenda a amamentação no peito, que pode auxiliar na correta formação do crânio-facial da criança. "Uma boa 'pega' no mamilo do seio materno, durante a amamentação, estimula uma boa respiração nasal. O bebê demanda um esforço muito grande ao sugar o leite materno, contribuindo assim para o desenvolvimento dos maxilares".

Recomendação
"Uma boa 'pega' no mamilo do seio
materno estimula uma boa respiração nasal".
Carlos Luiz Fernandes de Salles
Dentista ortopediatra

Alertando também evitar o uso em excesso de chupetas e mamadeiras, Salles diz que é preciso tomar cuidado com as cáries que podem surgir nos dentes de leite. "Dentes decíduos sadios permitem uma boa mastigação, favorece uma fonação adequada, além da estética, que cada dia está mais valorizada, inclusive nas crianças pequenas. Nenhuma mãe consciente quer ver seu filho com dentes cariados", ensina.


Tática eficiente

"Se perguntarmos se ela [a criança] quer escovar os dentes, com certeza não vai querer e terá que fazer isso de forma contrariada. Podemos fazer isso de outra forma. Por exemplo, a mãe deve falar para o seu filho: 'está na hora de escovar os dentes, qual escova você quer usar? A do Bob Esponja ou a do Mickey'. Não importa com qual delas irá escovar, o importante é que a criança vá fixando aos poucos que escovar os dentes é uma rotina no seu dia a dia", recomenda o ortopediatra.


Cuide bem dos dentes dos pequenos

Nas crianças pequenas, a escovação é responsabilidade dos pais. Deve ser iniciado quando irrompem os primeiros dentes na cavidade bucal. Pode ser realizada com uma gaze, dedeira de silicone ou mesmo com uma escova com cerdas extra macias.

Quando irromper os primeiros molares decíduos (de leite), por volta dos quinze meses de vida, a gaze não é mais efetiva, pois os incisivos já estão praticamente em posição definitiva; o arco e a gaze não limpa os espaços entre os dentes.

Os molares também precisam ser higienizados. O ideal é que se faça a higienização após cada refeição (inclui-se as mamadas).

Antes dos cinco anos, não se pode transferir totalmente a responsabilidade de uma boa higienização para a criança. É preciso a supervisão dos pais.

O uso do fio dental, por exemplo, de forma efetiva, só acontecerá depois dos oito anos. Toda criança tem dificuldades de trabalhar na frente de um espelho, é preciso ter paciência e persistência. Com relação ao uso de enxaguatórios bucais, também deve ter a recomendação e a orientação do dentista. O uso destas soluções não substituem a escovação dentária.

Os palitos (de cozinha) não devem ser usados para limpeza dos dentes. Podem traumatizar as gengivas e causar infecções. O correto é o uso da escova e do fio dental.


*Essas recomendações foram repassadas pelo dentista Carlos Luiz Fernandes de Salles, doutor em Ortopediatria e professor do curso de Odontologia da Universidade Estadual de Maringá.

Comente com:

Comentários

0 comentários

Publicidade

Shopping

Ouça Agora

Publicidade

Anuncie nos classificados de O Diário

Pague com:

Loterias

  • Números sorteados
  • 19
  • 7
  • 12
  • 34
  • 53
  • 40

Publicidade

Aviso importante: A reprodução total ou parcial de qualquer conteúdo (textos, imagens, infográficos, arquivos em flash, etc) do portal odiario.com não é permitida e, caso se configure, poderá ser objeto de denúncia tanto nos mecanismos de busca quanto na esfera judicial. Se você possui um blog ou site e deseja estabelecer uma parceria com odiario.com para reproduzir nosso conteúdo, entre em contato pelo e-mail parceria@odiario.com.

odiario.com 2010 © Todos os direitos reservados à Editora Central Ltda - O Diário do Norte do Paraná. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuido sem prévia autorização.