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20/11/2011 às 02:00 - Atualizado em 20/11/2011 às 02:00
Maria (nome fictício a pedido da entrevistada) descobriu que era portadora do vírus HIV há quase dois anos e conta que a notícia foi como uma ‘apunhalada nas costas’. "Fui fazer um exame pré-operatório e descobri que estava infectada com o vírus da aids. Entrei em depressão e cheguei a pesar 27 quilos", conta.
Assim como Maria, muitos portadores ficam transtornados quando recebem a notícia da doença, que ainda não tem cura. Apesar desta realidade, atualmente os medicamentos disponibilizados gratuitamente pelo governo federal permitem que o portador de HIV tenha uma vida saudável, com a doença sob controle.
Para Maria, a notícia trouxe ainda um outro problema. Como ela tinha catarata congênita, a imunidade baixou muito e o vírus se prolongou, causando a perda da visão. "Eu morri e nasci de novo. Graças ao apoio da Casa de Emaús e pessoas amigas que me apoiaram, tenho uma vida saudável", diz.
Apesar de se sentir bem e da doença estar controlada, Maria conta que o preconceito ainda é um dos piores problemas enfrentados pelos portadores.
Ela preferiu não contar à família, nem aos amigos para não sofrer ainda mais. "Infelizmente o ser humano ainda é muito preconceituoso e acha que não pode te abraçar, dar um aperto de mão ou um beijo".
Apoio
A dura realidade enfrentada por Maria é compartilhada por muitas pessoas em Maringá e região. De acordo com a assistente social da Casa de Emaús, associação assistencial que atende pacientes com o vírus da aids, Clarice Sobczack Chimirri, a entidade atende 327 portadores, além de familiares.
"Distribuímos cerca de 1.400 litros de leite, entre 70 a 80 cestas básicas por mês e oferecemos aulas de artesanato e temos grupos de apoio com psicólogos", explica a assistente social.
A Casa de Emaús também auxilia o portador com encaminhamentos para comunidades terapêuticas, agendamento de consultas e exames na rede pública de saúde e acompanhamentos em hospitais.
"Há dez anos realizamos esse trabalho com pessoas de Maringá e região. A maioria deles não consegue trabalhar por causa da doença e precisa da nossa ajuda", diz.

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20/11/2011 às 02:00 - Atualizado em 20/11/2011 às 02:00
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